Textos

(In)ternidade – 16 – Cicatriz sobre o coração.

Eu ouvia o barulho do chuveiro. Os sofás da casa de Calíope são extremamente desconfortáveis. Mônica me observava, estávamos em silêncio. Tália dormia e a noite caiu tão pesadamente que nem pude notar. Sempre soube lidar muito bem com estes hiatos e silêncios. As ausências de barulho eram agradáveis, e no fundo apenas o cair do chuveiro, limpando os minutos que ficaram no passado. Eu me sentia mal, mas não vi raiva ou ódio nos olhos de Mônica. Não imagino o porquê, mas ela via em mim algum tipo de caminho, futuro ou certeza para uma de suas filhas, não imagino o motivo. Decerto, como eu disse, não parecia haver raiva. A imaculada mesa da cozinha permanecia com os copos afastados, pelo movimento de Calíope. Não consigo imaginar no que poderia estar se passando em sua cabeça, pois, nem mesmo eu sabia o que estava pensando. Sua mãe havia  avisto de quatro, escorada numa mesa, fodendo comigo, sendo estuprada ou não, me pergunto até onde ela não queria e até aonde ela quis, se no íntimo havia uma vergonha, fora apenas uma impassividade, como um animal envergonhado que pediria pelo abate, para não precisar conviver mais uma vez no mundo das pessoas. Mônica talvez não sabia o que dizer, mas começou falando que não era minha culpa, não tinha como saber que eram irmãs, mas teria que escolher uma delas, pois, eu não suportaria as duas ao mesmo tempo, nem ela mesmo conseguia. Nada disse, Tália era um caso perdido, Calíope alguma chance de sobrevida, minha escolha tinha sido feita antes mesmo de ser anunciada e Mônica, no fundo sabia disto. Calíope era a especial, por inúmeros motivos, porém também não esperaria que chegaríamos a este fundo assim, no início, a ideia dela me amar me assombrou, agora a ideia de precisarmos ficar juntos me apavora, numa ida de, sou mais parecido com Tália que com a própria Calíope, mas Tália era apontar uma arma para a própria cabeça e estourar os miolos, e ainda não tinha me tornado suicida. Seria uma vida de loucura, onde eu acabaria perdendo tudo, principalmente a saúde, a vida além mais; morrer como um idiota. Logo, não era um caminho possível, mas haveria, certamente, consequências desta porta que eu fecho para sempre.

Ouvi o chuveiro fechar, pouco tempo depois Calíope aparece, com cabelos molhados e um semi sorriso no rosto. Ela veste apenas um blusão, que parece um vestido estranho, da cor vermelho vinho. Dai ela se senta no meu colo e ficamos os três na mesma sala. Senti a nádega esquerda da menina no meu joelho; macia, redonda, perfeita. Ela se ajeita e as suas nádegas ficam na perpendicular da minha perna. Sua pele estava fria e seus cabelos molhados também molhavam minha camisa. Ela me beija, diz que eu não tenho culpa, e podemos seguir dali para frente com tudo, deixando o passado no seu lugar e começando daquele dia um novo futuro. Não consigo me expressar, não consigo falar, negar, dizer que seria uma péssima ideia, eu apenas me calo, sou responsável pelo que cativei, logo sou responsável por Calíope e tudo o que aquilo viria a se tornar, se aceito tudo que aconteceu foi apenas uma maneira diferente de transar, com resistência no começo e com vontade no final, mas se eu digo não, tudo virará uma cena de estupro que culminará na minha prisão. Logo, me vejo numa chantagem comigo mesmo, não sei se Calíope teria uma mente maquiavélica a este ponto, porém ela é irmã de Tália, e esta faria, com toda certeza, esta absurda – porém verídica – cena.  Dona Mônica dá mais um sorriso, um largo e cheio de dentes, diz que gosta de nós dois, porém precisaremos falar com Tália, pois, provável que isto não seja muito bem aceito por ela. Eu repondo que minha relação com Tália não era muito pontual, saímos algumas vezes, mas nada demais, e ela tinha um namorado; um tal de Henrique.

