O novo
sempre é pouco,
por isso tanta
reinvenção?

Um querer mais
que nunca satisfaz,
prefiro as coisas
antigas
as reciclagens
e as infinitamente
arcaícas
como roupa
confortável e velha,
como sol amarelo
na janela.

Afinal
o clássico
só se parece
clássico
quando envelhecer,
ganha a lembrança
do tempo
e a marca da brisa
do vento.

Tantas
mudanças
breves podem ser
massantes,
na próxima
esquina a tecnologia
já reprogramou
a integração da vida.

O velho
me parece
aconchegante
mesmo com
ruga e poeira
é cativante,
feito a lentidão
de um efelante.

O novo
até é bem vindo,
mas o velho
é a história
que permite que tudo
seja amadurecido,
até o próprio destino.

Entre
novidade
e antiguidade,
o equilíbrio
é um idoso
sorrindo pois
descobriu que
pouco luxo
na verdade
é muita
riqueza!

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