Às vezes sou sugado para baixo.
Não puxado, sugado mesmo.

Não sinto que estou indo para o fundo do poço, quando noto, eu já estou lá.

E lá é fundo, escuro e frio.
Tudo que tenho comigo são meus pensamentos, uma garrafa de algo e o medo.

Sinto tanto medo que paraliso…é, algumas coisas nunca mudam, mas cada vez eu mudo e, toda vez é mais difícil voltar, parece que o buraco fica mais fundo, mais denso.

É indescritível essa sensação, penso em quantas pessoas estão ao meu redor? E não sei, entendo que umas mais do que outras, mas me sinto sozinho.

Já quis contar sobre meu dia e olhei para o lado e tudo que vi foi o breu do meu quarto.

E esse dia foi quando percebi realmente que cheguei aonde queria e não tinha ninguém para compartilhar.

E então me questionei se cheguei mesmo aonde queria.

Não tinha notado até então que sempre queremos chegar lá, mas nós esquecemos que o lá, muda.

Pensei em como deveria ficar feliz com minhas conquistas, mas tudo que consegui foi um nó na garganta.

Daqueles que sufocam e, que estão sempre lá, até parece que colecionamos decepções e tudo que sobra é o vazio.

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É tipo perceber que ninguém está com você de verdade, que é só chegar uma fase muito ruim e todos desaparecem. É como quando eu ouvi uma pessoa dizer uma vez e, olha que ela era realmente importante para mim:

Não aguento mais te ver assim, ou você melhora ou eu saio da sua vida, quero aquele cara brincalhão, contente e feliz. Que me faz rir, que zoa com todo mundo, que deixa à vida mais leve e divertida.

É… doí ouvir isso quando tudo que você queria era que esse cara, esse que ela disse: existisse, mas aquele é uma parte de mim que luta contra esse aqui e quase sempre não vence.

Fazem uns  três anos desde de que ouvi isso, estava com problemas no trabalho, finalzinho de faculdade e vida pessoal não lá essas coisas na época e depois de ouvir aquilo foi quando entendi de verdade:

Somos nós por nós.

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