Este nome fez Mônica empalidecer.

Henrique e Tália eram um problema, uma mistura explosiva desde sempre. Ela o conheceu numa destas festas, e como ele possuía chaves para diversos lugares inacessíveis para sua classe social, logo Tália, com todo o seu corpo fogoso e suas vontades dominou aquela pequena pessoa que Henrique é. Decerto, apenas trepavam e ele fazia a menina de seu mascote, porém, em contrapartida, tudo que era narcótico estava liberado para a pequena infeliz. Tália parara de vender as coisas de Mônica e Calíope para se drogar, agora estava sendo financiada pelo Henrique, mas não se sabia até quando, e o quando chegou muito depressa. Quando terminaram o relacionamento, pois Henrique tinha em mente o projeto de um pequeno harém, Tália não gostou e logo cortaram relação, mas Henrique, por raiva, cobrou a dívida da menina, e se não fosse pago em três dias, Mônica receberia a cabeça da menina pelos correios. Obviamente Mônica fora pagar a dívida para com o traficante, e como não tinha dinheiro, porém um corpo até legal para a idade, aceitou se prostituir para pagar a quantia. Coisa que Calíope e Tália nunca souberam, Mônica disse que era o dinheiro separado para qualquer emergência, mas que situação de emergência seria esta que apenas trinta mil seriam capazes de acobertar? Porém, o que se passaria na mentalidade de Henrique? A ideia do Harém saiu muito cara, no fim das contas, e ele teve que matar algumas daquelas meninas, agora precisaria de Tália, de alguma forma esta menina conseguia mexer com o coração e os paus masculinos, mas na clinica de reabilitação tudo estaria longe demais, porém não tanto quanto poderia se pensar. A estadia na clinica não deu certo, e logo Tália voltara para as festas e para as loucuras, mais niilista do que nunca. Tinha ficado com raiva de Henrique, mas ainda o via, e ele via Tália também, algumas recaídas ali ou cá, mas ela se mantinha longe da montanha de pó ofertada por Henrique, uma vez que sabia do que poderia acontecer, de novo.

Mônica pergunta quanto tempo que Tália se encontra com o tal Henrique. Não consegui responder, não sabia de como eles estavam nem do que isto representava. Ou se representava alguma espécie de perigo iminente. Bem, a luz disto não queria ver tão próxima, logo, pensei eu que pudesse ignorar tudo isso e seguir com Calíope, mas sabia também que era um engano pensar que tudo se resolveria de maneira tão fácil. Mônica me faria falar com Tália, explicar que eu estava com sua irmã, era ver uma tempestade se aproximando, de maneira ameaçadora, e correr de encontro para ela. Era difícil de pensar Calíope e Tália como irmãs; improvável até, eram completamente opostas, completamente desiguais, completamente ambíguas (?) mas ainda apresentavam algo de semelhante nos seus seres, talvez Tália na sua autodestruição e  Calíope buscando uma salvação do destino que a mãe tomou, o abandono da figura paterna, e o mundo nas costas de uma mulher que pouco tinha para contribuir, apenas um ou outro trabalho do qual pudesse juntar um dinheiro.

