Às vezes parece que a vida passa tão rapidamente que não posso acompanha-la.

Ela passa entre uma dose e outra, entre uma gargalhada alta o suficiente para todos ouvirem e ou entre o choro baixinho antes de dormir para ninguém ouvir. Mas outras tantas vezes parece que a vida engatinha, sabe, ela nem anda ainda, imagina se vai conseguir correr. E é nesse impasse, que acho que todos vivemos. Entre dias de luta e dias de glória como diria chorão, apesar que os de luta parecem ser infinitamente a maioria.

Às vezes a vida parece que passa com a música The sky is a neighborhood, do Foo Fighters como plano de fundo, sabe, tipo como trilha sonora, mas outras vezes é hardwired do Metallica que faz à trilha de nosso dia-a-dia. A e também tem aqueles dias que são cinzas e jhonny cash não perdoa e vem melancolicamente com seu violão dramático cantar Hurt, ou Eddie vedder com seu timbre de voz magnífico começa falar sobre todos os cinco horizontes em BLACK do Pearl Jam, que chega arrepiar só de pensar.

Às vezes preciso me deitar porque as coisas parecem muito pesadas.

The End of the F***ing

O ponto onde quero chegar, é que a vida é essa mistura de sentimentos, é sobre como nós, nos sentimos.

Lembro-me de quando usava lente e eu até esquecia que o mundo é um borrão. Mas diferente daquele tempo, as vezes sinto que não tenho energia para fazer mais nada. Sinto que queria passar meus dias na cama. Deitado. Trancado. Com tudo apagado. Ouvindo minha playlist Solitary Man até sumir do planeta entre um riff e outro. Mas a vida me chama, o trabalho me chama e algumas poucas e boas pessoas que ainda me aturam me chamam e, então tenho que estar lá, mesmo não estando lá. É assim que o mundo funciona, eu sei que ele não vai parar, como cazuza já cantou outrora; o tempo não para.

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