Textos

(In)ternidade – 9 – Fênix saída da água.

O telefone toca, meu telefone fixo. As vezes eu esqueço que ele existe. Escuto a voz,  uma voz, disse que estaria chegando, perguntou se poderia pegá-la no aeroporto. Disse que vai ficar dez dias. Dez dias, mas não tem onde ficar, dez dias e vai embora, tem uma apresentação de música. está vindo com sua namorada, que também é musicista, mas não tem onde ficar. Eu digo que tudo bem, sem querer dizer que tudo bem. Droga, porquê eu disse que tudo bem? Pensei em Calíope, pensei em Talía, pensei na nossa saída de sexta-feira. Na confusão que deu. Também pensei que há uma duas semanas que não vejo Calíope, desde o ritual, se ela resolver aparecer aqui com aquelas duas em casa… Fodeu.

Se Talía aparecer, fodeu.

Tive que ficar fora de casa por todo o final de semana, achei que Talía iria aparecer com Henrique e o Tanara, sim, o nome do cara é Tanara, e iriam me espancar e tocar fogo em mim. São as coisas que eu faço bêbado, as milhares de coisas que eu faço bêbado e as milhares de coisas que eu digo bêbado. Ir com Talía para os lugares era um problema, ela como uma Kamikaze, estava sempre pensando em se atirar na primeira parede, e eu me tornava o régulo, simplesmente porque não teria como explicar a morte de uma menina, menor de idade, com coma alcólico. Mas no fim eu também sou um Kamikaze, pior que Talía. Dai arranjamos problemas. Ela queria ir para uma boate, um forró, um sei lá. Toca música escrota e tem gente escrota. Uma nuvem de fumaça, com cheiro adocicado, maconha era praticamente doce de criança ali. Paguei minha entrada, por ela ser mulher entrava de graça. Igualdade de gêneros? Meu cu! Caras com metralhadoras olhavam para a gente, nos engalfinhamos no meio daquele monte de pessoas, ela conseguiu copos de plásticos enormes, dai me deu um comprimido e tomou outro, bebemos. Era Vodka, a música alta, pancadão, algo do tipo. Eu tinha alguma certeza que morreria ali naquele dia, sei lá. O barulho alto, as vozes, os risos. Vejo Talía, com seu corpo magro e pequeno, seu sorriso, sorriso, sorriso. Ela me beija, ela bebe, ela mexe com um cara atrás dela, o cara beija ela, dai ela volta, me beija, dai ela começa a puxar os cabelos de uma mulher que havia me beijado, eu não sabia quem era, ela só me beijou, pegando no meu pau. As duas se engalfinham pelo chão daquele lugar, uma pequena roda se cria entre as duas, fico lislongeado, duas mulheres querendo se matar por mim, estou indo muito bem. Talía venceu a briga, havia sangue na sua blusa branca. Ela estava com uma blusa branca (agora ensanguentada) um short Jeans curtissimo, do qual notava-se a curvatura de sua bunda. Talía venceu a peleja no seu clube da luta pessoal, e eu nunca falarei sobre ele. A outra mulher sumiu na multidão, e nossa dança escrota continuou. Eu estava odiando, mas surgiam copos com bebida, do qual sem me importar eu apenas empurrava para dentro. Tomei mais um comprimido, direto da boca de Talía, e meu coração queria explodir. Eu ouvia a música no máximo, eu sentia meu corpo perdido. Sentia que poderia destruir o mundo. Talía me levou para uma salinha nos fundos, haviam outros caras, ela estava bem louca, me apresentou para diversos nomes que eu não lembro. Apenas olhei para o montoado de pó e armas em cima da mesa. Henrique aproximou-se, perguntou se eu não tinha medo de estar comendo sua ex-namorada, dai ele olhou para Talía. Henrique, se tivesse estudado, teria se formado em economia. Muito bom com números, pensava muito rápido também. Esguio, moreno, olhos com manchas negras e cabelo rastafari fedorento. Sempre de regatas e bermuda. Ele era o Ex- de Talía, terminaram por pressão de dona Mônica, mas não houve recentimentos. As vezes eles se comiam, só as vezes. Eu olho para a cara de cavalo de Henrique e respondo que não me importo, não sou namorado dela.