Ainda tinha a difícil missão de falar com Tália, mas iria deixar isto para muito depois, minha mente estava cansada, meu corpo estava cansado, os últimos dias tiveram uma loucura mórbida, estranha, e incongruente. Pensar que, talvez, esta vida de maluquices chegasse a algum tipo de fim, no fundo, me animava, porém, não sei se minha paixão por Calíope seria tão profunda como imaginei que pudesse ser. Calíope ainda tinha aquela mistura, aquele jeito, aquela vontade, ainda me compreendia de algumas formas, e incompreendia de outras, muita coisa mudou, sabendo que existia uma relação entre o espelho e a garrafa, mas, sempre teremos que encontrar uma relação de congruência em tudo que se faz incongruente, eu sabia, decerto destas coisas. Pensei nisto no caminho de volta, pensando em todas as outras, no que estavam fazendo e no que deixariam de fazer, meu instinto pediu para visitar um bar, tentar conhecer alguma outra mulher e desvincilhar de tudo isto que havia acontecido, fingir-me de tonto; talvez de idiota, mas eu estava mudando, tudo estava mudando, eu me sentia muito cansado, quase que no volúpia de sentar-me e assistir um programa dominical de televisão. Conversei o que tinha que conversar com Mônica, beijei Calíope e disse que a buscaria no trabalho, no outro dia, ela sorriu, apenas sorriu. Seu sorriso estranhamente parece com o de Tália, e isso me assusta. Eu a estuprei, minha mente martela esta frase, martela, e martela. Nunca me senti culpado pelas coisas que eu fiz, porém, também nunca fiz algo desta magnitude.

Só posso contar com você, cigarro, meu amigo. Seu brilho entre meus dedos e o sabor de seu silêncio é quase um mantra Xintoísta. Sinto a doença entra pela minha traqueia, descer até os pulmões e infectar de negrume tal órgão vital. Vejo o seu brilho, sua sabedoria em me por nos eixos novamente, em aquecer-me de fora para dentro, deixando-me calmo, sereno, tranquilo, solúvel. Talvez eu tivesse ficado preso na fase oral, e por isso meu sexo oral seja muito bom, e por isso também que eu roo unhas e fumo. Mas, não posso te tratar, meu amigo cigarro, como um inimigo ou como um histrião. Você nunca me mostrou a verdade, nua, crua e birrenta, mas sempre me tratou como um amigo. Sua amizade é sincera e útil, no tempo certo, até que eu te jogue pela janela deste carro, esquecendo-te de ti, porém, com mais uns dez ou doze semelhantes na carteira, no meu bolso. O trajeto de minha casa até a casa de Calíope (e de Mônica e de Tália também) é longo e escuro, uma chuva fina cobria todo o longo do trajeto e um frio me congelava os ossos, semelhante a um frio de ar-condicionado. Eu precisava tomar alguma coisa. O banco de trás estava repleto de latinhas amassadas, e eu dirigia melhor bêbado. Tinha a necessidade de beber alguma coisa, tanto que nem notei quando acendi o segundo cigarro e o pus na boca. Parei próximo ao aeroporto, lembrei-me imediatamente de Euterpe e da sua bundinha deliciosa. De pau duro estaciono meu carro, tomo chuva no trajeto até a porta do bar, que nunca, em meu tempo de vida, o encontrei fechado. O cara que serve as bebidas, até bem jovem, com um fino bigode parecendo mais marca de achocolatado, me pergunta o que eu quero. Peço uma cerveja, e mais algumas outras coisas. Sou servido e começo a passear com os olhos pelo local. Na madrugada se vê apenas os párias. As pessoas de bem estão dormindo estas horas, e as exceções estão presos em seus trabalhos. Vadios semelhantes a mim, se arrastam como zumbis pela madrugada, procurando um motivo para permanecer vivo. Meu motivo: Não tenho coragem de morrer, agora bebo.

