Destrua meu coração

E o jogue ao mar pequeno

Faça decentemente a partilha de meus bens.

Encontre no doce gosto da diferença

Várias maneiras de me fazer bem

Encoste em meu peito e não desfaleça

Destrua meu coração

Depois me leve ao parque

E de maneira singela me faça crer

Que o sol e a lua suspiram meu nome

Na doce neblina do ser ou não ser

Parece até que tô matando aos poucos

Fazendo bizarrices com meu psicológico

Vivendo hoje pra sofrer mais um pouco

As tuas loucuras nos recantos astrológicos

Me tira a roupa novamente

E faz comigo sexo ardente

Deixando meu corpo cansado no solo

Esperando que me cubras com peles e pólen

E nessa espera, me sinto sozinha

Chorando a carência do meu corpo frio

Que há pouco era quente, mas agora está morto,

Deitado no solo, com o coração destruído.

Destrua-me com tua ausência

Quê se faz presente depois que me usas

Clamando por um pouco mais de tua presença

Tão mais presente nas casas fúnebres.

Sabendo que amas a morte

Morro em teu orgasmo

Pra que assim me sinta menos só

Nesse chão gelado

Com o coração dilacerado.

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