Resenha: A vendedora de livros

A escritora Cynthia Swanson nos presenteia com o romance: A vendedora de livros. Uma história que retrata a vida de uma mulher solteira Kitty Miller, que é sócia de uma livraria chamada Sister’s junto com sua melhor amiga, Frieda Green. Sendo uma mulher solteira, e que vive bem com isso, Kitty com o decorrer dos dias passa a ter alguns sonhos com uma possível outra vida, a vida de Katharyn, onde ela é casada com Lars, o grande amor da sua vida e tem três filhos, Mitch, Missy e Michael, que é autista.

Conforme vai visitando esse novo mundo com mais frequência, Kitty se vê questionando o que realmente faz sentido, e em qual vida realmente está, pois os detalhes que sua mente criam dão a sensação de ambos mundos existirem. Apenas com o desencadear dos fatos torna-se possível entender o dilema dessa personagem e todo o contexto que a envolve.

O enredo dessa história é rico em detalhes e abordam o leitor de um jeito que os façam pensar a respeito de determinados assuntos que são muito atuais, alguns deles por exemplo é a questão do racismo, essa frase marcou minha leitura: Ele é negro, e alguns meninos da escola dizem que não devíamos gostar dele por causa disso, mas eu acho isso uma bobagem“. O saber lidar com as relações: “Não posso mudar os erros do passado. Tudo o que posso fazer é seguir adiante até qual seja qual for o futuro que minha nova realidade trouxer”. Sobre identidade: “Porém, no final das contas, tudo o que penso e faço, em geral, gira em torno de mim e das minhas emoções”.

Um livro que toca, conscientiza, te faz refletir, que provoca, indico essa leitura para todos.

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Kindred

Laços de Sangue

Nunca havia lido nada de Octavia E. Butler, mas claramente ela é uma das escritoras mais fodas que já li em toda minha vida. Kindred: Laços de Sangue é o tipo de livro que você lê e fica triste a cada página, por saber que apesar de ficção cientifica o que acontece ali é muito real. Fez e faz parte da nossa história para sempre. E a narrativa de Octavia te prende de uma forma surreal, você está ali o tempo todo do lado de Dana, a leveza como isso acontece é tremenda. E olha, não sei como ela faz isso com as palavras, com a história, mas é magnifico.

São 432 páginas onde você vai encontrar o bem e o mau das pessoas, o bom e o ruim dos seres humanos, e o mais importante, vai perceber que nada é tão simples como sempre pensamos e definimos.

É sobre racismo esse livro, de fato é, mas não somente isso, é sobre como nos acostumamos a ele de maneira tão rápida, de uma maneira que não conseguimos nem explicar, é sobre como a sociedade que vivemos nos influencia o tempo todo, em como o amor pode ser confundido com obsessão, posse. Kindred é um livro em que você lê e para em alguns capítulos, pois não dá mais para ler, você precisa respirar, absorver tudo que tá acontecendo, você precisa entender o quão real são aquelas coisas que estão acontecendo, apesar de ser ficção cientifica.

Às vezes, eu escrevia coisas porque não conseguia dizê-las, não conseguia entender meus sentimentos em relação a elas, não conseguia mantê-las presas dentro de mim.

 

O sol é para todos

O livro é narrado pela sensível Scout, filha do Atticus, o advogado que está defendendo um negro acusado de estuprar uma mulher branca em uma cidade pequena dos estados unidos de 1930.

São 364 páginas em que você aprende muito sobre a vida. Sobre racismo e injustiças, entende sobre relações humanas e vive um pouco a nostalgia da infância, da inocência, quando vemos Jem, Scout e seu amigo brincaram nas ferias de verão.

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Desde o seu lançamento em 1960, o sol é para todos já foi estudado, pesquisado, resenhado e republicado centenas de vezes.

Ganhou o Pulitzer de ficção, o Quill Award e teve seu enredo levado ao cinema onde arrebatou três Oscar, três Globo de Ouro e mais outras 3 premiações de renome. Sem dúvidas alguma é uma obra épica, best-seller mundial traduzido para mais de 40 idiomas.

E depois de ler, ficar emocionado, arrepiado, pensativo e reflexivo por diversas vezes após ler os capitulos entendi o porque dessa obra ser tão bem sucedida.

Filho, repito que, mesmo que você não tivesse se descontrolado, eu teria pedido para você ler para ela. Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão.

Esse é um dos melhores livros que já li na vida, realmente é uma obra que todos deveriam ler antes de morrer.

Gostaria de ter lido antes, pois Atticus tinha razão. Uma vez ele disse que a gente só conhece uma pessoa de verdade quando se coloca no lugar dela e fica lá um tempo.

