Em fevereiro
não existo
dia que seu
sorriso
desintegrou
quiçá
se transformou
em estrela no
paraíso!

Eu ainda vivo…

Consagrei sua
mão na minha mão
como um segundo
eterno de união,
toque… última
doce recordação.

Eu ainda vivo…

Brilho dos teus
olhos verdes
em nome de toda
esperança
eu guardei,
para continuar
depois da vida
um pedaço
suculento
do pleno amor
me abocanhar.

Eu ainda vivo…
mas meu coração
foi mordido!

Sua pele branca
feito gelo
cada vez mais
perto
do fim
nascia em mim
a dor pavorosa,
término da rota!

Eu ainda vivo…

A sua voz
cicatrizava
cada ferida
que fizessem
dentro dos
meus dias.

Eu ainda vivo…

Teus batimentos
alimento saudável
para o meu peito,
aos poucos
ficando sem jeito.

Eu ainda vivo…

Já teu peito
casa da minha proteção
mostrava os ossos
da alma,
você gargalhava
mesmo quando
definhava.

Eu ainda vivo….

Com dor
já que a morte
te tomou
e me deixou.

Eu ainda vivo…
minha mente sempre
acompanhada
pelo teu riso,
tento ser feliz
por você
e por mim
a gente não merecia
esse fim
por ter um amor
tão evoluído assim!

Exceto fevereiro,
mês do carnaval
onde a dor na
minha mísera
carne
corrói real.

Você ai,
como existe
depois de um
final triste?