Dia das saudades que tem nomes.
Dia dos que se foram, mas deixaram muitos por ai os carregando.

Dia onde o legado se torna dos que restaram,
dia esse os dos finados.

Dia de quando a mãe vai ao cemitério deixar uma flor para seu filho,
se nenhum pai deveria passar por isso, imagine uma mãe então.

Dia dos mortos que queríamos tanto que estivessem vivos,
mas muitos deles morreram sem saber que tinham aqui nesse mundo,
tanto carinho.

Dia dos que não verei mais, não falarei mais, não abraçarei mais, nunca mais.
Dia que o céu fica cinza, nublado e mais frio.

Dia que à vida desmorona um bocado mais.
Nesse dia o aperto no coração é com as duas mãos e o nó na garganta sufoca os soluços que damos sem querer.

Dia dos mortos que se foram sem deixar recado, sem terem noticiado ou sem terem o tempo de ter avisado.

 

 

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