Meryl Streep está incrível atuando como Katherine, dona do jornal local The Washington Post, que está a poucos passos de colocar ações da empresa à venda na bolsa de valores dos estados unidos. Aos poucos vamos notando os desafios que Katherine vem enfrentando desde a morte de seu pai e do suicídio de seu marido. A pressão sobe ela é grande, pois poucos acreditam em um mulher no comando da companhia; que é de família passada de gerações em gerações.

Em um momento do filme, ela está conversando com sua filha e solta uma frase que me pegou de jeito, fiquei refletindo sobre ela, era mais ou menos assim:

Um discurso de uma mulher é como um cachorro andando com as patas traseiras, é difícil de engolir, mas não deixa de ser surpreendente.

No meio dessa conturbada pressão, surge Ben Bradlee interpretado por Tom Hanks; ele edita o jornal e defende a autonomia da redação, para expor os documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Vietnã.

Questões como liberdade de imprensa, pressão sobre os jornalistas e liberdade de expressão são muito bem abordados nesse filme.

Enquanto Ben quer usar os documentos para jogar toda merda no ventilador, Katherine precisa defender os interesses econômicos do Washington Post.

Veja bem; Spielberg, Streep e Hanks formam um time imbatível nesse filme. Mas não acho que vão ganhar o melhor filme no oscar 2018.

“E essa não é mais a companhia do meu pai.
Não é mais a companhia do meu marido.
É minha empresa.
E quem pensa que de outra forma provavelmente não pertence ao meu conselho”

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