Textos

Felicidade na linha de montagem.

Quero ferir minha audição. Quero ser o motivo da minha própria destruição. Não existem mais tantas palavras, das quais, me fiz escrever, criar, sentir e sofrer. O motivo da alegria também é o motivo da tristeza, e ao longe, tais cavalos que um dia acompanharam a longa e solitária jornada, partem, na distopia do nosso futuro. Dizer que amor é uma realidade intrínseca a natureza humana, dizer que temos algum futuro, alguma chance, algum motivo é uma mentira pura, plena, plana. Não há formas de mudar o não transformável. Fazer a coisa errada é sempre mais fácil e mais saboroso, e as consequências demorarão muito para chegar, talvez nem lembramos que sejam consequências, simplesmente culparemos algo além da nossa compreensão sobre o ocorrido. A preguiça, a dor, a vontade de voltar e mudar tudo, para cometer os mesmos erros. Várias coisas deixaram de existir, um museu que queima, o futuro que se desmancha, as crianças que morrem, toda a esperança de um dia melhor que se esvai nas cinzas do tempo. Cabe a nós aguardar a morte, tal qual o enfermo no hospital. Cabe a nós viver os dias que restam, ainda muitos, com o desejo que estes sejam abreviados sem a dor da tragédia. A pior dor é a tragédia, a pior dor de esquecer da voz daqueles que se foram. É autodestrutivo.

Quero ferir meu coração. Todo o amor que eu senti um dia, todas as sensações, sentimentos, os calores e os frios. Meus nervos são um emaranhado de sentimentos perdidos. Minhas lágrimas, que há muito não conhecem a luz do dia, são pedras roscas que machucam por dentro no ato de contê-las, tentando manter a pintura do duro, quando somos um resto de arte destruída, vandalizada, queimada. Cinzas, tudo o que sobrou, cinzas, cinzas. Queimamos, ardemos, destruímos. Não haverá mais o presente, não haverá mais o passado e nosso futuro, o que acontece de minuto a minuto, é uma repetição das mesmas tragédias.

Esqueçam que um dia existirá felicidade na linha de montagem.

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Tenho uma lista de filmes para assistir e um tanto quanto de livros para ler. O tempo é tão escasso nestes anos tão estranhos. Escrevo buscando entender este mundo, tal qual um escritor de um manual de instruções. Pretendo um dia ter uma casa com uma janela para um cemitério. Uma boa maneira de pensar na vida e no futuro indubitável de cada um. Agora buscando uma resposta para o futuro em antigas mitologias perdidas. Também querendo ganhar um dinheiro extra, sou um ser humano como todos os outros, e ter uma independência mesmo que pequena, comprar quadrinhos entre tantas outras coisas. Espero que gostem dos meus textos loucos e das minhas estranhas visões do mundo. Blog pessoal: http://omiopepsicopata.blogspot.com.br/ Twitter - @rhuanroussseau

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