Poemas

Chorar pra não se afogar! 

Chorar, 

água derramar.

Eis o mar da vida,

vem na face salgar.

Chorar,

pra não se

afogar.
Escorre! 

Pelo rosto percorre.

Passa pelo riso,

no queixo 

encontra 

abrigo.

Pingo! 
Também passa pelo 

semblante entristecido, 

doído com gemido. 

Machucadinho, 

ralado e coração 

esmigalhado.
Felicidade também 

derrama água de 

verdade, 

alma repleta de 

complexidade. 
Nariz entope 

e a dor não dorme, 

faz vigilância por 

um tempo.. 

aos poucos para

de ficar doendo.
Tempo não falha, 

desliza lágrima 

e não sabe atalhar.
A gota caí.

Embaça a visão,

sentimento carregado 

de conexão.

Pessoas, 

vínculos e motivos! 
O molhado dos olhos 

pode ser…

justo ou injusto, 

alegria ou luto, 

prisão ou libertação, 

grito ou calado, 

malicioso ou inocente, 

destruir ou reconstruir? 
De quantas maneiras 

o olhar se inunda? 

Chorar, 

celebração 

ou insatisfação? 

Comoção 

que o corpo não 

aguentou e…

transbordou. 
Transbordar é 

para os fortes, 

os que sofrem, 

os nobres e 

principalmente os que 

não temem a morte.
Beijam a pureza salgada 

da existência 

sem a concorrência

da fortaleza. 

Lágrima? 

Seria um presente 

pra quem sente, 

seja saudável 

ou seja doente?
Talvez o ser humano 

seja rio ou seja mar. 

Prudente se esvaziar?

O nível de sentir abaixar,

coisas boas se renovar,

novidade se lotar.

Chorar! 

Chora. 

Molha sua raiz 

pra florescer, 

se nutri e 

vai crescer.

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