Um dia, conheci um homem nu.

Não só nu, mas que vivia no nu:

 

NUnca aprendia

NUnca evoluía

NUnca sofria e também

NUnca sorria.

 

Esse homem, vivia a vida perfeita:

NUnca sofria,

NUnca arriscava

NUnca falhava

NUnca sonhava

 

NUNCA tinha imprevistos,

Ninguém nunca o estressava

Ninguém nunca via,

Quando ele saia ou chegava.

 

Confesso que esse homem “nu”, me angustiava…

como viver sem riscos?

como viver sem laços?

Como viver sem sonhos?

Como viver sem abraços?

 

Fato é que, um dia o tal homem nu morreu.

E seu funeral foi “NÔ

NÃo apareceu nenhum amigo

NÃo apareceu nenhum inimigo

NÃo apareceu nenhum/a amante

NÃo aconteceu nenhum imprevisto…

 

O que aprendi com esse homem nu

Que uma vida cheia de Nus não é vida

Que essa “não vida” resulta em NÃ…

E uma vida cheia de NÃs é ser,literalmente

nu de humanidade

E que vida é essa que se desenha pela metade?

 

 

 

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