Escoro minhas doloridas costas no balcão, vejo as pessoas que estão nas mesas. Velhos decrépitos, prostitutas, gente bizarra dentre outros. A garota com o cabelo raspado dos lados e a longa trança me chamou a atenção. Era Eva, impossível não reconhecer alguns daqueles traços tão masculinos. Viro-me de volta para o balcão torcendo para ela não me ver, porém quando penso nisto, ela se vira, me vê, sorri e se levanta, já preparando alguma conversa e algum assunto. Eu não teria assunto nenhum com ela, não estava com saco para conversar qualquer coisa, nem queria conversar qualquer coisa. Ela iria me perguntar como eu estava, provável que pergunte sobre Calíope, dai iria falar sobre suas viagens, suas tatuagens e afins. Não que Eva deixasse de ser interessante, muito pelo contrário, sua figura mostrava uma força feminina impactante. Talvez sua postura masculinizada fosse um jeito de se misturar neste mundo macho que existe, mas, de fato, Eva não era delicada ao ponto de ser frágil. Ela se aproxima e pergunta como eu estou, respondo que bem, daí ela já emenda perguntando sobre Calíope. Antes que minha resposta faça todo o caminho das cordas vocais até os lábios, ela já se senta ao meu lado e pede mais Vodka. Sim, Eva é das minhas. Dou minha resposta, daí Eva começa a falar de suas tatuagens. As pessoas gostam de mim porque as faço falar de si mesmas e finjo que me importo. Sei que isto é algo muito nebuloso, mas vejo como uma boa ação, tão difícil encontrar um bom ouvinte, e isto é tudo que querem, tai o porquê de psicólogos ganharem tanto.

Eva tem uma grande resistência a bebida, decidimos secar aquela garrafa de Vodka barata, e assim o fizemos, já partindo para segundo, e Deus lá se sabe o quanto ela havia bebido antes. Todos bebem por algum motivo específico, e este motivo é trágico quando a bebida é muita e corriqueira. Eva teve câncer de mama. Sua mãe morreu disto, sua avó morreu disto e ela, aos vinte um, encontrou seu primeiro nódulo, e quando nada deu certo, ela teve que extrair o seio. Sua preocupação é surgir outro nódulo e outro nódulo e outro nódulo. A idade média da mortalidade da família de Eva é alta, sua avó foi até os quarenta e sua mãe morreu com trinta e dois. Eva tem vinte nove, e vive cada dia como se fosse o último. Ela decidiu, por mais de tudo, que não teria filhos. Não haveria descendentes com sua maldição. No meio do caminho para o túmulo encontrou aquele grupo místico, do qual com tanto engajamento, hoje é chamada de Mãe. Todas ali tem algum problema, ela me disse, agora resta descobrir qual é o problema de Calíope. Eu já estava bêbado o bastante para não conseguir ligar o carro. Eva não me parecia muito afetada, mas quando levantou, cambaleou e caiu. Ri, rimos. Eva me disse que seria muito melhor irmos até seu apartamento, não tão longe dali. Uma caminhada de quinze minutos a pé. Concordei, Eva pediu para Peregrino, sim, este é o nome do bar e do dono do bar, cuidar do meu carro. Peregrino sorriu apenas com os olhos.

Partimos na madrugada, caminhantes errantes e bêbados. Na segunda esquina a tempestade resolvei cair sobre nós. Pensamos em correr, mas era idiotice dois bêbados molhados tropeçando em nós mesmos. A madrugada estava muito alta, sua escuridão tinha tomado conta do que éramos, e a bebida tinha feito esquecer o que nós somos. Eva ria, de um jeito até infantil, para aquela mulher tão forte e poderosa. Eu com minhas piadas bobas saía do personagem escritor turrão para tornar-me algo doce e sutil. As poças d’água na sarjeta refletiam as luzes opacas dos postes. Não haviam mais carros naquela altura da madrugada, todos os que prezam por suas famílias estavam no sono dos justos, e os solitários batiam punheta para a pornografia da internet. Um ou outro trovão iluminava aquele véu escuro e nos fazia tremer. Começava a ficar frio, Eva batia os queixos. Pisamos nas poças, explodimos aquele universo de água e sujeira para todos os lados. Demoramos uns vinte minutos, do trajeto de quinze, Um pequeno prédio de três andares. Eva mora no último, mais distante do chão possível. Subimos as escadas costeiras. Suas mãos tremiam, causando uma demora em abrir a porta. Rimos.

