Huh, é uma coisa frágil essa vida que levamos…

Quase dez anos depois e reencontrei com uma grande amiga. E a primeira pergunta que ela me fez, foi sobre você. E caralho, doeu. Não sei se foi pela pergunta em si ou se foi por saber e notar que você estava a tanto tempo em minha vida. Sei lá, sabe, hoje cedo acordei assustado de um sonho onde te encontrei nele e nesse mesmo dia a noite encontrei uma garota que me perguntou de você em um reencontro, consegue entender onde eu quero chegar?

É… já faz alguns anos, eu sei, e mesmo assim tudo ainda me leva a você, mas eu não quero isso, eu já não aguento mais lembrar, sonhar ou ouvir sobre você. Eu já não sei o que fazer. Na verdade, desde aquele dia que desliguei o telefone enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto, enquanto estava dentro de um ônibus voltando de uma sessão de guerra civil, desde aquele dia, eu não sei o que fazer.

Desde aquele dia eu vaguei por aí, bebi por ai, estive por aí, sozinho ou acompanhado de garrafas, mulheres e de vazios demais para tentar me preencher e, demorei tempo demais para poder me dar conta que não tem realmente nada que eu possa fazer. Pois a vida é esse grande lençol de elástico que me deram para dobrar e tudo que eu venho fazendo desde então é tentar dobra-lo, e dobra-lo, e de novo, de novo e de novo. Mas não importa quantas vezes eu dobre… ele vai se desdobrar, não importa e eu notei isso hoje.

Talvez eu já soubesse, bem la no fundo daqueles copos cheios de álcool, ou dentro daquelas garrafas de vinho pela metade, talvez quando acordei vezes demais com dores no corpo por conta da ressaca. É… pensando bem, talvez eu realmente soubesse. Sabe daquelas vezes que me sabotei, por quê tudo que queria era fugir de você, de mim e de nossas lembranças. Talvez tudo que venha fazendo desde então, é para tirar esse nó da garganta e ou para parar de me lamentar sozinho pelos meus cantos, mas não importa que caralho eu faça, não importa quantas bocas eu beije, quantas mulheres eu transe, quantos goles eu tome ou vire, o gosto sempre é o mesmo; o seu.

E cansei disso, cansei de tentar esquecer, cansei de fazer merda por sua conta, por minha conta, por nossa conta, sendo que não existe mais nós. Eu absolutamente cansei de ficar triste por que tudo me lembra você, cansei de encontrar as mesmas pessoas em corpos diferentes e cansei de me sentir culpado por não ser “forte o suficiente” para te ver com outras pessoas e assim sermos amigos. Cansei de toda essa merda, de todo esse bullshit de que amor existe e que a distância não muda nada e sim a ausência que nós faz perder uns aos outros. isso é besteira e só queria te dizer uma única coisa:

Se eu pudesse, queria não te conhecer. É você não leu errado e eu não escrevi errado, é no presente mesmo. Se eu realmente pudesse, EU QUERIA NÃO TE CONHECER, sabe o porquê? para nunca, jamais na minha vida, desejar te esquecer!

Porque no fim, eu já sei tudo que restou de você.

If I think too much, I can’t get over

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