Eu não quero ter fé.

Eu quero que você me diga “se você fizer A + B existe ao menos uma chance de resultar em C.”

Eu não quero ter de apontar todas as falhas e erros de lógica absurdos no seu raciocínio, apenas para ser chamado de “pessimista” por você.

Eu não quero mais ouvir que “precisamos acreditar no futuro para sobreviver.”

O futuro não existe. Ele nunca existiu, assim como deus.

O cientista humanista que vê toda a merda no mundo e ainda acredita em um futuro melhor, não é diferente do crente pobre que reza pelo mesmo.

E para mim, esses dois já estão mortos. “Suicídio filosófico”, Camus diria.

Eu não preciso de fé.

Essa forma de cegueira transformada em virtude pelos covardes.

Se quiser que eu acredite mesmo na sua causa, me prove que ela é real, ou possível.

Ou então não encha a porra do meu saco.