Textos

(In)ternidade – 4 – Estrias

O barulho da descarga encheu o silêncio no pequeno apartamento. Fiquei ainda alguns segundos no banheiro, respirando. Estava passando mal, ansiedade. Respirando. Tinha parado de tomar todos aqueles remédios, o álcool sempre cortava o efeito, então não fazia sentido prosseguir em um tratamento sem algum fundamento. Respirando. As mãos tremiam, droga. Eu precisava sair, aquele ambiente pequeno estava me sufocando. Mas iria para qual lugar? Eu estava sem dinheiro, sem condições. Eu estava quebrado. A garrafa de Coca-Cola ainda estava no chão, já quente. O espelho ainda vandalizado. Minha cabeça estava menor que meu cérebro, minha dor estava maior que meu coração. Eu precisava sair, estava chovendo. Chovendo muito.

Estava chovendo quando ela morreu.

Droga, não me venha na cabeça numa hora destas, cadê o cigarro, cadê o cigarro. Meu último, filho único, pródigo. Devo acender e esperar as horas passarem, talvez o melhor remédio inventado pela humanidade. E as ideias não chegam, não pedem para vir. Simplesmente as palavras saem sem um significado sutil, milhares de pessoas me atrapalhando, querendo falar comigo. Do outro lado da porta, um casal briga, são casados há tanto tempo e ainsa sim se tratam como irmãos birrentos. Se tratam como merda.

Eu já fui casado.

Estava chovendo.

Uma tempestade se formou silenciosamente, e agora jorra seu azedume em nós. Os trovões… tiro todas as tomadas dos seus bocais. Meu notebook tem 30 porcento de carga. O celular quase zerado. Droga. Gostaria de beber alguma coisa, saio caçando restos de cerveja nas garrafas espalhadas pela casa. Saio caçando restos de minha própria alma despedaçados pelos cantos escuros e poderes de meu lugar, ainda restara tempo, ainda restara muito tempo para pensar nas coisas da vida, nas coisas sobre a morte. Eu vejo o meu cinto, o velho cinto de todas as minhas calças, penso nas técnicas suicidas utilizadas para enforcamentos sentados, quantos atores morreram assim? O ar queima meus pulmões, meu último cigarro se apaga, caio na escuridão externa  e interna, lá fora chove, vai chover eternamente, vai chover sempre.

O celular toca uma vez.

Tudo se tornara uma droga, notícias que se demonstram falsas, pessoas que se demonstram dúbias. Todos os cacos espalhados, todos os restos desmontados. Em mim existe um lado cético, que acredita piamente no escuro eterno, quando morremos, morremos. Somos apenas química que um dia se encerra. Por outro lado, penso que pode haver alguma religião certa, e que, se existir, que não sejam os hare-kristnas ou os ciganos. De qualquer forma, os restos das cinzas, os cigarros lá estavam, faziam parte de mim, eram minhas cinzas também. As mesmas cinzas que acompanhavam meu olhar quando uma morena, estudante de enfermagem, adentrava o recinto, bebendo sua água, com sua bolsa apoiada no ombro direito, as cinzas faziam meu pau entrumescer, e minha mente viajar nas milhares de posições que eu poderia comer aquela mulher. Desta vez não me aproximei, deixei ir, deixei o destino levar esta onda para longe, deixei o universo tomar seu curso, deixei de arruinar a vida de mais uma doce e simpática mulher.

Acordo, a morena não existia. Dormi sentado na varanda, com a chuva molhando minhas canelas.

Que horas eram?

O celular toca novamente.

A morena ficou gravada em meu sonho, porcaria. Eu estava há dois dias naquele apartamento, sem sair para algum lugar movimentando. Eu tinha me tornado finalmente um animal social? Logo eu, amante da solidão. Não sei o que houve, mas ou Calíope ou Talía tinham algo nisto e eu estava muito certo de querer me afastar. Eu estava certo de evitar estes laços, estas loucuras românticas, logo eu estaria preso a uma delas, logo eu estaria comprando flores, estaria indo ao cinema, estaria morando com uma delas, logo eu deveria deixar de escrever meus textos para falar sobre coisas positivas, logo deixaria de beber, de fumar, pensaria em filhos, pensaria em casamento. Logo eu seria comparado com o pai ou o avô de uma delas, sempre perguntando se ela é minha filha e eu respondendo: “não, é minha mulher”, dai alguns sorrisos escondidos eram dados. Amar, amar, amar. Idiotice. O sexo se tornaria sem graça, a vida se tornaria sem graça, outras mulheres olhariam para mim  e eu estaria condenado a penetrar uma única boceta o resto da vida, ou tornar-me um traidor, estaria condenado sempre a mesma cama, as mesmas respostas e os mesmos questionamentos, eu estria condenado a fazer o que eu não sei fazer, ser sincero, ser sábio, ser algo além da minha pseudo intelectualidade. Eu gostaria de fato, gostaria mesmo aprender a tornar-me humano, mas é tarde, papagaio velho não aprene a falar, e se falar, falará apenas palavrões. Agora eu estava assim, solitário, amargurado, querendo dar uma trepada, querendo enterrar meu pau em uma xota, não importa qual.

