Textos

A Carneia – Parte Final – O maior prazer do carnaval.

O jorro de gozo na boca de Fernanda brilhou albugíneo e gotejante pelo canto de seus lábios. Ângela divertia-se mergulhada na xota de sua amiga, mulheres são doutoras em chupar xotas, creio que já deva existir um gene lésbico em cada fêmea esperando ser bolinado. Quando começamos nossa festinha, a terça-feira já se transformava em quarta. Os blocos passavam na rua, com todo o barulho do mundo. As garrafas de Vodca já estavam completamente vazias, e eu, ali, com aquelas duas garotas cheias de um desejo louco e frenético. Talvez seja uma tara infantiloide de tal meninas, foder com um escritor safado que só fala sobre xotas e paus. No meio daquela “trio suruba” eu me sentia ínfimo, como se eu não merecesse estas alegrias que algum pseudo-deus estivesse me proporcionando. Eu sou mestre em fazer mulheres infelizes, não da maneira convencional, mas sim por praticar estes tipos de relacionamentos niilistas.

Os seios de Fernanda são cheios de fartura. Eles ululavam enquanto ela cavalgava em meu pau. Ângela esfregava a boceta em minha cara, as vezes me sufocando, as vezes não. Os micro pelinhos cortavam meus lábios. Um mix de dor e prazer, talvez uma pena por eu estar aproveitando de tão pecaminoso ato sexual. Se existisse um demônio, ele estaria rindo e aplaudindo esta obscenidade. Por várias vezes senti uma ânsia de vômito crescendo em meu peito, a Vodca querendo tomar seu espaço em tudo, mas eu tomava todas as forças que me restavam e empurrava o bolo alimentar de volta. Fernanda cravava os dedos no próprio couro cabeludo, pendia a cabeça para trás e começava a gemer forte, ela estava gozando, gozando, gozando. Seu enorme clítoris esfregado no meu pau. Seus gemidos finos, tal qual um violino, me deixavam ainda mais teso.

Foram alguns segundos de contemplação, mas meus olhos enxergaram todos os detalhes importantes. Fernanda estava deitada na cama, em posição ginecológica. Ângela lambia sua boceta recém penetrada, ainda quente, ainda úmida, ainda sedenta. Ângela, posicionada de quatro, com a bundinha olhando para mim. Pude vislumbrar o belo cu, cheio de pregas nunca utilizadas. A boceta se abria um tanto quando ela se inclinava ainda mais para mergulhar na vagina da amiga. Por um segundo eu vacilei em foder aquele belo cu delicioso, mas desisti no último instante. Enquanto comia Ângela meu cérebro me torturava dizendo “frouxo, frouxo, frouxo.”

Dai, caminhando para o final, como dito Tarantinescamente no inicio, terminei gozando na boca de Fernanda, um oral final. Ainda nos divertimos por mais algumas horas, porém, no fim, a quarta-feira de cinzas em seu ápice e nós três dormindo profundamente, tal qual refugiados de guerra, apertados, espremidos e cansados. Só despertamos quando a noite do último dia de carneia já havia chegado. As meninas se banharam, se vestiram. Preparei ovos com bacon para nós três. Conversamos mais um bocado e elas partiram.

Escorado na varanda, observando os carros retornando do feriado para a vida cotidiana eu pude notar que a solidão é o anjo que acompanha aqueles que não conseguem se acomodar numa vida normal. Não conseguia imaginar-me em um daqueles carros, retornando com família e cachorro de um carnaval em família. Não imaginava-me como o pai comum, frequentador de igrejas, monogâmico até que o casamento se tornasse o elo castrador do homem selvagem.

Pensando nestas coisas, desatei a rir.

Depois de tudo, o grande ciclo de Heráclito estava completo e lá eu estava: sozinho, sóbrio e vazio de bebidas. Sem dinheiro, sem expectativa, apenas observando os carros e seus microcosmos interiores.

– Meu reino por uma bebida – disse solitariamente.

Mais tarde, antes de finalmente desabar na cama e acordar apenas no outro dia, quando o cotidiano tornara a ser cotidiano. Eu, ao abrir a geladeira para tomar um resto de água, encontro uma filha única escondida, perdida no fundo do refrigerador.

Abrir aquela cerveja foi o maior prazer que tive naquela carneia.

 

Parte 3

https://desacocheioemauhumor.blog/2018/02/14/a-carneia-parte-3-duas-garotas-e-suas-garrafas-de-vodca/

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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