Flagelo da Terra

A humanidade

Essa besta-fera

Aquela que em pouco tempo de existência

Levou a Terra à devastação

Destruímos nosso planeta

Destrímos nossos irmãos

Destruímos a nós mesmo

Com guerras

Poluição

E uma auto-crítica devastadora

Tudo começa dentro de casa

Quando o pai destrata o filho

Ou vice-versa

Depois vai pra escola

Onde um aluno zoa o outro

Por ser minimamente diferente

Onde o aluno desrespeita o seu professor

E temos também em nível de sociedade

Onde o rico descrimina o pobre

O branco descrimina o negro

O hétero descrimina o gay

Ou qualquer letra da sigla

E vamos ao nível internacional

Onde um país fere o outro

Seja o menosprezando

Seja nas sanções

Ou na batalha propriamente dita

E como se não bastasse isso

Não temos respeito pelo nosso lar

Começando pela latinha jogada

Da janela do ônibus

Terminando na fábrica

Que polui um rio

Ou joga uma cidade na lama

Quando será que vamos mudar?

E quando mudarmos

Será a tempo

De salvar nossas almas

Nossas vidas

Nossa sanidade?

Não há como saber

Mas dá para começar bem pequenininho

Com pequenas atitudes

Se terminei de comer um bombom

Por que não guardar o papel

Até que se possa descartar propriamente

Que tal ser gentil

Mesmo com quem não merece?

Talvez não adiante

Talvez a Terra sucumba

Nos levando junto

Mas sei que hoje

Fiz um pouco do que podia

E alguma coisa

Na vida de alguém

Mudou para melhor

E é isso que importa

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Notas, acordes, música

Ela me eleva

Ela me faz chorar

Quando a ouço me sinto numa balada

Quando a ouço fico pensativa

Dependendo de qual for

Imagino mil histórias e situações

Ela me acompanha desde sempre

E meu gosto por ela foi mudando

Ao longo de quase três décadas

Sempre incluindo mais estilos

Nunca retirando

Ela tem o papel de entreter

De protestar

De nos fazer sentir únicos

De nos fazer sentir só mais um

No meio de uma multidão

Não importa qual você ouve

Não importa porque você ouve

Só há uma pessoa a quem isso interessa

Você e mais ninguém

Agora com lincença

Preciso escapar deste mundo um pouco

Humor, pra que te quero?

Queria conseguir mudar de assunto

Tô sempre falando dos meus altos e baixos

Em um texto eu tô triste

No outro tô alegre

Num momento tudo parece lindo

No outro só aguardo o meteoro

Será que todo ser humano é assim?

Talvez só os depressivos

Talvez seja um mal do século

Essas mudanças de humor

Ou talvez sempre tenha sido assim

De outra forma não haveria a poesia

Talvez nem houvesse esse blog

Sinto os ventos

As mudanças vêm

Às vezes são planejadas

Outras vezes surgem nada

Podem ser coisas boas

Podem ser coisas ruins

Uma coisa é certa

Elas sempre acontecem

E não há nada que se possa fazer

A não ser aceitar

Se a mudança não lhe for favorável

Não tema

Se mudou uma vez

Certamente mudará de novo

O mundo gira sem parar

Vamos acompanhando

Cada mudança

De dia

De rota

De pessoas

E vida que segue

Inquietação e esquecimento

Os pensamentos me escapam

A ansiedade não os deixa permanecer

É como se quanto mais ela ficasse

Mais neurônios morressem

Aparentemente

Não basta a ela

Me deixar agitada

Me dar dores de cabeça

Falta de ar

Desespero

Não

Além disso tudo

Perco o fio da meada

Nem sei do que estava falando

Tudo parece confuso

Nem sei onde estou

Não sei com que armas combatê-las

Mas tenho um método

Tentativa e erro

Vou testando

Uma hora acerto

Até que ela venha nos momentos certos

Como uma simples expectativa

A última que morre

Por mais que os tempos pareçam sombrios

Talvez seja hora de alimentar aquela brasinha

Aquela esperança quase inexistente

Que habita até o mais descrente

Sim, é um fato

Nada é tão ruim que não possa piorar

Mas o oposto também é real

As coisas podem melhorar

E às vezes de uma hora para outra

O acaso existe

Mas isso não quer dizer que não podemos

Dar aquele pequeno empurrãozinho

Talvez não adiante nada

Como saber?

Mas se não fizermos nada

Também nada vai acontecer

Fato

Flores

Num mundo de ódio

Escolhi ser amor

Num mundo de intolerância

Escolhi respeitar

Num mundo de extremos

Escolhi o equilíbrio

Num mundo de guerras

Escolhi a paz

Na vida você faz várias escolhas

E elas não definem apenas seu destino

Mas também o seu caráter

Seja a mudança que você quer ver no mundo

Não espere que as crianças sejam o futuro

Faça o seu presente