Todas elas haviam tomado veneno para selar o seu segredo. O gosto da substância era amarga, alguma mistura com veneno de rato e leite para que desse para elas uma morte rápida, inodora, e não saborosa. Tâmia sabia que, para salvar um alimento seriam necessários quatro coisas distintas: sal, gordura, acidez e calor. Agora que ambas sabiam do destino final, agora que ambas sabiam o que iria acontecer não haveriam mais amarras para prender suas devassidões. O mundo se tornara um relógio decrescente e seus sonhos mera futilidades bobas. Naquele segundo andar da casa de Léa tudo que fariam eram amar umas as outras e chocarem suas próprias famílias com quatro cadáveres nus e apodrecidos.

– Eu vi no Google – disse Tâmia – demora quatro horas para começar a fazer efeito.

Todas começaram a despir-se sem falar nada. As quatro garotas com idades diferentes eram agora silentes, resilientes. Não haveria tempo para desistências ou arrependimentos. Tâmia nos altos de seus dezesseis anos, pele clara, uma ruiva original. Seus olhos grandes e castanhos se tornavam mais negros com o dilatar das pupilas. Ela apenas observava a nudez de Mariena, negra rechonchuda e forte. Recém feitos quinze anos. Gardênia, a mais nova, recém completos quatorze anos, talvez ainda com lampejos de arrependimentos e loucuras. Não deveria ter bebido aquele líquido, não deveria… Agora tarde, despia-se, com a pouca penugem aparecendo em seus lábios vaginais. Tudo que ela mais desejou era voltar no tempo, mas agora, tarde, morreria nos braço de Léa, pois amara secretamente aquela magérrima garota de dezessete anos.

Agora entregues umas as outras, saboreando as carnes vaginais virgens, numa luxúria silenciosa, Tâmia não consegua sorrir recebendo a língua de Mariena enquanto repousava a vagina de Gardênia em sua boca. Não via Lea, mas conseguia ouvir os seus gemidos característicos, ela foi sua primeira vez, conhecia a garota. Tâmia lembrou-se de seis meses atrás quando chegou em casa bêbada…

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