O telefone toca novamente.

Decido sair do meu apartamento, os corredores escuros do meu prédio são muito convidativos. Um prédio no centro da cidade, para solteiros, velhos, putas e camelos. O aluguel é barato e o dono é um parente distante meu, me permite atrasar três meses sem reclamar, mas nada além disto. São dez andares, eu estou no sétimo. Desço os lances de escada, no quarto andar mora Gregório. Não é bem um traficante, ele compra para ele e divide com os amigos por um preço camarada. Por mim ele deixa eu consumir até cinco gramas de graça. Bato em sua porta, ele não responde, bato novamente, ele não responde, bato mais uma vez e ele abre. Sabia que era eu, me abraça e já diz que tem uma parada nova que eu vou amar. Não respondo, estou com as mãos nos bolsos do meu grande casaco cinza (com capuz). Outra pessoa que chegasse na casa de Gregório com as mãos nos bolsos seria alvejado certamente. Reparo uma mulher, gorda, com aparencia meio gótico anos oitenta, afundada em um dos puffs. Sua saia colada, de couro sintético parecia uma fita adesiva preta juntando suas duas coxas roliças, ela afundada no puff, com bochechas proeminentes e branquelas, batom preto na boca, cilios longos. Fumava um cigarro, sujava a pontinha com o batom negro. Muitos colares metálicos e anéis estrambólicos. Ela me lembrou um pouco a vilã da pequena Sereia, qual era o nome dela? A Úrsula!? Muito parecida.

Gregório diz que é a prima dele, Mel. Provávelmente ela deveria ter sido uma criança muito bonita. Os pais não imaginariam que ela ficaria assim. Ela sorri, os lábios grossos e negros esticam-se. Reparo o piercing no nariz, como um anel num nariz de um boi, um anel unindo suas narinas. Mel estende a mão, num gesto de cumprimento, mas sem querer encostar na minha mão, os dedos gordinhos tem em sua terminação unhas cumpridas, postiças e negras. A Úrsula, digo, a Mel me convida para sentar, e aponta uma mesinha com uma garrafa e alguns copos. Se duvidar aquele vinho custou menos que uma passagem de onibus, mas já serve, desce rasgando como um bom vinho barato deve fazer. Gregório se acomoda em um puff mais distante e eu sento-me próximo de Ursul… Digo, Mel. Gregório parecia um rato. Moreno, careca, magro. Talvez o Gollum, mas um rato seria mais próximo. Ele me contara uma vez que sua mãe o abandonou. Quando ele nasceu, ela teve que escolher entre ele, recém nascido, ou seu cachorro Toby. Gregório foi o nome do padre, dono do orfanato onde ele cresceu. Como ele chegou bebezinho lá, não tinha nome, obviamente, e as freiras puxa-saco deram o nome do capelão. Gregório quase tornou-se padre, apesar da sua delinquência e de sua opção sexual. De fato ele era uma bixa enrrustida, sempre foi, mas agia como um homem quando estava com outros homens. Não sei ao certo se chegara a ter algum romance com alguém alguma vez, claro que, o próprio Gregório fora iniciado pelo seu padre xará. O padre gostava quando os garotos atingiam os 13 anos, os músculos em desenvolvimento eram de seu agrado e a piroca dos menininhos não machucava tanto o gasto ânus daquele velho senhor. Gregório foi poupado por mais dois anos, sendo uma criança subnutrida, só foi pagar sua dívida com o orfanato aos 15, e lá ficou até os 17. Gregório também me contou que conheceu seus outros irmãos, irmãs aos vinte cinco, quando trabalhando num Mcdonalds, fora reconhecido pela mãe. Ela ficou muito feliz, ela pediu perdão para o filho, uma história muito tocante. Gregório morava em uma pensão, na época, dividia o quarto com um mendigo e um viciado. Quando pediu abrigo para sua nova antiga mãe, ela disse que sua cadelinha Pitica tivera ninhada, e não tinha espaço para ele.

