A raiva, como uma febre, arde no meu interior.
Uma violência pungente que grita calada em meu coração.
Como um mal estar visceral que me corroí por dentro numa profunda dor
Me mantenho equilibrado na navalha da vida, na corda bamba da loucura e razão

Um fogo que arde na minha mente
me destrói e me corrompe, numa inabilidade de sorrir
Meu profundo desejo de destruir tudo que está vivendo na minha frente
Dentro da minha mente vive um turbilhão louco que, por fora, estou a mentir

Não queria sentir, nem me sinto feliz nesta piscina de rancor
Meu coração cansado, que teima em bater, me diz que tais coisas vão melhorar
Não sinto mais o gosto da alegria, pois tal coisa, há muito tempo, já não tem mais o sabor
Tenho medo de um dia, na explosão da raiva, meus atos não se detenham, e eu não consiga parar.

Sou uma bomba prestes a explodir
Um cachorro que está a latir
O ódio e a raiva que vem a emergir
Nas noites que não consigo dormir

O pedido de ajuda escrito na areia já evanesceu
O dia após dia tentando vitórias que meu eu já perdeu
O desejo e a impossibilidade lado a lado tentando me matar
Dia após dia querendo que este sentimento ruim venha a se calar.

 

 

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