O ataque dos vermes malditos – Crítica

Alguns filmes ganham o aclamado pódio dos clássicos, a grande maioria são inovadores para época e que acabaram despertando o interesse e o apego emocional do público, e principalmente, dos saudosistas que assiste a determinados títulos e são transportados para esses momentos.

O ataque dos vermes malditos, no original Tremors, é um filme do início dos anos 90. Na trama acompanhamos a pequena cidade de  Perfection, um pedacinho de terra no interior de Nevada. A isolada cidade corria seus dias na maior tranquilidade e monotonia, até pequenos abalos sísmicos começarem a ocorrer inexplicavelmente na região, buscando encontrar a fontes dos abalos a estudante de sismologia Rhonda (Finn Carter) inicia seu trabalho. O que ela e os habitantes da cidade não esperavam é que a origem das anomalias eram vermes gigantes.

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(Foto: reprodução)

O roteiro inventivo mescla diversos gêneros em um mesmo filme. Aventura, ação, romance e trash todos eles presentes nas entre linhas e subtramas apresentadas, a sinergia entre os gêneros no filme é um raro exemplo de como essa interação é possível e interessante.

O roteiro visivelmente bebe da fonte de outros filmes clássicos como tubarão. Grande parte da narrativa se passa com os vermes escondidos dentro da terra, e toda a tensão está disposta sobre o simples fato desses animais existirem e poderem atacar a qualquer momento.

Os diálogos são bem desenvolvidos e tem fluidez, a interação entre os personagens (Kevin Bacon) e Earl (Fred Ward) é encharcada de boas piadas sobre masculinidade, namoro e o futuro distante da pequena cidade. Vale ressaltar que os dois personagens são a força motriz do filme, por mais que outros estejam presentes, a interação entre eles é o elo mais forte, tomando destaque.

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(Foto: reprodução)

A grande falha do roteiro é na construção de personagem, todos são caricatos e unidimensionais, impossibilitando que grandes levantamentos possam ser feitos, e mesmo os bons diálogos acabam ficando vagos por essa simplicidade.

Os elementos gráficos e a própria construção dos vermes são excepcionais para época. Os animais têm movimentos orgânicos e as cenas de batalhas são bem construídas. As cenas de perseguição conseguem transmitir um senso de urgência através do movimento subterrâneo dos vermes.

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(Foto: reprodução) 

O ataque dos vermes malditos é uma boa opção para os amantes de filmes nostálgicos, e que curtem um bom filme de aventura meio trash.

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Kingsman: O Círculo Dourado

Em Kingsman: Serviço Secreto, o mundo foi apresentado à Kingsman, uma agência independente de inteligência internacional que opera no mais alto nível de discrição e, seu objetivo final é manter o mundo seguro.

Em Kingsman: O Círculo Dourado, os agentes especiais enfrentam um novo desafio quando seu quartel-general é destruído, e quase todos outros agentes da kingsman são mortos, restando apenas Merlin e Eggsy, que acionam imediatamente o protocolo apocalipsy que os leva à descoberta de uma aliada organização de espionagem nos Estados Unidos chamada Statesman.

 Em uma nova aventura que testa a força e inteligência de seus agentes até o limite, essas duas organizações secretas de elite se unem para derrotar um implacável inimigo comum, a fim de salvar o mundo.

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Cheio de ação do inicio ao fim do filme, kingsman com certeza merece o prestigio de ser assistido, as lutas, as tecnologias e a trama em o círculo dourado estão muito boas, mas com o roteiro menos interessante dessa vez, porém cenas de ação continuaram fantásticas!

A destaque para a participação do Elton John no filme, que deixou as cenas com um humor excelente, kingsman é um filme divertido de ação que prende sua atenção, então se quer se divertir um pouco recomendo muito.

Ps: No filme tem muitas partes que falam sobre reconhecimento facial e, eu trabalho com isso, então fiquei pensando durante o filme: “Eu sou um Kingsman 😎”

 

 

It: A Coisa

Capítulo Um

Apesar de It: A coisa ser mais antiga que Stranger Things, não é de se admirar à comparação, pois a trama segue o estilo  de um grupo de adolescentes de uma cidadezinha no caso do It é a cidade de Derry, uma cidade no Maine, e esses jovens formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores.

A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos.