Eu disse que não conhecia a Úrsu… digo a Mel, Gregório falou que ela mora em outra cidade, por isso nunca tinha aparecido, mas haveria um congresso de. “Mulheres também se masturbam” diz ela cortando a fala do irmão, Úrusl… digo, Mel, era palestrante, uma reunião de um grupo feminino que celebra a masturbação feminina e a prática do auto-amor, alias, elas estão brigando na justiça para que o termo masturbação não seja mais utilizado, agora deve-se dizer “auto amor’. É fácil reprodizir o simbolo de cumprimento delas, basta estender a sua mão como se fosse dizer para alguém parar, agorajunte o dedo médio e o anular e separe o indicador e o minimo, como um “vida longa e próspera” invertido. Pronto, agora você sabe como é o cumprimento do “mulheres também se masturbam”. Perguntei se havia algo errado em alguma outra pessoa masturbar uma outra pessoa, ela disse que não, mas usar o pênis, ou seja, penetrar a vagina era um gesto opressor, machista e patriarcal. “Tá bom” eu disse e fiquei em silêncio por longos seis minutos.

Cheirei a primeira linha de pó no espelho. Não me senti bem, nem me senti mal.

Úrsu… digo, Mel, fumava mais um cigarro, seu cinzeiro já estava cheio. Éramos três pessoas em silêncio querendo ficar chapados. Perguntei para ela o porquê dela fumar tanto. Úrs… digo, Mel, me diz que ela fica nervosa com palestras, nunca fora muito boa em falar em público. Certa vez ela passou mal de nervorsismo e cagou-se nas calças, eu disse que era comum acontecer isso, ainda mais com crianças, dai ela me falou que isso fora ano passado. Não entendo o porquê dela insistir em falar em público, Úrsul… Digo, Mel, diz que ela precisa vencer medos, a batalhas contra os machos está só começando e a liberdade feminina precisa de uma voz forte, firme, convicta. Pergunto se não havia uma outra voz, forte, firme e convicta, que poderia fazer tal trabalho. Úrsul… que saco, Mel, porra, Mel, me diz que até existia, Era Marcos. Ele não poderia falar até trocar de sexo, mas todas “as membras” = palavra dela – aceitavam porque Marcos tinha uma mulher em seu interior e arrancar o pênis seria como tirar a rolha de um vinho, para que ele pudesse sair. Eu olho para Gregório, ele me retorna o olhar, depois dá outra fungada no seu espelho.

Eu e Gregório engasgamos quando Ursul… Mel, diz que eu não pareço ser um macho opressor, que viu minha aura e sentiu algo delicado em mim.

SIm, eu sou uma flor.

Eu sou um poema de Camões.

Sou uma placa de amianto.

Um vazo chinês.

O sorriso de Mel é feio. Ela sorri com os dentes da frente, parecendo um cabrito. Ela tem um piericing na língua também, como não poderia ter suspeitado disto. Mel começa a me fazer perguntas sobre quem sou, o que faço, e para onde vou. Quando disse que eu escrevo, ela se interessa, se arruma no puff, inclinando-se para frente, ela sorri uma ou duas vezes, fuma, bebe, pede para Gregório pedir fast-food, ela está com fome, dai diz para eu continuar. Ficou curiosa para ver meus textos. Digo que depois, quando ela quiser, posso levá-la ao meu apartamento. Todos os originais estão no meu computador. Ela sorri, fala que vai esperar ansiosamente, fuma seu cigarro e grita para Gregório pedir alguma coisa para nós. Estou com a cabeça leve, talvez as porcarias que bebi e usei tenham me criado alguma afeição por Mel. Aquela gordinha enterrada no puff, monstro da bizarrice. Ela se levanta, desengonçada. Suas coxas grossas e gordas balançam na meia-luz daquele lúgubre apartamento. Ela quer ouvir música, ela é quase uma entidade de auspiciosismo naquele lugar. Gregório larga o telefone, diz que pediu pizza. Eu dou um sorriso e viro a garrafa de vinho barato. Mel põe uma música qualquer, de um mp3 que ela sempre carrega consigo. Parecia, de longe Siouxie, mas eu estava chapado demais para identificar. Ela retorna para o puff e afunda como uma pérola em uma ostra. Ela cruza as pernas roliças, propositalmente mostrando sua calcinha rosa para mim, e acende mais um cigarro. Eu contei, foram onze desde que eu cheguei. Pergunto se eu a deixo nervosa, ela diz que sim. Pergunto o porquê, ela não sabe responder. Nenhum homem deixara nervosa nos últimos anos, sei lá, não acho que estes caminhos são trilhados propositalmente, somos colocados em meio hostil, dai debatemos contra toda a nossa natureza para dizer que não queremos. Tipo a raposa e as uvas.

Ninguém é o que é porque quer.

Na primeira noite, depois que ela morreu, eu olhei para as garrafas e decidi que iria cair dentro delas até não poder mais. Eu já bebia bastante antes, porém depois eu decidi que iria morrer disto. Não tinha coragem o bastante para por um fim em minha vida, por mais que tivesse frustrado duas tentativas, eram só, como se chama… pedido de socorro? Eu queria ser acometido por algum mal, ter o desmaio primordial, mas tudo que consegui fora algumas dores, um fígado fatigado e cicatrizes de quedas. Um suicídio aos poucos, pedaço por pedaço.

