março 28, 2018

Ele e Ela…

Ela olhou pra ele e sorriu. Ele amou aquele sorriso e colou… assim começa mais uma história de amor.

Se conheceram e viajaram e eram muitos os beijos molhados… ela se apaixonou.

Combinaram as neuroses, ele tempestade e ela sol escaldante, futuro lindo à frente, casamento rolou.

Ela era sua protegida, ele era seu amor… uma família se formou.

Ela disse que o amava, ele disse que queria ser pai e o primeiro contratempo se gerou.

Ela não estava pronta, ele entendeu, vida seguiu e não mais disso se falou.

Ele tentou amar, ela tentou entender, vida seguiu, mas uma hora ela parou.

De repente, a Netflix era o contato, o beijo havia secado…

O trabalho ficou mais atraente, não tinha mais conversa entre a gente…

Ela chorava e gritava mendigando amor…

Ele que queria ser pai, começou a tratá-la como filha… neurose desencontrou.

Certo dia, ela percebeu que ao seu olhar, o brilho voltou…

Só que ela, já cansada de mendigar amor… sentiu que seu coração gelou.

E chorava sentida, na solidão da vida partida, simplesmente se isolou…

Ele tentou se conectar novamente, mas os corações estavam distantes, sinto que o amor acabou…

Ele fazia seu melhor, ela tentava também, mas não tem como fazer o amor brotar em terra de desdém.

De repente, o silêncio imperou, o choro parou… as brigas, cobranças, tudo se calou.

Ele pensou que tudo tinha ficado em paz, mas o fato é que ela se fechou.

Silêncio e pesar, na cama e na sala de estar…

Certo dia, ela se levantou… o batom nos lábios passou, o cabelo arrumou.

Arrumou também as malas, encaixotou os livros, chamou o UBER, cancelou compromissos.

A noite, quando cansado do serviço chegou, ele encontrou uma carta, escrita a mão, em papel nobre, fechada por um cordão, dizendo:

“Amor. Fui embora por te amar, sabendo que teu sonho não posso realizar. Deixo-te livre para voar e outra mulher encontrar. Fui embora por te amar e saber que me meu ventre não poderá te dar, a realização que vives a buscar…”

Ela foi embora, com o coração gelado, peito machucado, sentimento de derrota, mas com a consciência aliviada… Agora também podia voar!

Ele não foi atrás, chorou e soluçou como todo homem faz: sozinho, ele, Marília e sua bebida voraz.

E ambos, por não se aceitarem, hoje choram sozinhos, cada um em seu ninho, com o peito vazio, tremendo de frio, idealizando como seria, se em algum momento, nessa história toda eles tivessem simplesmente se amado e buscado, um no outro, suprir seus vazios.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Sobre Lucia Mathias

Sou um ser humano multifacetado. Pra me conhecer, tem que estar disposto, a conviver com um monte de mulheres em uma só. Hora furacão, hora bonança, hora o próprio cão, hora criança. Sou eu... pra saber mais... ah! Vai ter que descobrir.

Últimos Posts Por Lucia Mathias

CATEGORIA

Textos