Textos

Devir (1)

O pálido céu chuvoso
que da minha janela encaro
O escarro
do homem da calçada
que olhou para a moça
passando de vestido curto
O carro que lá longe se desfez
na miragem da curva do mundo
A mulher que se desfez,
o homem, o escarro.
O nada jaz.
E daqui, eu seguro
na minha cadeira
com uma mão gelada
outra quente
e a garganta secando.
Não haverá garantia de nada
e a morte é a única certeza
O pálido céu se tornou negro.
a noite se torna realidade
e os jovens saem de suas tocas
para beber, festejar e viver.
Eu, deitado no meu sofá
pensando até adormecer.

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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