O pálido céu chuvoso
que da minha janela encaro
O escarro
do homem da calçada
que olhou para a moça
passando de vestido curto
O carro que lá longe se desfez
na miragem da curva do mundo
A mulher que se desfez,
o homem, o escarro.
O nada jaz.
E daqui, eu seguro
na minha cadeira
com uma mão gelada
outra quente
e a garganta secando.
Não haverá garantia de nada
e a morte é a única certeza
O pálido céu se tornou negro.
a noite se torna realidade
e os jovens saem de suas tocas
para beber, festejar e viver.
Eu, deitado no meu sofá
pensando até adormecer.

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