No inicio do filme o garotinho jorge é atacado pelo palhaço Pennywise que arranca o braço do garoto, nessa cena fiquei muito impressionado e já logo pensei: Caralho esse fico vai ser foda.

Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

Todos temos medo de alguma coisa.

Não assisti o filme de 1990, então não posso falar sobre ele e ou fazer um comparativo dessa primeira fase infantil x fase infantil e, sobre comparações ao livro, não posso fazê-las porque não o li e tampouco tenho vontade de ler, mas esse remake eu gostei bastante, ficou uma mistura de suspense, drama e comédia que te deixa imersivo no filme o tempo inteiro, estou ansioso pelo capítulo dois onde a trupe voltara adulta.

Gostei muito da comédia e, de como deixaram o filme poderoso enquanto drama. As crianças estão ótimas, difícil não admirá-las, são personagens muito cativantes.

O palhaço Pennywise  rouba a cena em todos os momentos que aparece. tecnicamente o filme é competente demais, com cenas muito bem filmadas e os cenários muito bem construídos; as maquiagens são assustadoras, bem desenhadas e pintadas.

Dou destaque ao roteiro que me parece bem competente e corajoso, tendo em vista que é um filme hollywoodiano. inclusive me surpreende e muito o fato do filme ter sido sucesso de bilheteria, dada sua faixa etária, e por alguns assuntos abordados no filme, como bullying e assedio sexual, além ainda de ele ser um filme de terror.

 

SPOILER ALERT

Uma das partes mais marcantes do filme para mim foi o assédio que beverly sofria do pai, e que ela uma hora explodiu e não aguentou mais ser a “menininha do papai” como ele gostava de obriga-la a dizer, então ela o mata.

Eu pessoalmente quero ver se vão tratar desse trauma dela quando ela estiver adulta,no capítulo dois.

Fora isso também temos a cena em que henry mata seu pai com um canivete, mostrando ele se tornando de valentão, que tinha medo do pai agressivo, se tornar um louco psicopata.

 

A babá – Crítica

 

The Babysitter ou a Babá, é a mais nova aposta da gigante do streaming no segmento de filmes. A Netflix não costuma ser muito assertiva quando o assunto são filmes, dos vários originais da plataforma, pouquíssimos merecem uma classificação positiva, mas com toda certeza, A babá merece entrar nessa seleta lista de acertos.

Misture esqueceram de mim, todo mundo em pânico e litros de sangue e você terá uma experiência sangrenta digna dos maiores clássicos dos anos 80.  A babá tem uma trama simples e linear. Acompanhamos o jovem Cole ( Judah Lewis ) um garoto de 12 anos  antissocial, tímido, e extremamente medroso. Bee ( Samara Weaving) é a babá do garoto, e sua melhor amiga. O que o ele não imaginava era que ela guardava um segredo muito obscuro e perturbador.

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(Foto: Reprodução) 

O roteiro não pretende ser inventivo e muito menos se levar a sério, e talvez essa seja sua maior qualidade. Os personagens são estereótipos já conhecidos do grande público, e ainda assim, despertam interesse e demonstram ter algo para entregar, mesmo que seja o mínimo.

A coletânea de personagem abre leque para piadas fáceis, mas que funcionam perfeitamente, deixando a narrativa rica e leve, abandonando na maioria do tempo o tom de filme de terror e adentrando na comédia.

Para os amantes de piadas escatológicas, com litros de sangue e pedaços de cérebro, o filme é um prato cheio. As sacadas do roteiro baseiam-se na dualidade da situação, de um lado temos o inocente ou como Bee gosta de dizer, o puro. Na outra ponta, temos A babá e sua trupe desengonçada, recorrendo a ações e pensamentos insanos para conseguirem seus objetivos.

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(Foto: Reprodução)

Mesmo optando pelo humor eleve e pastelão o roteiro encontra grandes problemas de desenvolvimento e principalmente de ritmo, muitas decisões narrativas são frágeis e não abrem espaço para que os personagens possam ser desenvolvidos, ou a morte precoce de muitos, que poderiam ser utilizados para enriquecer a história.

O elenco está bem escalado e demonstra sinergia. O grande destaque obviamente é Samara, que encarna com perfeição o papel da jovem sedutora que guarda um perigoso segredo. A atriz consegue facilmente transitar entre uma atuação frágil, mas jovial e uma psicopata em busca dos seus desejos mais sórdidos.

