Eu faço uma análise de minhas derrotas, das coisas que não conquistei e das coisas que vi os outros conquistarem. Sabiamente eu sei que tudo aquilo que dói em minha carne foi feito por mim mesmo, porém hoje, consigo impedir que a tristeza matutina, aquela que nos ataca ao acordar e tenta nos sufocar como uma mãe que desgosta do filho, me destrua por completo. A auto-destruição, a auto-sabotagem (não sei se tais termos possuem hífen, também não vou pesquisar) eram realidades, e no fundo ainda são. Tenho muito do suicida, e mora em uma caixinha, no fundo do meu subconciente, a ideia impura de me jogar do prédio mais alto. Outro dia vi um vídeo de um sujeito qu se matou. Ele vestia a camisa do Vasco e se jogou do alto de um prédio. O cinegrafista não sabia que isso iria acontecer, filmou a morte de um homem na mais pura inocência. No solo o rapaz jazia estraçalhado, com a barriga aberta, por causa do impacto, morto e liberto. Não sei se dói, qual é a sensação da queda, qual é a sensação do ir, meu maior medo é o arrependimento de tomar decisão tão drástica para problemas tão tacanhos.

O sentido do texto não era falar sobre suicídio, mas não importa. Tudo é sobre realizações e os planos do futuro. Tenho planos muito ousados, dos quais quem escutaria me chamaria de completo louco o sonhador. Talvez tais planos ousados sejam o principal motor, mas sinto que caminho em direção a estes planos de maneira solitária. Eu sempre fui um solitário, e não sei o porquê iria estranhar que este caminho seria sozinho também. Na verdade, o solitário nunca é porque quer, se acostuma com esta situação, e não gosta de retornar a ela. Estar sozinho mesmo estando com pessoas é a pior forma de solidão, esta é a minha sina, posso considerar que existem pessoas que me estimam e que me amam, mas eu sempre estou caminhando completamente sozinho por esta caminho opaco.

E eu não resisto em falar coisas absurdas e terríveis quando algo não está certo. De fato, algo não está certo, existe um desequilíbrio interno que estou tentando equilibrar, tal qual uma fome com uma angústia. Não tenho medos de trilhar caminhos solitários, eu aprendi de maneira dura que, eu estou sempre errado, sempre, e essa é a vida.