Atrás.

– Eu sou virgem, mas pode por lá trás – ela chamava o seu cu de “trás” tentando transformar esta palavra monossílaba em outra palavra monossílaba. Ela queria continuar virgem, tinha me dito que era uma promessa feita ao seu pai, só perderia a virgindade após casar-se. Algumas destas loucuras religiosas que se encontra por aí. Não sou o melhor em julgar as pessoas, eu apenas escrevo sobre as suas maluquices em meus relatos fidedignos de puras mentiras. Ela tinha um namoradinho da igreja, o coitado nunca tinha visto nada além de seu tornozelo e eu, lá estava, com aquela bunda magérrima apontada para mim.

– Já fez isso antes? – aquele cu liso como o cano de um revólver me dava todas as evidências necessárias sobre as atividades anais do mesmo. Apesar de seu namorado oficial nunca ter tocado além de suas mãos, outros homens, até mesmo da própria igreja onde a guria congrega, escavaram suas próprias histórias naquela bunda. Ela apenas empina a bunda e espera a carga. Eu analiso muito bem as formas, o jeito, e o gesto. Dentro de mim uma vontade enorme de rir explode, porém mantenho-me sério perante aquele acontecimento.

Penetro lentamente naquele ânus, lubrificando-o apenas com saliva. Sua dona não parece reclamar, ela apenas abaixa a cabeça e começa a curtir o movimento. Enquanto penetro eu esfrego sua xota com uma de minhas mãos, ela segura meus dedos pedindo para que eu não os enfie. Meto, meto, meto, meto. Afasto aquelas nádegas magras e brancas, vejo o estrago que fiz, porém ela pede para que eu continue.

– Goza dentro! – ela diz. Termino meu trabalho recheando o orifício anal daquela guria, deixando-a deitada de bruços enquanto ia me limpar no banheiro. Ela entra também, tomamos banhos juntos. Ela me disse que estava atrasada, achou que era mais cedo. Precisava chegar às quatro na reunião do seu grupo.

Visto minhas calças e minha camisa. Pergunto se ela tem algum perfume que pode me emprestar. Ela está colocando o sutiã, bege e sem graça. Seu jeito safado desvaneceu por completo, agora ela era uma menina religiosa, casta e pudica. Ela pergunta se eu já estava pronto. Leio o que estava escrito em sua camisa, e dou um pequeno riso de graça, ela faz parte daquele grupo “eu escolhi esperar”.

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Autor: Rhuan Rousseau

Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

Uma consideração sobre “Atrás.”

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