Poemas

Devaneio do tempo.

Das tantas colocações
sobre o tempo,
quanto custa o tão
es-pe-ra-do
momento?
Das tantas colocações
sobre o tempo,
qual ideia é teu
alimento?

O para sempre
acabou hoje.
O nunca mais
nasceu ontem.
O presente
vem com preguiça.

Esbarrei em ti,
parado ali
sem saber como
seguir.
No plano de fundo,
a vida em nós
aguarda oque do
futuro?

Mesmo estático
a vida cansada
acontece,
células boas
apodrecem,
chagas cuidadas
crescem
o ânimo desfalece.
Mesmo acelerando,
haverá lesma se
arrastando
tartaruga lenta
caminhando
pôr do sol manso
acenando
vida sem pressa
definhando.

É que eu não sei
ser eu sob pressão,
e você como baila
na boca do vulcão?

Só sei que o
tempo é ilusão
e o destino
uma PIADA
bem programada!
E você, sabe quantos
dias precisa
pra próxima
reviravolta
imprecisa?

A existência é um
grande
não saber
elegantemente
intelectual,
nós somos os
fantoches fingindo
degustar o
natural.

Modelo, obeso
e alguém preso.
Engenharia, filosofia
e medicina.
História, faz de conta
e gastronomia.
Poeta, crítico
e analfabeto
entre todos
doutores de si
ninguém sabe
quando o tempo
“versa” o fim!

Das fantasias presas
em nós
quantas se tornarão
pó?

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