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(In)ternidade -1- Mensagem no Espelho.

Calíope saiu do banho e começou a arrumar-se. Ela costumava a fazer isto sem me acordar, porém eu sempre estava acordado, espiando seu streap-tease inverso. Vestiu seu  sutiã, me veio a imagem de diversas índias, que nunca usaram um sutiã na vida, índia com peitos murchos, caídos na terra, arrastantes, com seus filhos agarrados em seus lombos enquanto os maridos caçam ou descansam. Os seios de Calíope são bem feitos, redondos e durinhos, não tão grande nem tão pequenos. Se precisasse passar por uma linha de produção, tal “produto” não sairia com exímia perfeição, o corpo feminino como uma obra de arte antiga, precisando ser desvendado, descoberto e admirado, até mesmo quando tais pinceladas não foram feitas nos lugares certos, ai buscamos entender o interior da arte, deixando o exterior para quem tivesse este atributo. Calíope deveria ter os dois, não acho que ela seja tão inteligente como seus amigos dizem, ela é supervalorizada, isso é, ela está se formando em cinema, eu acho, ou jornalismo, agora eu não lembro, porém trabalhava como vendedora em uma loja de departamento, vendendo roupas sem graça para pessoas vazias, bem, o mundo nunca será justo, nem mesmo para o mais injusto dos homens, por isso precisava acordar cedo e ir trabalhar, e meu apê não ajudava, não era perto, então ela vestiu seu sutiã de uma maneira apressada, tentando uma ou duas vezes prender aqueles infernais ganchos.

Ela procura por sua calcinha no quarto, com costume e graciosidade, ela se agacha, exibindo sua bundinha brancalóide para mim. A espio com olhos semi-serrados, eu sei onde está a calcinha, mas não posso ajudá-la, não posso sair do meu esconderijo de dorminhoco. Ela busca no máximo da delicadeza, pés molhados no chão, imagino ela ainda criança, brincando com os irmãos e amigos, sem um dia pensar que estaria com um velho em seu quarto, trepando, bebendo e fumando a noite toda, fazendo um curso merda de cinema (ou jornalismo) e trabalhando em uma loja de departamento merda. Sempre penso no que eu poderia ter sido, nos meus sonhos de criança, nas minhas primeiras aventuras, penso nos tantos minutos gastos imaginando o que eu poderia ser, ou ter sido, ou planejando, para, agora, sempre estar riscando o fundo do poço, ou cavando buscando enterrar-me mais, porém, este fundo tem um que de libertador, estou em uma pós foda com uma jovem estudante de cinema (ou jornalismo), e ela acaba de encontrar sua calcinha cinza e começa a vesti-se com mais pressa, está atrasada, pode perder o ônibus. Eu poderia me oferecer para deixá-la no trabalho, mas algo em mim diz para não fazer isso, pois seria um passo para algo mais sério, e não quero algo sério, não agora, não hoje, nem amanha, nem com ela, penso em estar aturando seus amigos maconheiros babacas, ouvindo lorotas sobre Jean-Luc Goddard enquanto fumam seus cigarros de menta. Todos vão me achar um escroto, os pais de Calíope também. Eu acho.

Ela anda de calcinha e sutiã, tira seu celular do carregador e põe na bolsa, depois veste a calça, depois abotoa a blusa. Mas ela não está atrasada, está cedo, se ela sair agora, vai chegar muito cedo, ela talvez tenha se confundido, confundido os horários, não sei. Ela senta sob minha escrivania e começa a mexer no celular, provavelmente falando com alguém agradável, pois o famoso sorriso de Dulchene estampado em seu rosto, Calíope tem amigos, muitos amigos, alguns muito confidente. Ela me dissera, no bar, há alguns dias, que tinha amizade fácil com homens, senti que ela estava tentando me enciumar, de maneira boba talvez, ela disse com um sorriso malévolo, com canto de boca, sei lá, ela tenta me botar ciumes, como se um dia eu fosse me prender a alguma coisa. Não penso nesta forma, acho que ela fica muito melhor sem mim, buscando algo que eu não compreendo, dando valor a uma vida que não pertence a ela, talvez. Eu consigo imaginar sua rotina, seu dia a dia, consigo imaginar seus afazeres, até mesmo a cara dos seus antigos namorados. Imagino-a pintada, nos trotes babacas de faculdade, quando passou em seu curso, imagino-a divertindo-se, rindo e rindo, bêbada, depois chegando em casa escondida, fingindo estar com dor de cabeça. Ela me dissera que queria engravidar, no fundo tinha o sonho de ser mãe, mas agora não tenho certeza se foi ela mesmo quem me disse isso.