Talía Fechou a cara.

Henrique disse que o que tava na mesa era por conta da casa. Eu sorri, perguntei se não havia nada líquido. Foi me oferecido Gim, da melhor qualidade. Talía mergulhou no pó com Henrique como se fosse um cão farejador. Eu me preocupava, não saberia o que dizer a Dona Mônica se a menina morresse ali. Mas também não queria sair, estava bom demais sentir aquele Gim me matando por dentro. Henrique insiste que eu cheire uma carreira, mas os comprimidos estavam fazendo efeito muito forte, eu via tudo triplicado, com uma grande vontade de vomitar. Sentia náusea, sentia que queria morrer. Eles se afundavam naquela montanha de pó, se enterravam legal. Eu não queria estar mais ali. Talía estava rindo descontrolada, quase pedi para ela parar, mas eu não tinha forças, porém eu sabia como fazê-lo. Disse a ela que não a amava. Ela para o que estava fazendo, um silêncio na sala. Sua boca pendida, entreaberta, o nariz branco como um floco de neve. Eu repeti, disse que amava outra mulher, que só estava com Talía porque ela trepava muito bem. Foi um gesto autruista, perdi uma boceta para que ela continuasse viva, este era eu mudando? Talía começou a ficar vermelha, todos na sala começaram a rir. Eu preferia assim, não suportaria perder Talía, aquela Kamikazi maluca, ninguém quer morrer até quase morrer. De fato não saberia como eu encararia sua mãe, nem sua irmã, nem aquele lindo corpo inerte, num caixão. Frio. Eu já havia visto isto uma vez, não queria ver de novo. Se um dia Talía morresse, não seria minha culpa, eu estava isento. Poderia perder o seu amor, mas não a teria me atormentando no sono. Talía fica em palavras, todos riem, ela fica minima, quase encolhe. Dai ela fala a frase que me fodeu, Ela disse que treparia para sempre com Henrique se o mesmo me matasse.

Não sei se o medo te faz fica sóbrio, mas faz passar a maior parte do efeito de uma bebida. Também não sei o que movem os homens, mas sei que o medo é uma das principais forças motriz da natureza. Bem, de qualquer forma, não poderia dizer que eu estava com medo, porém, também não estava calmo. Morrer, nesta altura do campeonato, já deixara de ser um medo real, seria algo inevitável, algo que aconteceria agora, amanhã, daqui a dez anos, ou nunca. Nosso sentido de preservação gerava o medo, mas, conhecendo aqueles malucos, o problema era o processo até a chegada da morte. Tanara era definidamente descendente de índio. Eu conseguiria imaginá-lo fantasiado de índio. O rosto redondo, a pele vermelha escura, o nariz de batata e os olhos puxados. Realmente, seu pai fora indigina, assassinado por um dos movimentos Sem Terra que andam por aí, sua mãe cuidara dele de qualquer forma e ele parou no crime, um pequeno resumo de sua vida não tão gloriosa. Saberíamos de Tanara em algum notíciario, falando sobre sua prisão ou morte. Ele estava sentado ao meu lado direito, silencioso, olhando para a janela do carro. Segurava seu revólver na mão com muita intimidade. Do meu lado direito um outro sujeito que não soube o nome, mas parecia ser menor de idade. Tália seguia no banco da frente com Henrique dirigindo. Estávamos nos afastando da cidade, começou a chover, e eu via os borbolhões de água escorrendo pelas janelas do carro. Mantivemos em silêncio, ou seja, nada de músicas e conversas. Eu me mantinha calado, não entendia porque tínhamos que ir tão longe para que ele pudesse me matar. Conseguia ver Tália cheirando pó num espelho, como se tivesse um relógio sob sua cabeça contando regressivamente sua hora mortis. Ela se tornava pouco à pouco mais ridículas, mas infantil, mais boba. Minuto à minuto eu desgostava mais de Tália, como se ela fosse realmente um furacão destruidor. Apesar de trepar muito bem, ter um bom sorriso entre outros aspectos.