Autodestruição.

Levo Mel para o meu apartamento. Ela insistiu em querer ver a porra dos meus textos. Subimos os lances de escada, ela fica ofegante rapidamente. Coitada. Não sei que horas eram, mas provável que tarde da noite. Minha boca estava com gosto de pizza, cachaça, limão e suco gástrico, refluxo e azia. Também não sou um atleta olímpico, subir sempre foi mais problemático, perdi as contas de quantas vezes eu dormi nas escadas. Acordado pelo coitado do porteiro, torcedor ferrenho de algum triste time de série B. Vejo Mel de cima para baixo, ela tem grandes seios de mulher gorda. O cabelo negríssimo, pintado, cortado curto. Ela estava suando e a maquiagem começou a derreter. De Úrsula ela foi para boneco de neve. Coitada. A porta 707 do sétimo andar. Número cabalístico? Puxo o molho de chaves, giro na fechadura e abro, ela adentra, vê meu pequeno apartamento, sala e cozinha americana, quarto, banheiro, varanda. Muitos livros jogados pelo chão, notebook na mesinha de centro, geladeira, garrafas espalhadas. Uma garrafa de Coca-Cola caída na entrada do banheiro. Ela vai até a sala e senta no sofá, puxa o cinzeiro para perto. A fumaça saindo entre seus dedos, ela parecia uma vilã de desenho animado. A maquiagem dos olhos borrada pelo suor, coisa pouca, mas borrada. Ela estava lembrando também o Alice Cooper. Minhas cervejas tinham acabado, só restara um pouco de água e a Coca-Cola quente caída na porta do banheiro. Mel ficou em silêncio, ela esperava alguma atitude minha? Disse que apenas iria mostrar os meus textos. Ela abre a boca e pergunta se já escrevi algum livro, digo que dois, é deles que vivo. Também vivo escrevendo alguns textos publicitários, Ghost Writter, como chamam, dá para viver nesta dignidade que ela vê. Pergunto se ela quer ir para o meu quarto ou quer que seja ali na sala mesmo. Mel arregala os olhos, ela esperava alguma pitada de romance? Tiro a calça, meu pau ainda está meio flácido, não havia nada que me excitasse naquela cena, talvez só o fato de estar meio chapado, meio bêbado e meio doente? Há quanto tempo que Mel não via um pau na vida? Ela me disse que tinha um vibrador, se masturbava bastante com ele até chegar ao ponto de sentir alguma afeição. Ela o levava nas viagens como  as cinzas de algum parente, chegou a nomeá-lo mas nunca me dissera o nome.

Mel pegou o me pau, ainda flácido, e o botou na boca, aquela caçapa negra chupando o meu apêndice mais útil. Eu estava com vontade de mijar, mas a ficar de pau duro faz a vontade passar, fica a dica para os momentos de aperto. Ela chupava incrivelmente bem, sua mãozinha gorda cobria meu pau, mexendo-o para um lado e para o outro. O piercing na língua mostrou sua utilidade. Tenho a intuição de esbofeteá-la, o faço ela sorri com meu pau na boca e pede mais, bato de novo na cara e ela explode de tesão. Ela fica nua, tal qual Venus de Willendorf, as riscas nas pernas, não sei se são estrias ou varizes, um homem de verdade não deve diferenciar tal coisa. Varizes, estrias, que se foda, é apenas marca em pele, nada mais. Ela usa pouco sutiã, os peitos são grandes, escorrem, os bicos dos seios gigantescos. Ela se esforça puxando a barriga, flácida. A boceta peluda, do jeito que se deve ser. Quanto tempo que ela não fica nua, quanto tempo que ela só tem ela mesma? Impossível de saber. Empurro ela no sofá, de quatro, e meto, meto, meto, meto. Bato naquela bunda gigantesca, molenga. Meto, meto, meto, meto. Como se lutasse luta greco-romana, como se estivesse montando uma vaca. Meto,meto, meto, meto. Aquela boceta incrivelmente molhada. Mel grita, pede para que eu a chame de cachorra, de puta, de vagabunda. Mel grita, fala que quer que eu meta no cu também, e assim o faço, meto, meto, meto. Ela pede mais, meto, meto, meto até gozar em seu cu.

Estamos sentados no sofá, pelados e suados. Meu gozo escorre do cu dela e mancha o sofá. Ela me disse que foi incrível, ela me perguntou se eu tenho namorada e eu disse que não. Mel me disse que não trepava há cinco anos.

Ela disse que precisava mijar. Que mulher diz que precisa “mijar”? É uma palavra tão masculina. Fico deitado no sofá, coçando o meu escroto, daí Mel volta,com a maquiagem toda borrada  de lágrimas me perguntando que “Eu te amo” era aquele!

 

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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