Textos

Modo 5 por 2

Ontem foi dia do trabalhador e bom, me peguei pensando, e posso falar sobre ser programador, em como é maravilhoso programar, em como é gratificante solucionar problemas e, depois de quebrar a cabeça, por diversas e diversas vezes, ver o resultado; as pessoas utilizando seus serviços e, com isso melhorando suas experiências no dia-a-dia.
 
Poucas coisas na vida me fazem tão bem e realizado como programar, pelo simples fato de eu amar o que faço.
 
Lembro da primeira vez que tive contato com programação, la em 2009, em um curso, que na verdade entrei para aprender a fazer manutenção de computadores, pois era isso que eu gostava na época, nunca tinha tido contato com programação, nunca nem havia pensado que isso existia.
 
E na primeira aula, um professor mudou minha vida até hoje, explicando um conceito de variáveis, com uma analogia com estojos e naquele dia em 2009 eu pensei; é isso. Achei o que quero fazer na minha vida, lembro da sensação que tive até hoje, eu tinha uns 15 anos, e desde então programo, estudo e venho apreendendo programar.
 
Já são quase 10 anos programando e ainda sinto um puta tesão quando faço algo foda no meu trampo, quando inovamos, quando usamos tecnologias fodas e quando os projetos me desafiam. Por diversas vezes nem percebo que deu meu “horário” de ir embora, pois eu to fazendo uma coisa que eu gosto tanto que por diversas vezes não parece trabalho.
 
Se você chegou até aqui nesse textão, deve tá se perguntando, beleza mas o que eu tenho haver.
 
E eu só quero te dizer, que depois que entrei na área que eu realmente amo, lá em 2014, depois de passar 4 anos tentando, e agora em 2018 estando nessa área a já 4 anos, eu finalmente soube que antes disso eu vivia no modo 5 por 2. Que é uma maneira medíocre de viver a vida, calma, eu já faço você me entender.
 
Você já ouviu ou sabe o que é a síndrome da vinheta do fantástico?
 
Se não sabe eu explico, é bem simples.
 
É um tal sentimento de desespero que o final do domingo está chegando, e que tudo começará novamente amanhã.
 
Sabe quando não gostamos do que fazemos queremos que a sexta feira chegue logo, que a semana termine, e quando chega final de semana queremos que o tempo pare e demore para chegar segunda.
 
E eu não percebia isso antes, que normalmente as pessoas que sofrem muito no domingo a noite, são as pessoas que vivem no modo 5 por 2, que é 5 dias tristes e 2 dias felizes.
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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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