O carro perfurou a noite negra e escura. A chuva se tornou mais forte, mais pesada. As negras nuvens se avolumavam como um furacão tempestuoso. Seria legal morrer naquela noite, naquela tempestade toda. Calíope não me saia da cabeça. Ela deitada comigo naquele gramado, nós nus no centro de várias outras garotas nuas. A Mãe nos olhando, relembrar destas coisas dava uma pena de precisar morrer agora, mas eu sempre disse que não se precisa de tanta coragem para viver, mas se precisa de mutia coragem para se matar, no meu caso, de aceitar que será morto em breve, sob circunstâncias desconhecidas. Se íamos longe, para ninguém encontrar meu corpo, Tália não sabia de minha vida, não sabia se alguém sentiria falta. Sei apenas dela, Vânia, Cáliope e algumas outras garotas do qual tenho me relacionado, um ou outro amigo, algumas pessoas do passado que certamente iriam pensar que virei mendigo ou mochileiro. O senhorio jogaria minhas coisas na rua, depois de algum tempo de aluguel e meus textos cairiam no esquecimento. Os escritórios de publicidade encontrariam outra pessoa para escrever suas mentiras e a vida continua e continua. Estamos livres quando notamos nossa insignificância perante às engrenagens do mundo, realmente poderemos modificar um ou outra coisa em toda nossa estadia, mas de fato, somos apenas pequenas variáveis em um cálculo inúmeramente maior. Seremos subistituiveis, nós, nossos pais, filhos, esposas. Apenas cartas em um infinito baralho. Calíope encontrará outra pessoa, Tália encontrará outra pessoa, Vânia, Mel, e por ai prossegue. Onde meu corpo descansar pela última vez, em um único pedaço ou mutilado, além do jornal que poderá noticiar isso no dia seguinte, não haverá importância, e, no fim, apenas escuridão e esquecimento.

Paramos em frente a uma lagoa, eu conheço o lugar muito bem, já fui e voltei diversas vezes. Quando eu era bem pequeno, eu gostava de pescar ali. Hoje, é inviável. Henrique parou o carro no acostamento e saiu, a chuva estava bem forte, molhou parte do estofado. Tália saiu em seguida, ela estava tão chapada que mal sentia o frio da água. Depois o cara que eu não sabia o nome, e por fim Tanara, me empurrando com o revólver nas costas. Bati a cabeça quando saí do carro, me deu uma raiva aquilo. Estávamos na chuva, então a hipótese do microondas tinha caído por terra, apesar de ainda existir possibilidade. Tanara me mandou levantar as mãos, porém não obedeci, tive a impressão de ter ganho algum respeito com ele neste gesto de desobediência. Ele estava puto de ficar conosco ali, no meio da chuva, por causa dos caprichos de uma prostitutazinha. Tanara sempre reclamou que uma boceta levaria Henrique para ruína. Eu olhei mais uma vez para ele, éramos macacos velhos, falávamos o mesmo idioma, ele queria me dizer, apenas com o olhar, que não tinha outra alternativa, ainda sim, era subordinado de Henrique. Tinha que obedecer. Henrique disse para me ajoelhar, de primeira não iria obedecer mas a pressão do revólver de Tanara nas minhas costas me fez obedecer. Henrique pediu a arma, eu sentia o peso daquele revolver nas mãos de Henrique, conseguia ver as gotículas de chuva deslizando pelo metal negro até o sujo chão de terra nas margens daquela imunda lagoa. Não havia mais medo, não havia mais raiva, não me importava mais. Olhei no fundo dos olhos de Tália. Acho que o efeito de tudo que ela cheirara passou, pois seus olhos imergiram em lágrimas. Ela virou o rosto, apertando-o no ombro de Henrique, sibilando para que parasse. Henrique fala que foi até lá, naquela quebrada, e ia terminar o serviço. Meus joelhos doíam um bocado, o chão irregular machucava com todo o meu peso sob aqueles ossinhos castigados. Tália começa a gritar que não fizesse, ela não sabia o que estava pensando, que ela estava drogada, não pensava no que dizia. Dai ela olha no fundo dos meus olhos e me pergunta se eu a amo, ela tenta me fazer afirmar. Dentro de mim poderia emergir a mentira,, mas apenas saiu um “não, eu não te amo”. Tália perdeu o chão. Henrique pareceu certo, ele aponto a arma para frente e puxou o gatilho, Tália se jogou contra Henrique, o fazendo errar o disparo. Tanara apenas observava tudo, meio puto, estava se molhando. Então eu decidi dar uma cambalhota para trás e cair na lagoa.

