Posso apodrecer no esquecimento.
Ou ser lembrado pelo meu mal-cheiro.
Escrever meu nome no cimento.
Versos, versos sem sentido, excremento.
O cão que ladra no coração de
cada homem que não sabe o que fazer.
O destino certo da humanidade, o nascimento
a reprodução o envelhecimento e tragicamente morrer.

Não quero definhar como meus ancestrais.
Cagar em uma fralda, mijar nas calças
Perecer como um naco inútil de carne
Jogado para os animais.
Esperando as palavras mais falsas
mostrada para o que me tornei: O verme.

Ainda haverá um fogo notório, mesmo depois
do meu ir.
Gostaria de deixar para o futuro
uma saída sem me despedir.
Ainda haverá no último pulsar
Uma mentira, um conto, um poema
e uma boa noite para trepar.

Anúncios