As luzes acenderam, a entrada da casa era uma cozinha típica, pequena e aconchegante. Estávamos molhados, ensopamos todo o chão. Eva me disse que eu poderia tirar a roupa, que iria pegar toalhas. Fiquei calado, ainda vestido, esperando. Olhei para aquela cozinha pequena e estável. Gavetas; talheres; pratos para lavar; um saco de pão; geladeira e fogão, afins. Eva voltou, estava apenas de calcinha. Me disse para tirar a roupa e deixar pendurada no encosto da cadeira. Eu a olhei de pé a cabeça. Suas pernas são muito fortes, talvez de algum treinamento que faça, cintura forte e fantástica. A calcinha verde escuro com alguns desenhos esquisitos. Sua barriga super magra, fortificada. Tatuagens por todos os lados, as pernas e os braços desenhados. Os seio direito, grande e despencado, redondo e bonito. No lugar do seio direito uma cicatriz, como uma boca torta e fechada. Uma entrada cauterizada do seu coração. Ela me olhava também, uma fagulha de vergonha tomou o seu rosto mas ela quis disfarçar. Tirei minha roupa, e fiz o que ela pedira. A chuva se tornara uma concha de ruídos naquele universo. A acompanhei, passamos pela sala, um sofá, televisão, muitos livros e quadros, Eva me dissera depois que estava enveredando para arte, começara a pintar, tinha uma exposição preparada para Março. Sua cama não era tão macia, por ser tatuadora, sentia muitas dor nas costas. Colchão ortopédico algo neste sentido. Ela se deitou do meu lado. Eu estava de costas, olhando para o teto, sentia o cabelo molhado no travesseiro e o peso de Eva do meu lado. Conversamos sobre trivialidades, bobagens, afins, como crianças falando sobre o futuro que não terão. O escuro foi se tornando lentamente dia, mas a luz nunca veio.

Paramos de conversar, a chuva tomou seu lugar no espaço. Beijei-a. Ela seguiu meu beijo, afagando-me pela nuca e me empurrando para dentro dela. Nossas línguas eram dois lutadores de Jiu-Jistu. Eva queira sentir tudo o máximo possível, e trouxe estas sensações para o topo como um vulcão. Beijamos, um beijo demorado, sutil e animalesco. Minha mão deslizou pelo seu corpo, tocando o seio direito, grande e farto. Minha outra mão tocou sua cicatriz. Eva sentia um êxtase em beijar-me e aprofundar-se nisto tudo. Tirei sua calcinha e os fartos pelos pubianos cobriam sua vagina de maneira respeitosa e feminina. Deslizei meus dedos sentido toda aquela textura dos pelos encaracolados, tornando-se cada vez mais lisos e molhados. Continuei beijando-a quando enterrei meu indicador e dedo médio no seu interior, fazendo-a beijar mais forte e descontroladamente. Continuei a masturbando, enquanto os pequenos tremores em suas mãos corriam-me pelas costas, esmagando minha nuca. Bolinei-a e sentir seu clitóris e lábios ficarem mais inchados, molhados, prontos. Parte da pele deles saltava um pouco para fora, segurei-os com a boca depois comecei a lambuza-me, deliciar-me, deleitar-me. Eva me segurou pela cabeça, quis me puxar para dentro de si, como quisesse sufocar-me, me assassinar.

Me suicidar.

Deslizei minha língua por sua virilha e retornava para a boceta. O gosto dos pelos melados pela minha saliva, a força de suas pernas, e toda sua vontade enebriante. Logo cobria-a comigo todo. Penetrava e, em nenhum minuto daquela dança/briga/duelo paramos de nos beijar, abafando os gemidos e as forças, penetrei-a e cada vez mais forte, cada vez mais intenso. Minha cabeça flutuava com toda a sensação de êxtase, a mesma que Eva sentia, como se ali estivesse fazer de fato amor, o mesmo que só fiz com Poliana e com Calíope. Então este seria minha medida para as mulheres perfeitas de minha vida? Trepamos, gememos, e ao amanhecer, finalmente gozamos.

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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