Lembro que às vezes eu queria só chegar em casa depois da escola, sintonizar no canal do meu desenho favorito, e passar horas assistindo, depois ir para rua brincar, jogar bola, rodar pião, matar umas bolinhas de gude e encher minhas garrafas de 2 litros de refrigerantes com elas, depois era brincar de pega pega, esconde esconde, só então chegar em casa a noite e deitar sem preocupação.

Agora, às vezes eu queria só poder sentar em uma mesa de bar, pedir um litrão de uma cerveja que gosto e ter um ou dois bons amigos para conversar. E ficar lá, horas e horas chapando, filosofando sobre como a vida é, como as coisas são, aquele papo de bêbado que começa a brisar sobre a vida. Sentir aquelas gargalhadas de piadas que provavelmente só funcionam naquele contexto, naquele momento e situação.

Basicamente se tornar adulto é a maior furada, a intenção é boa, mas o máximo que acontece, é você se sentir avulso, pois você só se fode.

O mundo começa te dar mais perguntas do que respostas.

Você começa perceber que os boletos tão chegando.

E agora precisa resolver seus b.o, e nota que alguns deles é você que cria.

 

 

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