Ela estava pronta, penteada, banhada, perfumada. Estava sentada na beira da cama. Eu finjo dormir, sou bom em fingir. Fingi muitas coisas na minha vida, finjo ser intelectual, finjo ser esperto, finjo ser legal. Sou uma coleção invejável de pseudos. Dentre meus pseudos, muitos deles são ilusórios para outrem, então isso acaba me frustrando também, pois tem uma parte de mim, que emulo ser, que gostaria muito que fosse verdade, porém, eu também toquei o foda-se para isso, você chega em um período da sua vida que suas obrigações são apenas os boletos que tem pago, estou neste período, tenho um punhado de boletos pagos, uma geladeira abastecida com bebidas e um resto de saúde pela frente, tais neuroses da juventude não incomodam mais tanto, apenas uma calvície teimosa, herdada do meu avô, nutre e me desmata, mas, caso necessário, derrubo todo este cabelo desnecessário e digo para todos que estou fazendo tratamento para o câncer. Não preciso de status quo corpóreo para degustar da minha lascividade, tenho a sorte com as estratégias que eu tenho, por sorte, sempre gostei de psicologia, então tais manuais pessoais não são um mistério para mim. Nunca foram. Lembro-me do dia que conheci Calíope, na livraria, lendo sobre algum diretor de cinema do qual eu havia me inteirado. Aproximei, conversei, fiz amizade, e cá estamos nós, ela se vestindo para ir trabalhar e eu fingindo que estou dormindo. Pergunto-me se um dia viéssemos a casar se teríamos esta vida, de ela trabalhar, eu dormir, e treparmos de noite, nossos filhos nascerem e eu os abandoná-los, replicando a tradição da família.

Ela liga para sua mãe, avisa aonde está, mas diz que está na casa de um “amigo”, depois diz que vai trabalhar. Escutou os pequenos chiados metálicos saídos do celular, alguma respostada dada pela sua mãe, alguma preocupação, algum “tenha cuidado”. Fico mais tranquilo por ela ter me adjetivado de “amigo”, não saberia como deveria agir se ela tivesse posto algo mais nesta relação. Eu não estou preparado para ter a responsabilidade de dar boas noites e bons dias. Não me sinto preparado para ter alguém sob minha responsabilidade, precisar dizer “eu te amo” para alguém sem a devida vontade de dizê-lo. Nosso relacionamento é resumido em algo corpóreo e simples, algo corpóreo e distante. Temos, de fato, um relacionamento de amizade construtiva. Conversamos sobre cinema, conversamos sobre música, ouvimos e gostamos, mais ou menos, das mesmas coisas. Eu ensino para ela sobre escritores que valha a pena ler. Ela lê e critica os meus escritos, querendo, talvez, colocar pontos e vírgulas nas minhas memórias e nos meus sentimentos. Mas eu, educadamente, finjo concordar, para não seguir nada do que ela me diz, algo que meu pai fez com minha mãe durante muito tempo, entre uma briga e outra, mas, todas as famílias possuem estas questões indecifráveis, e a minha, possuía tais questões além da conta. Me pergunto, também, como é a sua mãe e se ela possui um pai. O homem é a parte desnecessária da relação, ele pode, simplesmente, fazer o dano e ir embora. A mulher segura este dano durante uma toda vida, talvez muito mais, e o homem voltará para o dano apenas se o mesmo der algum lucro. Nunca perguntei de maneira mais curiosa sobre a família de Calíope, talvez esta intimidade seja desnecessária para uma relação que não irá se aprofundar, um exemplo disto é que mesmo eu chupando-a na boceta e ela chupando meu pau, ainda sim usamos escovas de dentes próprias, por mais que tenhamos bebido do fluído mais íntimo do corpo. Estas memórias, são escovas de dentes relacionamentais, não devem ser elucubradas em uma relação, muito menos aprofundadas quando não se deseja tal coisa.

