Quero estar quieto no silêncio do meu quarto no profundo do meu mundo.

Não restará nenhuma palavra que eu poderei dar.

No  conta-gotas do mundo moderno, no desespero e no desprezo que as faces, em suas idas e vindas, demonstram para si mesmos. Resta no espelho desta alma doente que se chama humanidade uma escura chama de esperança.

Que escurecerá no menor sinal de guerra.

Agora a guerra está dentro, em cada ato, em cada momento, em cada acordar. Na triste manhã que antecede o mistério do fim do dia. Nas belas passagens bíblicas lidas por padres em cada paróquia do país. As milhares as pessoas se amontoam tal qual pombos em calçadas.

Eu faço parte da soma.

Eu faço parte da guerra.

Quero mostrar que o mundo está errado em pensar que está certo. Mas o que eu sou daqui? Nada posso demonstrar nestes versos delinquentes que mal saem de suas gavetas. Quantos mais dias terei que enlouquecer antes mesmo de visitar um médico de mente e de almas?

Precisarei morrer no momento mais tênue de minha vida?

Só tenho o silêncio para abraçar nesta manhã fria.

Nenhuma puta, nenhuma mãe.

As pessoas, as guerras e a solidão na hora mais perigosa.

A tentativa furada de mostrar-me integro. A doença carcome, a alma morre, tudo que restar será a miséria e a divida.

Um pouco de amor.

Masturbo-me. Sim, sou um genocida.

 

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