Filmes Resenhando

Lady Bird: A Hora de Voar

Em Lady Bird vemos a história de Christine, uma garota que está se descobrindo na vida, em sua fase mais conturbada; a adolescência.

A maneira que Greta Gerwig, diretora do filme retrata a história da jovem em sacramento, é demais. E uma curiosidade é que greta é de sacramento. Outra coisa que chama a atenção no filme é que desde à fotografia até o roteiro, se mostrou totalmente despretensioso, sabe, quebrando as expectativas e aqueles estereótipos da figura feminina, aqui vemos como todos nós passamos por questionamentos na vida da mesma maneira, desde na nossa personalidade, ideais até sobre o que fazer da vida depois que terminar o colégio.

Mas Lady Bird não é só sobre essas descobertas, diz muito de como nós nos relacionamos uns com outros, sobre as expectativas que temos uns dos outros e de que as vezes mesmo amando uns aos outros falta dialogo, empatia, falta estarmos realmente ali uns para os outros. É possível perceber isso em algumas sequências do filme onde, Lady descobre que seu pai tem depressão a anos e ela não sabia disso, ou quando sua mãe fala para ela que a ama, e quando é questionada se além de amar gosta da filha e, ela fica sem respostas.

A relação entre mãe e filha é realmente espantosa, vemos as duas alterando entre cúmplices e rivais o tempo todo. É viceral, tão natural que em alguns momentos nos sentimos tão imersos ao ponto de sentir a tensão delas duas. Em um momento estão conversando e então basta uma delas soltar uma palavra errada e vira aquela explosão de sentimentos, brigas e discussões.

Acredito que muitas pessoas irão se identificar com esse tipo de atitude, com esse tipo de acontecimentos que foram ocorrendo na vida da Christine e, se sentirão até nostálgicas, pois o que ela passa, muitas e muitas pessoas passaram e vão passar, mesmo que no final o destino tenha sido diferente para cada um.

Lady Bird não é um filme sobre reviravoltas e plot, mas sim um filme feito para provocar identificação e reflexão sobre a vida.
E sem dúvidas o ponto forte é atuação absurdamente incrível da Saoirse Ronan.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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