Mergulhando
no seu lar
onde ninguém
pode chegar
veja a força
do teu cosmos
particular…

Essa gigantesca
centrífuga
onde a calma
se agita,
onde a dor
é espremida,
onde toda cor
é cinza,
onde o passado
manda recado,
onde o pote de ouro
não é dourado,
onde olha pra si
e vê o imenso eu
você sobreviveu
até os dias
que o mundo não
te acolheu!

Vê como a despedida
de algumas coisas
foram boas,
vê como chorar
foi passaporte
para se reinventar,
vê como a alegria
empurrou os ruins dias,
vê como crescer
realmente
é se conhecer!

As dificuldades
que testam
nossa capacidade
de fazer arte
com a realidade,
da boca que faz
processo seletivo
pra não ferir alguém
querido,
da gana que inflama
parindo a esperança,
dos “porquês”
que até hoje não
sabe responder
porém fez o jardim
florescer,
das caras quebradas
que tornaram as
experiências
ainda mais
válidas.

Ah, quantas estradas
quantas pessoas
quantas memórias
quantas lutas sem
vitória
quanta força na
derrota
quantas chances
quantos desmames
quantos “levante e ande”
quantos ciclos costurados
quantos abraços
quantos fins
recomeçados?
Percebe,
a carne as vezes
é de aço!

Lapidados
ou embrutecidos
todos somos
jóias exclusivas
mas
a centrífuga da vida
bate tanto
que a beleza
passa escondida,
vez por outra
se exalte
cada detalhe da
sua constituição
é uma obra de arte!

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