Sprint

O método usado no Google para testar e aplicar ideias em apenas cinco dias

Jake Knapp usa no decorrer do livro exemplos de alguns casos que foram o que mais me interessaram no livro. Por exemplo o inesperado e tardio sucesso da saga Harry Potter, o caso da invenção do filtro de café, um hotel que usa robôs para entregar escova de dentes para os hóspedes e tantos outros.

Além de tudo, a grande sacada desse livro é ter os capítulos nomeados com os dias da semana, dessa maneira, ficam perfeitos para facilitar a consulta e nos proporcionar a visualização do projeto.

Esse livro mostra como vale a pena ser produtivo, como economizamos, tempo, dinheiro, antes mesmo de lançar a ideia para o publico.

Mas acho que para alguém utilizar essas técnicas, seja empresa ou na vida pessoal, tem que ser extremamente organizado.

Bom sei que agora (2018) há o novo Sprint 2.0, já com várias mudanças no processo para aumentar a eficiência, acredito que é uma boa dar uma lida sobre também.

Todo mundo tem um superpoder. Uma força única. Para os engenheiros de software, é programar. Para os profissionais do marketing, é planejar campanhas. Para nós, é colar notas autoadesivas em quadros brancos. Há uma habilidade em que você é especialmente bom, e é bem capaz que você se sinta mais produtivo quando a põe em prática.

Para educar crianças feministas

Um manifesto

Após ler o  Sejamos todos feministas, queria continuar lendo sobre esse tema que Chimamanda Ngozi Adichie sabe falar tão bem; a igualdade de genero. E logo nas primeiras paginas já entendi como na vida quando a igualdade não existe ressentimentos.

Chimamanda retoma esse tema que é tão recorrente em nossas vidas e que por muitas vezes deixamos passar despercebido, neste manifesto, ela nos mostra em quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista.

Lembrando que como ela disse em Sejamos todos feministas; 

Feminista é o homem ou a mulher que diz: “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”.

Pois todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar.

Sabendo disso, agora posso explicar como o livro foi escrito.

Uma amiga de Chimamanda que acaba de se tornar mãe de uma menina, pede a ela conselhos para educar sua filha de maneira que ela entenda sobre igualdade de gênero.

Então no formato de uma carta a autora  traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães.

E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

 

Sobre a Morte

Pensamentos e conclusões sobre as últimas coisas

Arthur Schopenhauer nos trás uma visão sobre esse tema que é tão recorrente aos seres humanos, pois ao contrário do animal, que só conhece a morte quando está diante dela, o homem sempre carrega consigo a certeza de seu fim.

E o fato de a vida, como todos sabem, não ser brincadeira permite concluir que a morte é coisa séria.

Arthur Schopenhauer, tem ideias bem fundamentadas e atraentes, lendo esse livro você observa uma nova forma de encarar o fim.

AFINAL O QUE É A MORTE?

Ao decorrer do livro, notamos que o mesmo é um grande compilado composto por diversos textos do autor que falam sobre a morte.

Schopenhauer faz uma analogia que a vida é a travessia de uma montanha.

Quando nascemos, estamos em sua base, então começamos a subida, sabendo que, após o cume, chegaremos à reta final. Mas, ainda não nos preocupamos com isso; é apenas depois do cume que podemos avistar a morte e, começamos a nos preocupar com ela.

A morte apazigua totalmente a inveja; a velhice já o faz pela metade.

O livro é de uma edição simples, com 112 paginas,  leitura fácil e muito agradável de ler, recomendo, pois é um tema que sempre ficaremos curiosos para saber mais a respeito.

Stalker (TAG Inéditos #2)

Não conhecia Tarryn Fisher, e posso dizer que gostei muito do estilo de escrita dela, a maneira sucinta e direta com que ela descreve os acontecimentos em Stalker faz dessa história unicamente entretenimento. E não no pior sentido, olha, posso dizer com certeza que me diverti conhecendo Fig, Jolene e Darius.

Eu curti muito os três atos dessa narrativa; A Psicopata, o sociopata e a escritora.

Mas a partir dessa segunda parte: O sociopata, o livro realmente me prendeu e ganhou minha atenção.

Achei simplesmente essa transição entre as perspectivas dos personagem o ponto mais positivo da obra, e a Tag acertou novamente  com o proposito de trazer livros que a gente quer logo passar para próxima página.

No início do livro principalmente no primeiro ato, pensamos que o desfecho daquela história seria uma tragédia daquelas que passam na tv do tipo: Pessoa mata família inteira e depois se mata. Mas não, Tarryn nos deu um final diferente do esperado por todos, acredito eu. E isso é muito positivo também, enfim eu gostei do livro, gostei da história e da edição que a Tag inéditos fez, só que ainda há pequenos erros de português que incomodam no fluxo de leitura, espero que isso melhore nas próximas edições afinal a Tag deve ser minuciosa a respeito disso, pois a experiência de seus leitores deve ser importantíssima, e erros em todas edições seria um desrespeito com seu público.