Às vezes o pior não é saber que perdeu alguém porque a morte levou, e sim saber que perdeu, mas a pessoa ainda continua viva.

E não vá dizer que sou pessimista, não sou tanto assim. O mundo que é péssimo 😉

Sempre por mais que as pessoas tenham se tornado babacas, nós tendemos a continuar vendo o lado bom delas.  É isso mesmo, o lado que gostamos, o de antes.

De antes dela começar ser uma escrota com você, de antes de as discussões se tornarem rotina, de antes de que qualquer coisa que ela faça se torne algo para ser criticado, de antes de perderem o respeito um pelo outro.

E quando chega a essas vias de fato, o relacionamento acabou, e ambos sabem.

– Transa que passa!

Mas quanta besteira, pois depois de foderem para reconciliar, a vida continua, e os problemas continuam, gozar não faz os problemas desaparecerem, por um único motivo:

O relacionamento é mais que tirar a roupa, puxar o cabelo e dividir a cama.

Relações são sobre ter intimidade. E Intimidade também é sobre falar das dores sem medo de a pessoa achar ruim, e também é sobre demonstrar seu ápice de felicidade sem medo de a pessoa que está com você achar estranho.

Isso mesmo, intimidade é contar que tem medo de algo, é dá a mão não só para passear.

Não é somente sobre quando o prazer acaba e você olha para o lado cansado e ofegante, falando “quero mais”.

É sobre sorrir no meio de um briga, e dizer: “Eu te quero mesmo assim”.

Mas quando se perde essa resiliência, essa reciprocidade e respeito que um relacionamento deveria ter, uma palavra errada, no momento errado e já com a paciência inexistente, pronto. A bomba está plantada.

A guerra está armada, a briga acontece, a falta de respeito emerge, e então te pergunto, em seus relacionamentos você é o que é? Ou o que tenta ser?

 

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