Mergulhei na água escura e suja, esperei outros tiros cortarem a água mas não aconteceu. Ainda submergido me afastei da margem onde Henrique, Tália e Tanara estavam. Eu nunca fui um grande nadador, senti uma dificuldade foda para atravessar aquela água oleosa, minha preocupação era não engolir daquela água imunda. Prendi a respiração por um bom tempo e, quando imaginei estar distante emergi. A margem estava bem ao longe e nenhum deles a vista. Esperei um pouco naquela água gelada, esperei por um não sei quanto tempo, até decidir voltar para a terra firme. Meus músculos estavam em brasa, subi a encosta cansado e ensopado. Sobrevivera à morte certa, mais uma vez, sobrevivera. Me sentia sujo, molhado, nojento. Me arrastava por aquela terra ingrime, virei de costas, deixei a água da chuva molhar meu rosto. Meus sapatos, meias, cuecas, tudo ensopado, molhado, frio. Meus dentes batiam, meu cigarro havia molhado. Encontro algumas moedas em um dos bolsos, já é um começo. Está muito tarde para chamar um ônibus e nenhum taxista me levaria ensopado deste jeito para lugar nenhum. Devo ter arranhado o rosto na queda, tinha um pouco de sangue no rosto e nas mãos, o que me preocupa com aquela água suja, mas, por algum motivo, me sentia radiante por dentro. Eu sabia que teria que andar durante umas duas horas, sob aquela chuva, encharcado e fedorento, Eu sabia que deveria sair das ruas por tempo indeterminado, sabia que, de tantas coisas, naquela noite eu quase morri, estaria lá boiando naquela lagoa, como um lixo qualquer, desaparecido, desafortunado. Lá estaria e cá estou, agora renascido, caminhante no asfalto molhado, solitário na madrugada a dentro. Todos os que caminham na madrugada, certamente possuem histórias fantásticas e horríveis nas suas costas.

Essa era uma das minhas histórias fantásticas e horríveis.

Penso que não posso voltar para casa, provável que Tália os leve para lá, provável que quando eu volte, o lugar esteja em chamas, todos os meus livros queimados, o espelho estourado a garrafa de refrigerante queimada, meus discos, meus textos O que eu tinha juntado todos estes anos engolido por uma bola de fogo, pensei nesta hipótese e decidi não retornar agora, não valeria a pena ver tal coisas. No fundo, sempre seremos materialistas. Fui testando os telefones públicos no caminho até encontrar um que funcione, nesta altura, meu celular havia se tornado uma filial do Titânic, mas nada que um pouco de arroz não resolva…

Ligo para Tereza, tocou algumas vezes, daí ela atende. Atendeu dizendo que não poderia falar, estava trabalhando. Digo “sou eu” e ela me atende com um sorriso. Pergunto se ela ainda está no bar, ela me confirma. Digo o que aconteceu, ela se preocupa, fala para ir até o bar que vai dar uma força. Até o bar deveria ser uns 40 minutos de caminhada, vale o esforço. O nome do bar é Stripbar & Club, não tão conhecido, mas muito frequentado, as meninas que fazem medicina e direito na faculdade particular trabalham por lá, para pagarem a mensalidade. Conheci Tereza em uma destas idas e vindas. Estuda economia, escreve poemas nas horas vagas. Seu apelido é Ruivinha Manhosa, custa quatrocentos reais, como acompanhante, ou duzentos e cinquenta para consumo na hora, porém, para mim, seus serviços são gratuitos em troca de uma amizade legitima e verdadeira. Eu sou sincero, sou amigo dela de maneira legitima e verdadeira. Salvei algumas vezes o seu rabo e era sua  hora de retribuir.

