Não vim aqui fazer uma análise técnica do filme Pantera Negra. Meu objetivo aqui é compartilhar alguns pensamentos que me ocorreram. A primeira coisa que gostaria de expor é uma discussão que vi em grupos de Facebook. As pessoas ficaram debatendo se T’Challa era ou não o primeiro herói negro. O primeiro ele não é, temos Blade, Super Choque, Tempestade e tantos outros. Mas não se engane: Pantera Negra é pioneiro sim. Pela primeira vez temos um filme de um herói que é negro e não é americano ou de algum país de cultura predominantemente branca.

A cultura africana é parte importante da construção do filme. Ela é pungente e marcante. A maioria dos personagens fala inglês com um forte sotaque ou o idioma nativo. É maravilhoso ver tal cultura sendo retratada e de forma tão respeitosa. Apesar de Wakanda ser um país tão tecnológico, o tradicional e o high tech convivem em perfeita harmonia.

Outro ponto que gostaria de abordar do filme é algo que já esteve em pauta no Homem de Ferro 3: que nós criamos os nossos próprios inimigos. Killmonger tem a sua vida toda pautada em uma vingança contra aquele que matou seu pai, pelo menos assim me pareceu. Neste sentido também temos que levar em conta a índole da pessoa. Não é porque Killmonger reagiu assim à morte do pai que qualquer um faria isso. Eu, particularmente, teria seguido minha vida em frente sempre com aquele ressentimento. Não estou dizendo que estou certa, ou que ele está. Talvez seja que nem na guerra, em que não há vencedores.

Se eu assistisse o filme mais umas duas vezes certamente teria outras reflexões a fazer e, quem sabe, até um TCC. É possível se analisar o filme de vários pontos de vista, inclusive antropológico. Espero que esse seja o primeiro de muitos filmes que exploram a potência da cultura africana juntamente com a fantasia dos super-heróis. Certamente, se forem feitos, o meu ingresso já está comprado. E para todos aqueles que se viram representados: Wakanda forever!

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