Ela está de costas, suas costas são lindas. Deus cabelos curtos dão ensejo a um pescoço bonito, ombros fantásticos. Ela é bem magra, sua roupa cola em sua pele, o uniforme feito para ressaltar as curvas, mesmo sendo uma loja da clientela maioria feminina. Ela ousava ter pelos na boceta, as garotas hoje buscam se depilar, um padrão de moda vaginal, entende se? Na primeira vez ela se desculpou porque não teve tempo para se depilar, mas eu não reclamei, disse que referia assim, fazia parte do conjunto mulher feita. Ela achou engraçado, disse que o ex detestava, que fazer sexo oral era quase uma obrigação trabalhística, uma oneração, um ônus para o bônus de foder. Eu ria enquanto mergulhava naquela xota febril. Quente como deveria ser. Sábia. Ela, por muitas das vezes dissera que não sentia coisas deste tipo. Sempre me perguntei o porquê, Calíope sempre demonstrou-se bastante forte, uma mulher segura, firme, que conseguiria qualquer homem se quisesse. Que possuía alguns admiradores, caras que endeusariam aquela mulher, mendigariam por sua atenção. Eu não compreendo como Calíope teve seu ex-namorado, um sujeito grosseiro e arrogante (coisa que eu também sou) que nunca se importara de fato com o que ela pensava ou queria. Ela me disse, não lembro quando, que este ex-namorado não queria que ela trabalhasse. Ele era o filho de alguém importante, logo ela não precisaria sujar as mãos no trabalho duro. Sua mãe, muito sábia, soube aconselhá-la bem, dissera que ninguém é livre quando se torna dependente, por mais óbvio que isto seja, me surpreende, ainda, mulheres deste calibre se tornando escravas cegas de homens dominadores e possuidores. Muitas das vezes critico os movimentos feministas por pregarem uma liberdade forçada e fingida, como se o método delas fosse um método de fato libertador, quando no fundo apenas querem o controle mental daquelas que cegamente seguem, ou militam, porém, de fato, entende-se que se uma mulher como Calíope caiu nas garras de um cretino como seu ex-namorado, outras com uma mentalidade mais fraca se debruçam pelo controle doentio de qualquer babaca. Sempre tive a filosofia de deixar os pássaros soltos, sem gaiolas. Se eles gostam do ninho, um dia irão voltar. Apesar que eu não me importo se Calíope partir sem voltar, prefiro não importar, prefiro não nutrir sentimentos que não fazem sentido nutrir. Calíope é livre, ela gosta desta liberdade. Se ela vem trepar comigo é porque se sente bem assim, se sente livre assim. Não a obrigo, ela não se obriga e assim estamos bem.

Calíope está pronta. Levanta-se definitivamente. Fecho meus olhos torcendo para que ela não tenha notado que eu estava a espionando. Escuto os seus passos, ela está de salto, não é um salto alto, é um sapato desconfortável na medida, faz parte do uniforme. Mulheres novas obrigadas a usarem estas ferraduras desumanas. Os barulhos dos seus passos de um lado para o outro são engraçados: “toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc,” como batidas infernais na porta. Ela não está atrasada? Pelos meus cálculos já passou e muito da hora dela ter ido. Não me lembro se ela tinha me dito que entraria mais tarde, ou não, isso explica o meu motivo de já estar acordado. Talvez ela não estivesse atrasada, talvez ela tivesse esquecido também que trocou o horário com uma de suas amigas, Helenice. Essa Helenice, é o contrário de Calíope, ela é a anti-Calíope. Nunca teve tanta instrução, sendo educada pelos telejornais e pelas novelas das nove. O mais próximo de um livro que já lera na vida fora os textões de redes sociais. Não consigo compreender de onde surgiu a chama desta bizarra amizade, porém, Calíope me disse que Helenice sabe ouvir muito bem, por mais que não consiga formar uma opinião do que ouviu, ela é parecida um velho moderno que gosta de usar redes-sociais, apesar de ser apenas um ano mais velha que Calíope. Não seria estranho elas terem trocado de horário. Analisando friamente, esta amizade começa a ter um certo sentido, como duas almas incompletas, dois potes, um cheio e outro vazio e um necessita ser cheio pelo outro, um precisa esvaziar-se para que o outro faça algum sentido. Helenice fazia este papel muito bem para Calíope, porém Calíope se destacava sempre, de maneira ilustríssima, como um idiota apontando para as estrelas e o sábio dizendo que ali são moradas do desconhecido. Não sei onde Calíope se encaixaria entre o idiota e o sábio, sei que eu apenas observo a idiossincrasia que isto se tornou, e como é lúgubre minha mente, meus pensamentos e minha maldade. Calíope possui uma amizade sincera tanto por Helenice quanto por mim, o que me faz pensar em uma possibilidade de mênáge. Tenho que me cuidar para que ela não note uma ereção enquanto finjo dormir. Tenho que tomar cuidado para não levantar-me da cama de supetão, arrancar a roupa daquela guria e trepar com ela novamente, fazendo-a perder o horário, fazendo-a perder o emprego, fazendo-a perder a vergonha. Penso nesta possibilidade silente, como um morto vadio, mas irei deixar passar desta vez, irei deixar de passar prometendo-me não arrepender-me nem punhetar-me depois, pensando nesta possibilidade. Deixo passar como aquela moeda que é prometida ao mendigo e depois esquecida, deixando o esfomeado mais esfomeado ainda. Deixo passar esta vontade assassina lasciva, esta vontade incongruente de minha alma de obter sexo, desejo sexual, vaginas e bocetas, como um sedento e louco que vê a sua pobre vítima e deseja despir, montar e gozar. Ah, Calíope, Calíope, dos seios durinhos, da bunda arrebitada, da pele clara e da boceta peluda, Ah Calíope, senta e cavalga, goza garota goza.