Digo ao segurança que conheço a Tereza. Sua primeira atitude seria me expulsar, eu sujo, molhado e fedido daquela forma, mendigos não podem entrar em casa onde as meninas custam em média 250. O segurança fala com alguém no rádio, a resposta vem pelo mesmo aparato. O segurança me manda entrar pela cozinha. Dou a volta, o lugar é bem grande, um casarão com vários quartos. Tereza me espera na porta dos fundos, ela sorri e pergunta se eu entro neste tipo de encrenca todas as noites. Eu digo só quando estou atrás de um rabo de saia. Tereza me diz que poderia ficar em seu quarto naquela noite. Seu expediente fora de manhã, teria que se “resguardar” pois, fora comprada como acompanhante de algum endinheirado por três dias. Só esta comissão pagaria todas as suas contas durante seis meses. Tereza fez sua última dança, meu cheiro já não incomodava aos clientes, todos estavam concentrados nas belas pernas, naquela bunda esculpida para a putaria, naqueles olhos verdes imaginativos. Tereza rebolava, dançava, fazia suas curvas. Seu corpo estava muito bem acabado, quase uma escultura de MIchelangelo. Em seu sorriso um atrevimento, como uma sereia chamando o marujo para o fundo do mar. Pobres almas.

Tereza balançava, rodopiava, sorria, se atrevia. Suas mão são delicadas, ela girava e rodopiava, estava vestida de enfermeira, médica, algo do tipo, alguma fantasia idiota desta que nós homens tempos. Estava praticamente nua, apenas com uma calcinha mínima com várias notas penduradas. Os homens que estavam mais próximos quase faltavam subir no palco e estuprar Tereza, que os afastava com os grandes salto agulha vermelhos. Tudo fazia parte do show, obviamente que o segurança ficava de olha para alguém que tocasse na mercadoria. Estava trabalhando uma cerveja, limpando meu estomago de toda aquela água poluída. Pensei em como Tália estaria, se ainda me perseguia com seus escravocetas. Me pergutava como estava Calíope, depois daquilo tudo, depois de tudo que aconteceu. Prefiro agir assim, sem planejar, deixar as coisas acontecerem. Mexo o gelo no copo com meu dedo, a dança de Tereza não me importa, é como assistir televisão, ver um jogo de futebol ou assistir dois caras lutando, não faz sentido. O brilho do cristal de gelo boiando no copo, aquele liquido marrom, feito para lubrificar as relações, animar os seres, dar risos e, quando em excesso, embotam lágrimas e destroem pontes. Uma arma, um poço um caminho, tudo engarrafado e vendido naquele copo. O gole faz queimar, este queimar me faz sentir bem, toda a dor passa, tudo fica melhor, outro gole e tudo está bonito. Para mim, não funciona tão bem, preciso de vários destes para que meu sorriso se torne legítimo e o meu eu verdadeiro, aquele que é feliz e alienado, saia de sua carapaça. Meia garrafa disto e sou a melhor pessoa do mundo.

Tereza termina sua dança, ela está cansada, está sorrindo. Bebemos juntos e conversamos. Falamos sobre faculdade, ela me fala sobre os seus problemas acadêmicos e sobre o intercâmbio que pretende fazer. Rimos bastante, conto sobre minha situação e os acontecimentos, ela diz que não esperava nada além de alguém como eu. Tereza veste um sobretudo, mas consigo ver sua “fantasia” de enfermeira. Tereza pede um Uber. Saímos dali ao amanhecer. Ainda era sábado, o fim de semana mal havia começado.

Anúncios

Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

0 comentário em “(In)ternidade – 9 – Fênix saída da água.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: