Pobres são como vermes do mar: ignorantes esfomeados que tentam nos arrastar para baixo sempre que possível.

Nesse segundo livro do universo do Espadachim de carvão, Afonso solano faz de as pontes de puzur um baita livro muito foda. As tensões do enredo, a construção do personagem puzur, a maneira como o ladrão vai construindo laços com sua companheira de viagem Laudiara, que não está viajando com ele por vontade propria.

Os mortos só partem quando nos esquecemos deles.

E  depois de tudo que passam juntos, ela o trai e, depois se arrepende, tudo na trama faz com que a história fique mais densa e real, mesmo sendo uma fantasia, sentimos que tudo ali é tão tangível.

A paixão é rápida como a flecha, perigosa como a lâmina e traiçoeira como o chicote.

Nessa história vemos a busca de puzur para resgatar sua mãe.
Nessa continuação do Espadachim de Carvão, pouco tem do Espadachim de Carvão, pois Adapak pouco aparece nesse volume, na realidade, ele está descobrindo a história da Kurgala tanto quanto nós estamos. E, acredite, eu achei bem inteligente essa solução, não sei se porque de fato funciona no roteiro, ou se porque Puzur e Laudiara são muito legais como personagens.

Quando crescer vai descobrir que a moral se deteriora tão rápido quanto o leite que estará bebendo em breve.

Eu fico ansioso e aguardando o terceiro volume, a não podia esquecer de mencionar a luta de adapak dentro da biblioteca, que se loko, foi foda demais.

Ninguém viaja mais rápido que Puzur.

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