Um dia, um psicólogo andava ao lado de seu paciente e de um burro. Até que por eles passou um grupo de psicólogos humanistas, que disse:

– Que absurdo chamá-lo de paciente! Isso sugere que ele não passa de um agente passivo no processo terapêutico. O termo correto é “cliente”, pois você é um profissional conhecimento que ele busca para ajudá-lo a desempenhar um serviço, sendo ativo no processo.

O psicólogo então passou a chamá-lo de “cliente” e continuaram pelo caminho. O burro e o cliente nada disseram.

Até que por eles passou um grupo de psicólogos behavioristas, que, vendo aquela situação, disse:

– Olha que absurdo! Ele chama aquele jovem de “cliente”, como se ele fosse apenas “mais um” contratando-o para um serviço! Não senhor, cada ser humano é único, e por isso você deve chamá-lo de “indivíduo”.

O psicólogo, envergonhado, pediu desculpas a seu cliente e passou a chamá-lo de “indivíduo” enquanto seguia caminho. O burro permaneceu em silêncio.

Continuando o caminho, ele foi surpreendido por um grupo de psicólogos sociais que ao ver aquela cena, disseram:

– Isso é um insulto! Chamá-lo de indivíduo é negar o fato de que todos vivemos em sociedade e somos todos interdependentes, e protagonistas em nosso processo de mudança do mundo a nossa volta! Ele não é um indivíduo, senhor e sim um “sujeito”! – e dizendo isso, de forma grosseira e autoritária, eles foram embora.

O psicólogo se sentia confuso: Ele não sabia mais qual termo usar, já que todos pareciam errados ou até mesmo ofensivos para todos aqueles que passaram por ele. Enquanto caminhava, o burro pareceu perceber sua angústia e, numa demonstração surpreendente de sabedoria, disse:

– Meu amigo, até mesmo eu, a quem chamam de burro, percebi que isso tudo é uma grande idiotice. Por quê você não simplesmente pergunta ao jovem como ele gostaria de ser chamado?

O psicólogo ficou surpreso com a sabedoria do animal e tudo pareceu fazer sentido naquele momento. Ele se virou para o jovem ao seu lado e fez a pergunta, ao que ele respondeu:

– Eu me chamo Armando.

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