Às vezes a gente se sente pequeno.
Parecendo criança buscando o colo do pai.
Quer se esconder dentro do armário.
Quer ficar em baixo da cama.
Quer chorar escondido.
Aquela dor que ninguém vê .
Mas no peito clama por aparecer.
Tem dia que nem o agito esconde.
Que o estresse não serve de desculpa.
Tem dias que as dores explodem.
Evidenciando da alma a amargura.
Tem dia que a gente fica pequeno.
Diante das dores escondidas.
Aquelas que sempre guardamos no porão.
Da nossa mente infinita.
A gente tenta emparedar.
Empareda, e passa uma demão de felicidade encima… coloca um espelho bonito e o enfeita com um perfeito sorriso.
Mas quando menos esperamos, a dor emparedada destrói tudo.
Estraga a tinta de felicidade e quebra o espelho com a falsa verdade…
E se apresenta maior… E ela vem vestida pra matar.
Daí ela quebra a armadura da alma, destrói a máscara da alegria, despe nosso coração e o veste de agonia.
Nessa hora, não vemos saída. .. precisamos regredir à infância e chorar a dor contida…
E a garganta engasga, e o grito fere… As mãos tremem e arrepia a pele.
E alivia chorar… Por algum tempo se exaltar, quem sabe quebrar alguma coisa,ou até mesmo se cortar.
Tem dores que ferem a alma, tem umas que a gente não sabe lidar.
E quando elas se apresentam… O melhor é extravasar…
Daí ela vai ficando pequena, vai voltando a caber no peito e tudo vai voltando a normal, vai diminuindo o peso.
Daí a gente se levanta e lava o rosto, passa aquele rímel lacrativo, ajeita a postura e vai à luta, porque viver é mais do que sofrer com a dor e o vazio…
E vida que segue até a o monstro pedir atenção novamente.

(by Edna Adão)

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