Doentes de amor

O filme recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. e isso me surpreendeu bastante, pois afinal, quais são as chances de uma produção de comédia conseguir tamanha proeza?

A premissa do filme é basicamente que o paquistanês Kumail e sua namorada americana Emily têm que superar as expectativas sufocantes de sua família e das tradições de 1.400 anos de idade. Contra esses obstáculos, o amor parece impossível, e sua separação parece permanente. Em seguida, vem a tragédia e Emily entra em um misterioso coma.

A partir desse ponto o filme começa a se desenrolar, Kumail é um comediante stand up tentando viver sua vida medíocre, sua mãe vive tentando arrumar um casamento arranjado para ele, mas seu coração está completamente apaixonado pela Emily, que agora está em coma e ele está em um impasse com os pais dela, pois eles tinham terminado antes dela entrar em coma, mas agora ele não sai do hospital afim de ajudar da maneira que conseguir.

Uma curiosidade do filme é que o roteiro foi feito sobre a história real de Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani intitulado originalmente como The Big Sick, esse roteiro acerta ao abordar o choque de realidade entre o estilo de vida estadunidense e a estrutura tradicional de uma família paquistanesa.

Em suma, as questões culturais abordadas na obra enriquecem muito todo o conjunto final e, apesar da previsibilidade do enredo em algumas partes e seus clichês no meio do caminho, é uma história real que vale realmente assistir!

 

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Eu, Tonya

Margot Robbie mostra todo seu potencial como atriz interpretando Tonya Harding, quê personagem foda, a relação hostil que ela tem com sua mãe faz da trama dessa ex-patinadora uma vida pobre e quando digo pobre não é apenas de dinheiro e sim de afetos, de carinho, de infancia, de amigos, de amor de marido e mulher.
Vemos no decorrer da história, Tonya crescendo e seu talento como patinadora sempre visível, mas nos outros aspectos da vida ela se dando sempre muito mal. Por diversas vezes vemos que os monstros do passado a assombram, e assim Tonya se torna uma adulta cheia de amargura.
Destaque para a mãe de Tônia, a atriz Allison Janney foi impecável em retratar uma mulher amarga, agressiva e insensível; sentia muita raiva dela, o que é bom, minha favorita ao Oscar 2018 de melhor atriz coadjuvante, e ganhou, muito merecido.
Já as cenas de patinação tem um ótimo efeitos de câmeras, que torna o espetáculo ainda mais bonito.
É um filme contado de uma maneira esplendida em forma de documentário, são três versões de uma história real e no final ficamos chocados em como pessoas podem estragar a vida de alguém para sempre.

 

Vingadores: Guerra Infinita

Guerra infinita é simplesmente estrondoso e gigante ao mesmo tempo, assim mesmo como a Marvel prometeu. Sabe, foram 10 anos de construção para chegar a esse momento, e para mim nada decepcionou e com certeza surpreendeu.

O caminho foi bem construído e a conclusão dessa primeira parte é tão perfeita quanto deveria ser, fui surpreendido totalmente.

Sério não se baseie pelos trailer e fique sabendo que você não tá preparado para o  que vai acontecer nesse filme, sério esse é um filme que custou aproximadamente US$300 milhões pra ser feito, se tornando o 2º filme mais caro da HISTÓRIA. É um filme extremamente intenso, emocional, com cenas épicas e interações maravilhosas entre todos heróis e vilões, a Marvel não poupou nada para que esse fosse o filme que prometeram.

E  o destaque sem dúvidas nenhuma é para o Thanos, que é espetacular.

Thanos é o vilão que todos merecíamos em guerra infinita, e assim, ele mostra o que realmente é ser um vilão. Frio, forte, gênio, inteligente e claro, emotivo também.

Meus sinceros parabéns a Marvel, pois eles criaram literalmente um monstro que vai entrar pra história do cinema.

Obrigado por esse filme que desde a primeira cena até a última, vemos como Thanos trás consequências ao universo e ele deixa claro que a partir de agora tudo será diferente.

A cena pós crédito é de arrepiar e digo mais; se a DC estava no velório, agora foi sepultada de vez!

Sem dúvida alguma é o melhor filme da Marvel Ever.

Certamente será o melhor da vida de muita gente.

E eu estava lá, vi acontecer e foi foda!

 

Um lugar silencioso

O roteiro de John Krasinski, parte da premissa de uma família que vive numa casa de campo, em absoluto silêncio e se comunicando através de sinais, na tentativa de sobreviver à uma ameaça desconhecida atraída por sons.

Não é difícil presumir que se trata de um filme de suspense/horror, o que não sabemos até assistir, é que se trata de um baita filme muito IMPACTANTE.