Ela canta, ela canta uma musiquinha enquanto finalmente se prepara. Não sei o que ela espera tanto, a hora? O ônibus chegando no aplicativo? O momento exato de me matar? Ela canta uma música de David Bowie, ela canta para si mesmo, murmurando as palavras no seu interior, murmurando as vozes que, em sua cabeça, fazem algum sentido. Ela erra a letra, canta em inglês embolado, mas e daí? Calíope canta, como um segundo dom não exercido, uma vontade neutra, uma evangélica não creditante a Deus. Me perguntaria se ela tivesse nascido numa época diferente, há uns trinta anos, ela estaria estampando as capas dos discos de Jazz? Pergunto-me se na época onde os artistas eram aplaudidos e os poetas discutidos, Calíope seria uma grande estrela, com seu corpo luxurioso e sua garganta de ouro. Fariam livros sobre ela. Contariam teorias funestas sobre sua estranha morte, engastada no próprio vômito, amante de algum presidente. Anos depois, em sua memória, especiais televisivos comemorando o ano de morte(?) comemorando nossa mediocridade de não poder inventar novos ídolos descentes. Ela canta, sua voz sussurrante, penetrante, áspera. Ela canta e dá sua última olhada no celular. Ela canta indo até o banheiro. Me pergunto “que diabos!?” ela iria mijar? Depois de toda esta produção. Uma mulher mijando é uma cena muito bonita de se ver, é a desconstrução da musa inspiradora. A secreção do fluído inútil ao corpo pela uretra, órgão vizinho do excretor dos mais delicados sabores femininos, é quase uma obra dionisíaca num monumento apolíneo. A mulher mijando é a desconstrução, a anti-arte, a quebra do belo, o que transforma tais deusas em seres mortais. Imagino-a desta posição, de cócoras na privada, eliminando aquilo que o corpo não sente mais necessidade, dando função aos rins, dando função a bexiga. Mijar para a mulher é um gesto difícil, quase contorcional. Diferente do homem, que semelhante ao irmão cachorro, alivia-se em qualquer hidrante. A mulher passa pelo perrengue do parto, e do mijo, de mijar em qualquer lugar sem necessariamente morrer de infeção. Imagino este ato na época pré penicilina, o qual mortal poderia ser aliviar-se. Calíope sai do banheiro, aproxima-se de mim e beija-me a testa sem notar meu fingimento. Noto que suas mãos não estão molhadas. Ela abre a porta, com minhas chaves, sai pela porta, tranca a porta, com minhas chaves, e as passa por debaixo da soleira, daí se afasta, escuto o morrer dos seus passos “toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc,” Espero alguns minutos, como o animal que se finge de morto, espero a área estar limpa para levantar-me de meu esconderijo bobo, trancar a porta e me sentir solitário e livre, uma sensação única, boba, e imbecil. Penso em voltar para a cama, mas antes esquento o estomago com algum líquido qualquer em uma garrafa. Posso garantir não ser água. O cheiro de Calíope está presente em todos os lugares.

Estou com a bexiga cheia, estou com a cabeça cansada, acordo cansado, durmo cansado, como se a vida fosse dor, viver fosse um ato infinito de dor e sofrimento, e estar bêbado fosse algo sublime, trepar fosse algo belo e vomitar fosse a razão de pecar. Vejo restos de Calíope por todas a parte, o livro que ela me emprestou, a música que ela cantarolou, as mensagens que ela mandara em meu celular, uma de suas calcinhas caídas no chão, como se ela estivesse, fragmento por fragmento se unindo a mim, vejo o par de sapatos, salto alto, da festa que fomos, vejo os ingressos do show, vejo as garrafas, sua maquiagem, algumas fotos, fotos mesmo, tiradas e impressas, vejo que ela está se aproximando, vejo que estamos colidindo. Preciso pensar em uma forma de impedir que tal coisa aconteça, preciso encontrar um modo de que, ou tudo volte ao que era antes, ou infelizmente, tirá-la de minha vida. Eu e Calíope seriamos dois buracos negros destruindo-se, seriamos a morte de ambos. Eu já havia visto tal filme diversas vezes e tudo que começa com sorrisos termina em lamento. Entro no banheiro para mijar, olho meu rosto fodido no banheiro já pensando como seria minha conversa de termínio. já penso nos meus diálogo e emoções, a que precisarei sentir e as que precisarei emular. Olho no espelho e vejo uma mensagem em escarlate, escrita com seu batom favorito, o mesmo que ela havia passado na nossa primeira vez, o mesmo que eu dissera adorar. Ela escreveu “te amo”, no espelho.

Isso me preocupa.

 

 

 

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

1 comentário em “(In)ternidade -1- Mensagem no Espelho.

  1. Adorei perceber a poesia do olhar de desejo em uma simples rotina matinal!!!

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