A fotografia é extremamente problemática, temos frames com excesso de iluminação e outros com o completo oposto. Muitas vezes a dispersão da luz em relação a cena principal, dificulta a interpretação do que realmente está acontecendo em primeiro plano.

A babá é um bom filme, com piadas pitorescas e clichês, mas que dentro da narrativa funcionam perfeitamente. Uma boa aposta para assistir com os amigos no final dessa sexta-feira 13.

🌟🌟🌟 – Muito Bom

 

 

Jogo Perigoso, filme – Crítica

Esse é o ano do Stephen King, depois de A torre Negra, It a coisa, temos mais uma adaptação de sua obra, Jogo perigoso ou no original, Gerald’s game.

Adaptar uma obra do mestre do terror é um trabalho difícil, estamos falando de um dos autores mais cultuados e premiados da história, com uma legião de fãs que esperam que cada detalhe da narrativa original seja mantida. Em jogo perigoso podemos dizer que eles estarão felizes, pois a essência de trilher psicológico é preservada.

Uma das maiores dificuldades em adaptar uma obra do Stephen King para o cinema e a complexidade das histórias, Jogo perigoso está a um patamar acima nesse desafio. A obra é cheia de belas alegorias e críticas a maneira como a sociedade constrói e corrompe seus relacionamentos, e principalmente, a cultura do silêncio imposta sobre as pessoas. Não fale, não pense, não sinta …. Simplesmente permita.

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(Foto reprodução) 

O monstro dessa vez não é um palhaço, uma bruxa ou qualquer outro, mas nós mesmos, mais precisamente, o terror psicológico que guardamos no mais profundo de nossa mente, os cadáveres mentais que não expomos para ninguém.

Somos frutos do que passamos no decorrer de nossas vidas? No final quando nos depararmos com o escuro, sem a oportunidade de correr e sermos obrigados a encarar quem realmente nos tornamos, descobriremos que somos os nossos maiores traumas? Jogo perigoso não é um filme sobre morte, tortura ou qualquer outro medo pré-concebido que temos, mas um discurso em sua maioria silencioso, sobre quem nos tornamos.

O diretor Mike Flanagan (O Espelho, O Sono da Morte, Hush: A Morte Ouve) demonstra todo o seu domínio sobre a história e os sentimentos que os personagens devem transmitir para o espectador, essa sinergia é desenvolvida em planos próximos em movimentos, carregados de uma energia claustrofóbica e tensa.

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(Foto reprodução)

 

A maneira como a câmera se movimenta nos primeiros momentos do casal no ambiente, diz muito sobre como o diretor pretende desenvolver o filme. O foco não é o meio, e muitas vezes até a situação é esquecida, o ponto da obra se desenvolve na maneira como a personagem lida com a situação, e o simples fato dela não lidar, torna-se um recurso narrativo rico.

Se o roteiro disponibiliza uma ótima construção narrativa e de personagem, a excelente Carla Gugino que interpreta Jessie Burlingame não desperdiça a oportunidade de entregar uma atuação profunda, realista e cheio de trejeitos sutis que dão camadas a personagem.

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(Foto reprodução)

Bruce Greenwood interpreta Gerald, o marido de Jessie. O ator entrega uma atuação a altura da parceira, a energia entre eles é viva. A boa atuação de Bruce é o fio condutor para que várias tramas secundárias sejam bem desenvolvidas.

Jogo perigoso é uma excelente adaptação de uma das obras favoritas dos fãs do mestre do terror. Um roteiro bem alinhado, atuações excelentes e uma direção impecável, sem sombra de dúvida merece um lugar no pódio ao lado de IT, a coisa como uma das melhores adaptações dos livros de Stephen King.

🌟🌟🌟🌟🌟 – Excelente

Piratas do Caribe: A vingança de Salazar

Eu sou o cara mais suspeito da vida para falar de Piratas do Caribe, por n motivos, o principal deles é que quando eu era criança e o mundo ainda se dividia entre brincar e ir para escola, eis que meu irmão mais velho me levou para o cinema pela primeira vez, para assistir ao piratas do caribe e eu fiquei como ?

Fiquei fascinado em ver piratas do caribe naquela telona gigante, ele teve até que assinar para que eu assisti-se pois era de uma classificação indicativa que não permitia minha entrada.

