Textos

Click, clack, BANG!

Tem dias que queremos voar e olha, voamos, bem alto. Mas existe outros dias que nossas asas não abrem, mas ai já nós jogamos do penhasco. Então vamos caindo, e a gravidade faz seu trabalho, cada segundo da queda seu peso aumenta vezes dez, cada centímetro caindo, é mais difícil de sobreviver e quando você bate no chão; click, clack, BANG! É seu fim.

Tudo isso só para dizer a vocês que a vida é só um troço que acontece, quem dá sentido é a gente.

Às vezes me pergunto, agora com uma frequência maior,que desânimo é sinônimo do quê?

E por vezes não tenho resposta, só sei que se tornou intrínseco.

Então vou percebendo que os dias passam.
Mas a vida não passa!

As pessoas passam.
Mas a vida não passa!

A vida contínua a mesma, ano a pós ano, agosto chega, tudo muda. Os dias parecem mais longos, os minutos viram horas, os sorrisos se tornam borrões.

E então recorro aos meus melhores amigos, e a cada trago um estrago, a cada maço 20 novos amigos que se vão um a um.

A cada gole preencho um vazio, mas são tantos, que a quantidade de garrafas teria de ser infinita.

A cada garrafa vazia, no fim dela, quando o líquido já se foi completamente, um pouco de mim também se vai.

E junto foram as lembranças, e junto foram os momentos, e se foram tantas outras coisae ruins, porém as boas também se vão.

E quando percebo estou finalmente fora dessa realidade, sinto um alívio, pois não sou mais eu, por algumas horas eu só estou em queda livre, mas em algum momento eu bato no chão.

Então volto a realidade, e penso que talvez se eu não me lembrasse, somente talvez, seria possível voar novamente.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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