Liberdade de morrer O dia está chegando ao fim, o céu tomado por uma tonalidade de laranja, vermelho, amarelo, todos eles misturados e presentes ali. As poucas nuvens no céu brilham refletindo os raios solares. O sol está um espetáculo à parte, descendo calmamente no horizonte, trazendo o milagre diário do universo, onde o dia […]

-Por que simplesmente não me mata agora da maneira mais dolorosa e repulsiva que consegue imaginar? – Ela vocifera -Você sabe a resposta querida. Te matar agora seria fácil e simples demais, quero que você sofra, que suas lágrimas se transformem em rios e no fim você se afogue nele.  Sou um poeta e até […]

Se a vida fosse um jogo de Blackjack: você tira duas cartas e somam 18 pontos. Você para, ou desce mais uma ? Capítulo 1 – Como deveria ser. A chuva bate no vidro dianteiro, fazendo barulho. Ela escuta sirenes cada vez mais próximas, a fumaça do seu cigarro sobe aos céus em pequenas baforadas. O […]

Cedo ou tarde descobrimos, que o futuro nunca foi tão incerto. Capítulo 1 – Bater a massa. Um, dois, três e na quarta vez que foi acertado, já sentia o gosto do sangue na boca, mas o agressor não parou e continuo no ritmo frenético de socos e cotoveladas no rosto. Petros tentava se defender como […]

Assim que nasceu, a menina foi levada pelos velhos da aldeia. E como todas as outras que já tinham nascido antes dela, foi cuidadosamente examinada. Nua sobre a mesa, a começar pelos pequenos pés, ainda enrugados pelo líquido amniótico, até a cabeço, de onde foram raspados os poucos fios para que não ficasse nenhuma parte […]

* Impostora é o primeiro conto do livro “Contos de Quase Fadas” O sol surgia cálido por entre as árvores após uma noite de chuva forte e barulhenta. Pequenos animais saiam de seus esconderijos e pássaros cantavam dando boas vindas ao dia que nascia. Ela percebeu que deveria continuar. Levantou-se, torcendo as roupas e os […]

  Prólogo Quebrem meu crânio com a pedra mais pesada e aguda que essa amarga e amaldiçoada terra tem. Deixem que meu sangue antes vivo escorra pelas rachaduras do árido chão. Destrocem, destruam e queimem meu corpo e minha tortuosa e amaldiçoada existência, mas no fim, libertem ao menos o meu espírito, ele merece paz. […]