Sério, vocês não tem noção da aflição e agonia que a gente sente durante o filme, é maravilhosa a maneira que o mundo é construído nesse filme, sabe todo aquele clima de silêncio?

É o tipo de filme que assisti-lo no cinema faz toda diferença para imersão, e você sai da sala ainda em choque, achando que se fizer barulho os bichões vão te matar!

 

O destino de uma nação

Assisti o filme enquanto estava em uma viagem em Florianópolis e para minha surpresa me deparo com uma atuação incrível de Gary Oldman, interpretando o primeiro-ministro da antiga Grã Bretanha no início de 1940, Winston Churchill precisa tomar as decisões, convencer e não ceder à pressão do parlamento para que façam um acordo de paz com Hitler.

Não se pode fazer um acordo com um leão quando sua cabeça está dentro dê sua boca.

Churchill deixa claro que não podem de maneira alguma fazer um acordo com ditadores, pois esses querem apenas mais e mais poder.

E como podemos ver o filme é passado na segunda guerra mundial e faz um paralelo com o filme Dunkirk do diretor Christopher Nolan, mas diferente do Dunkirk em O de uma nação vemos o por trás dos panos, os bastidores de uma guerra, enquanto no Dunkirk vemos a guerra em campo de batalha.

Quem nunca muda de ideia, nunca muda nada.

O filme é muito bom, e com certeza merece estar na lista dos indicados ao próximo Oscar.

The Post – A Guerra Secreta

Meryl Streep está incrível atuando como Katherine, dona do jornal local The Washington Post, que está a poucos passos de colocar ações da empresa à venda na bolsa de valores dos estados unidos. Aos poucos vamos notando os desafios que Katherine vem enfrentando desde a morte de seu pai e do suicídio de seu marido. A pressão sobe ela é grande, pois poucos acreditam em um mulher no comando da companhia; que é de família passada de gerações em gerações.

Em um momento do filme, ela está conversando com sua filha e solta uma frase que me pegou de jeito, fiquei refletindo sobre ela, era mais ou menos assim:

Um discurso de uma mulher é como um cachorro andando com as patas traseiras, é difícil de engolir, mas não deixa de ser surpreendente.

No meio dessa conturbada pressão, surge Ben Bradlee interpretado por Tom Hanks; ele edita o jornal e defende a autonomia da redação, para expor os documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Vietnã.

Questões como liberdade de imprensa, pressão sobre os jornalistas e liberdade de expressão são muito bem abordados nesse filme.

Enquanto Ben quer usar os documentos para jogar toda merda no ventilador, Katherine precisa defender os interesses econômicos do Washington Post.

Veja bem; Spielberg, Streep e Hanks formam um time imbatível nesse filme. Mas não acho que vão ganhar o melhor filme no oscar 2018.

“E essa não é mais a companhia do meu pai.
Não é mais a companhia do meu marido.
É minha empresa.
E quem pensa que de outra forma provavelmente não pertence ao meu conselho”

Três Anúncios Para Um Crime

Devo começar dizendo que o filme é muito bom e, fui assistir ele sem saber nada a respeito do roteiro, queria ficar imersivo e com a atuação de Frances McDormand interpretando Mildred, não teve outro jeito.

Ela é uma mulher muito badass, que não segue padrões de feminilidade, é intrigante, ela tem coragem, ela enfrenta, ela dá a cara a tapa, ela provoca a população.
ELA É FODA!
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O filme se passa quando a sete meses a policia de sua cidade não da nenhum passo importante na investigação de sua filha que foi encontrada morta e estrupada.

Então para que alguma coisa seja feita, Mildred faz três anúncios com banners enormes em uma rodovia, chamando a atenção da policia local para aquele crime. O roteiro parte de uma ideia simples pra abordar um tema pesado que é o estupro e ainda tira sarro da polícia que não está fazendo nada a respeito.

Mas o filme não se trata somente disso, pois vemos outros temas sendo abordados como depressão, o estado terminal de um pai com câncer e sua família, agressão contra mulher e até mesmo policiais sendo homens que não mereciam o distintivo, sendo verdadeiros boçais descontrolados e agressivos.

Outro destaque no filme é a atuação de Sam Rockwell, interpretando o policial Json Dixon, essa atuação está impecável, é absurdo a maneira que o odiamos no decorrer do filme, mesmo ele sendo policial, suas crises e surtos são tão reais, destaco um plano sequencia que tem a atuação dele de maneira tão absurda que você chega a ficar sem folego de tanta apreensão.

É um lindo filme sobre ódio, vingança, e acima de tudo, perdão.