Poemas

Tropeçar na reflexão e parir resiliência!

Quase nada me estraga,
depois que a destruição me flagra.
Quase nada me estraga,
depois que beijei o nada.

A vida quando decide ser voraz,
foge o contraste da paz.
Vertiginosamente um consumo sofrido,
foge do peito todo abrigo!

Nesse corpo fajuto
nasce o desprezo pelos dias,
neste segundo sua alma
do corpo quer dar
partida.

Nessa vida dura
quem foi junto com
você pra luta?

Somos a ilusão que
fazemos de nós mesmos,
um sutil desapego da realidade.
[um golinho de vaidade]
Somos a ilusão que
fazemos de nós mesmos,
momento de apelo para o desespero.
[seca o copo de sossego]

Como cola o vaso que quebra,
como cola o “eu” depois que perdeu?
O amor não é visível,
e a sorte não vem imprevisível.

Perigo
no
risco
bonito.
Um
abismo
entre
o
encontrado
e o
perdido.

Todos quebramos
todos falhamos
porque vestimos
essa máscara de exatidão
com
desengano?

O que passou é incurável,
arrancou um pedaço
inteiro de mim: de ti e de nós.
O que passou é
dolorido,
ultrapassa qualquer sentido repercutido.

O [eu] no ódio doído.
O [eu] na fantasia da alegria.
Acabando entre o rodar dos dias,
a sopa fria que ninguém consumia.

Nessa transição
de renovação
quem estendeu as mãos?

Meu lugar é um mundo
de
pensamento em
tumulto
um luto puro;
surto?
Estou no escuro
ansioso pelo maduro.

O
respirar
é
inquieto
até
eu
de
novo
ficar
curado
e
aberto.

Tem pessoa de concreto,
coração que não sabe
o que é afeto.
Enquanto isso,
todo amor do mundo
se torna gelo
e
ninguém mais sabe
o que é elo!!!

Nesse degradê
de dor,
quem te curou?

Sair de um burraco
não é tão fácil
pra quem não tem
nervos de aço!
A emoção sapateia
nessa teia de
sensibilidade,
o sangue da veia
perde a funcionalidade,
quantos ciclos
amadureceram
a personalidade?

Personalidade é pedra de roupa paralisada! Como nasce a resiliência sem dor?

Ps: depois do fim existe um portal que faz a gente aprender com o mal, talvez por isso a negatividade também seja um bem vital.

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1993, primavera, onda do mar, colorir desenhos, sentir o vento, borboletas e tartarugas, corpo, esperança, poesia-dislexia-ironia, morango, minimalista, deusas e deuses, verde, liberdade, orquídea, reflexão, arte, contradição, movimento, conexão, sensível, bruta, sol e lua, incenso de arruda, escrever e a palavra favorita é transcender. [insta: @baunilhapoetica]

1 comentário em “Tropeçar na reflexão e parir resiliência!

  1. “talvez por isso a negatividade também seja um bem vital”
    Concordo demais! Parabéns pelo texto incrível.

    Curtido por 1 pessoa

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