Textos

I Refuse to sink

Sempre achei que com o tempo as coisas só tendem a piorar, mas nunca achei que piorariam tanto.

Mas descobri que o fundo do poço não é o limite, sempre da pra se afundar mais.

Para entenderem o contexto, em um dia estava comendo um burgão, no outro tomando soro e insulina, e duas semanas depois diagnosticado com diabetes tipo 1.

A vida meio que disse assim; TOMA ESSES LIMÕES AZEDOS.

E agora faz deles o mais próximo de uma limonada doce!

Mas opa pera ai vida, como você é uma filha da puta irônica do caralho, a limonada não pode ser doce não, se não eu morro! Hahahahahahahha

Ela com certeza responderia; Foda-se, taca adoçante nela! ( eu e meus devaneios ).

Mas enfim, tirando a ironia da vida, que me faz rir até mesmo quando to todo fodido, viram como é impressionante o quanto as coisas mudam de repente?

É disso que quero falar nesse texto.

Se é preciso mudar, eu vou mudar. 
Isto está claro, a vida é feita de recomeços!

Só que tudo vai ser muito diferente a partir de agora, e não por uma escolha minha, e sim por questão de saúde, pois agora eu me furo 3 vezes por dia, e olha só, eu aprendi que o teste que faço se chama dextro e ele serve para ver meus níveis de glicemia em tempos diferentes do meu dia e assim saber a dosagem de insulina que preciso aplicar de jejum e antes de dormir.

Se você não sabe o que é isso, ou do que to falando, eu era você a uns dias atrás. É isso mesmo eu não sabia disso até poucos dias atrás, mas agora tudo na minha vida está sendo sobre isso, pois toda hora é um tal de fura os dedos, fura os braços, hematomas aqui e ali, a fura a barriga também, as coxas, fura, fura e fura!!!!

E algumas pessoas tiveram a pachorra de me falar; não é o fim do mundo!

Discordo totalmente.

É o fim do meu antigo mundo, e tem um totalmente novo surgindo.

Tudo absolutamente novo, e vai ser meu novo mundo a partir de agora, para o resto da minha vida, independente de quanto tempo ela durar.

Mas como disse, eu sei que a vida é feita de recomeços. E já passei por alguns recomeços bem difíceis, esse com certeza é drástico, mas me recuso a afundar, apesar de estar me afundando, estou persistindo.

Tô indo em frente com medo, com cagaço, com receio, to tentando apesar do desanimo, da tristeza, da vontade de tacar o foda-se, mas sabe aquela frase bullshit; um dia de cada vez, um furo de cada vez. ( tá tá, eu inventei o furo de cada vez agora, para dar contexto )mas é real!

Alguns poucos bons amigos estão me ajudando um pouco, mas tantos outros falam coisas que eu sei que a intenção deles é boa, mas não funciona assim como eles acham que funciona, eles não tão passando por isso, eles tem um familiar que tem, eles por terem visto um pai, uma mãe, uma avó, uma tia com a doença, acham que sabem o que é passar por ela, mas estão esquecendo que eu a tenho, eu tô passando por isso, eu sei como é, eu to sentindo a cada dor no corpo, a cada pico de glicemia, ou quando ela abaixa de uma vez, quando fico totalmente indisposto e desnorteado por que o bagulho tá totalmente descontrolado ainda.

Eu sei exatamente como é passar por isso, pois eu estou passando por isso, e não, não é fácil.

Mas estou procurando pessoas que passam por isso a anos para me ajudarem, que tem experiência, que sabem perceber os sintomas, que estudam medicina para que me expliquem diversas coisas que eu desconhecia até então, pois sou totalmente leigo no assunto.

Eu ainda estou aprendendo e tenho essa humildade e vontade de aprender cada vez mais sobre isso para melhorar, e quem sabe um dia eu possa ajudar outras pessoas como estou sendo ajudado, por que se não fosse essas pessoas eu estaria ainda mais perdido do que estou, por que eu estaria sozinho.

E nesse momento tudo que eu não queria era estar sozinho.

Nunca esquecerei quem está me ajudando nessa fase difícil, pois é difícil para caralho, e esse texto é um desabafo mesmo, eu o escrevi para tirar do peito toda essa confusão de sentimentos que estou sentindo e espero que daqui uns anos, ao reler tudo isso, poder bater no peito e falar; diabetes tipo 1 é o caralho, consegui recomeçar e me reconstruir mais uma vez.

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Sobre Thiago D.

Minha maior arte é a forma que eu vejo o mundo e as coisas que acontecem ao meu redor, tenho uma empatia muito grande, entendo como as coisas estão acontecendo ou devem acontecer e isso ajuda na minha percepção para fazer sistemas, estruturar raciocínios lógicos e a construir textos, contos e afins. Busco colocar em palavras os mais diversos sentimentos e sensações, o que escrevo não é autobiográfico, eu chamo de usar a vida como matéria prima. Meu jeito de escrever é esse, e se me perguntarem isso é ficção? Ou não é ficção? – Está no papel(no caso, tá no blog), aconteceu ou não, é ficção.

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