Sempre tenho dificuldades de voltar a escrever um texto quando fico muito tempo sem fazê-lo. Nem sei direito sobre o que quero escrever. Pensei em começar falando sobre o que tenho passado. Meus dias tem sido muito iguais e monótonos. Minha rotina tem sido acordar por volta das 10h (ou ainda mais tarde), tomar café da manhã, ficar deitada vendo redes sociais, levantar da cama por volta do meio-dia para ir ao mercado, voltar, almoçar, começar a traduzir um livro ou estudar, procrastinar muito enquanto faço uma dessas duas coisas, tomar café da tarde, traduzir ou estudar ou procrastinar mais um pouco, jantar, deitar na cama para ficar vendo as redes sociais no celular, passar uma hora fazendo isso até lembrar que o computador ainda está ligado, desligar o computador, escovar o dente e ir dormir entre meia-noite e uma da manhã.

Essa rotina de pessoa desempregada que está meio desalentada da vida é complicada. Junte-se isso uma certa depressão e ansiedade e fica ó…uma droga. O pior é que não sei como mudar essa rotina. Afinal é isso que se deve fazer, não é? Se alguma coisa lhe incomoda, faça alguma coisa para mudar isso, certo? Mas tem alguma inércia que me impede de fazer alguma coisa. Pensei em fazer alguma coisa fora de casa, mas mesmo para os cursos gratuitos preciso de dinheiro para a passagem. Pensei em fazer coisas diferentes no computador, mas geralmente estou muito desanimada para ir além do ciclo estudar-traduzir-procrastinar. Será que tenho como sair desse círculo vicioso?

A bem da verdade é que eu não tenho nenhuma resposta, como geralmente acontece quando escrevo um texto. Voltei a fazer terapia, mas tenho a sensação de que não sei aplicar as coisas que a psicóloga me recomenda fazer. É quase como se fosse abstrato demais para a minha compreensão. Sinceramente não sei o que fazer. Talvez você, caro leitor, tenha uma resposta, uma ideia ou uma dica. Não hesite em comentar. Nesse meio tempo também vou pensando em uma solução. Por hora, acho melhor encerrar esse texto, não sei mais o que escrever. Enquanto a resposta não me vem, vou para as redes sociais em busca de vídeos de bichinhos que amenizem a minha melancolia.

Até a próxima, caro leitor.

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