Poemas

Estrada da volta!

Alguns dias o destino
se portava como amigo,
em outros como
um imigrante clandestino.
A realidade sempre
[a cada segundo]
mudando e acontecendo.
Surpreendo o surreal,
desviando o caos
e colocando os pés
sobre a brasa quente,
ainda alaranjada!
A pele queimava.

Por qual caminho
você teve que voltar
depois de desdenhar?

As horas passando,
os danos acomodando
na parte interna do peito.
As horas passando,
e a chance de viver em paz sorrateiramente se aproximando.
Mais longe do passando machucado,
Mais perto de estar no próprio presente!
Menos dor se sente.

Nesse intervalo surge a memória,
traiçoeira e sem vitória.
Nesse intervalo é o
vazio que toma conta d
o espaço.
Nessa memória,
a aflição aflora!
Nessa memória,
o desespero decola.
Ou pousa,
pousa no olho do furacão!
Ou pousa,
pousa no drama da situação.
Aperta o coração
aperta a mente
aperta o tremor
aperta o temor.

Por qual caminho
você teve que voltar
depois de descobrir
que lá era o seu lugar?

O medo de revirar
mais uma dor,
fora essa dor que
sempre acompanhou.
Herança que pelo erro,
todos os dias arrastou.
E arrastará,
até o findar… será?

Quando começa o recomeçar,
vem algo atrapalhar
vem alguém que estava lá atrás querendo ficar,
vem a consciência atormentar,
vem as lembranças fragmentadas,
vem um turbilhão de
indisciplina
fora
da
trilha.
Vem, vem e vem!
Uma enxurrada de água
apagar a brasa,
uma enxurrada de problema,
indissolúvel no dilema.

[Aí Deus revela quem sou eu!]

Ah que saudade da tranquilidade
e
da calmaria numa tarde,
ah que saudade do gostar
sem recuar.
Ah que saudade de visitar
onde não posso
mais entrar,
ah que saudade daquela
gargalhada sem
preocupar com nada.

Quero olhar pra frente,
o cansaço já me abateu
por morrer várias vezes.
Quero olhar pra frente,
tocar a possibilidade
do passado ausente.
Quero olhar pra frente,
e acreditar num
momento contente.
Novamente,
quero ser gente.

Por qual caminho
você teve que voltar
depois de sentir
que ali não conseguia
mais evoluir?

A sombra que persegue,
não me ergue.
Me empede!
A sombra que persegue,
não me ergue.
Me fere!

Essa mancha do passado
quando deixará de
andar ao lado,
perdoar o pecado.
Essa mancha do passado
quando será desconsiderado,
perdoar o fracasso.
Essa mancha assombrada
que bloqueia
a vida de ser continuada!
Ah essa mancha,
até aonde ela me
alcança?
O jeito é recomeçar
fazendo dança!
O jeito é recomeçar
de mãos dadas com a
esperança!

Como é que
volta
depois que
trancou a
porta
e jogou a chave
fora?

Estrada da volta,
cê tem mesmo
coragem
de bater na porta?

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