Na época eu só falava disso, caracas tinha mortos que andavam embaixo d’água e meus amigos falavam: – Sério ??? e eu respondia eufórico; – SIMM e cabeças voavam e os piratas saqueavam tudo, lembro que contava aquela história várias e várias vezes, não me cansava de discorrer sobre o capitão Jack Sparrow e como ele era bêbado e engraçado.

E desde então acompanhei todos os piratas do caribe, e tenho um carinho especial pela saga e olha esse já é o quinto, acho que meu irmão ia gostar de ver, pois eu adorei a nostalgia que me trouxe.

O quinto filme começa mostrando um Will Turner amaldiçoado e seu filho Henry jurando que irá tira-lo da maldição encontrando o tridente de Poseidon, logo alguns anos depois o menino se tornou homem e vê o navio que onde está a bordo ser massacrado pela tropa de Salazar, que o está em busca do Jack Sparrow para mata-lo.

– De um recado ao capitão Sparrow.
– Você poderia fazer isso ?
– Eu mesmo contaria a ele, mas mortos não contam histórias !

By Capitão Salazar.

Salazar era um espanhol que caçava e matava piratas na época que o Jack era jovem, e ele conseguiu matar muitos piratas e fez lenda na ocasião, mas até encontra o Sparrow que fez uma armadilha e afundou seu navio.

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A partir dai foi concebida uma maldição onde o seria quebrada no dia que o recém nomeado capitão Jack Sparrow se desfizesse da sua bússola.

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Parando os spoilers por aqui o filme tem muitas reviravoltas, muita nostalgia para quem gosta da saga e quer diversão com os piratas.

A jovem Carina Barbossa é demais o filme inteiro, da um ar hilariante a trama, principalmente quando ela está para ser enforcada e o Jack está guilhotina essa cena é impagável.

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Obs: Para quem assistir piratas do caribe 5, tem cena pós créditos !

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Tobey Maguire foi o ator que interpretou o Aranha de maneira mais foda até então, aquele primeiro filme de 2002 foi demais, depois fizeram um remake com Andrew Garfield no papel, que particularmente achei uma bosta para não dizer ridículo, não que ele seja um ator ruim, ele fez um puta papel foda em Até o último homem porém não nasceu para interpretar o super herói de uniforme.

Mas eles dois que me desculpem, pois o Tom Holland está dando um show no papel de Homem-Aranha.

Finalmente fizeram um filme decente desse herói e o melhor de tudo, não repetiram a história, a mesmice, saíram da mediocridade… sempre que faziam Remake de algum filme de super heróis ficavam contando a mesma historinha que todo mundo já sabia, exemplo;

Batman:  toda vez mostrava como ele se tornou o batman, perdendo os pais na volta do teatro e o garoto órfão blábláblá, sendo que isso todo mundo já sabia…

Homem-Aranha:  mostrava como o garoto foi picado pela aranha geneticamente modificada e se tornava um Homem-Aranha.

Entende aonde quero chegar ?

Focavam sempre na mesma historinha e ficava chato toda vez ter que rever a mesma coisa só com outra pessoa interpretando, mas dessa vez fizeram o Remake do  Homem-aranha e só deixaram umas referencias no ar de como ele se tornou herói, não ficaram contando mais do mesmo, ficou muito, mais muito mais foda !

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Você acertou 98%

Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker voltar para casa e para a sua vida, o filme se passa enquanto o Parker aguarda ser convocado para uma nova missão com tony Stark e sua trupe, Peter está lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade.

O uniforme do Homem-Aranha desenvolvido pelo Tony Stark é demais, várias tecnologias e tem vários níveis de precisão, até que o Peter descobre que pode destravar o mesmo para obter mais funções, possui até mesmo uma inteligencia artificial tal como o Jarvis, mas no caso do Aranha é uma mulher que ele intitula de Karen.

Para finalizar essa resenha vou deixar no ar uma das cenas mais marcantes, que é quando o Aranha está indo para o Baile da escola com seu par, Liz, ops não vou dar Spoiler!

Mas essa cena te prende de tão maneira que você ficava agoniado na cadeira do cinema tentando entender o que vai acontecer. Sério o problema é que a tarefa que o pequeno Peter precisa fazer, não será tão fácil como ele imaginava.

Recomendo a todos esse filmaço !