Resenha do livro: Fique Comigo

A autora do livro Ayòbami Adébáyò oriunda da Nigéria traz um romance dramático. Por meio dele é retratado a vida de personagens que possuem sonhos mas que convivem em um cenário desfavorável, e onde fatores como a cultura Yorubá e o ambiente instável da política no país compõem esse hábitat.

Embora o título do livro remeta uma história de amor que fala a respeito de carência, na verdade trata-se do significado do nome de umas personagens que aliás, depois de você entender o porquê do nome é muito significativo.

Fique Comigo é uma lição de vida, é a percepção do que fazemos por quem amamos, do quanto sofremos, do que abrimos mão para tentar manter o alicerce imóvel.

As perdas e as tragédias que acontecem no decorrer do enredo só traz a baila a verdade, o que não se tem coragem de ser dito, e nos mostra que quanto mais guardamos “nossos segredos” e não dividimos com quem convivemos, nos mostra o mal que causamos a nós e as pessoas ao nosso redor.

Esse livro nos permite estar no lugar do outro, entender o porquê de suas ações que na verdade embora danosas foram em pró de um resultado feliz.

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Kindred

Laços de Sangue

Nunca havia lido nada de Octavia E. Butler, mas claramente ela é uma das escritoras mais fodas que já li em toda minha vida. Kindred: Laços de Sangue é o tipo de livro que você lê e fica triste a cada página, por saber que apesar de ficção cientifica o que acontece ali é muito real. Fez e faz parte da nossa história para sempre. E a narrativa de Octavia te prende de uma forma surreal, você está ali o tempo todo do lado de Dana, a leveza como isso acontece é tremenda. E olha, não sei como ela faz isso com as palavras, com a história, mas é magnifico.

São 432 páginas onde você vai encontrar o bem e o mau das pessoas, o bom e o ruim dos seres humanos, e o mais importante, vai perceber que nada é tão simples como sempre pensamos e definimos.

É sobre racismo esse livro, de fato é, mas não somente isso, é sobre como nos acostumamos a ele de maneira tão rápida, de uma maneira que não conseguimos nem explicar, é sobre como a sociedade que vivemos nos influencia o tempo todo, em como o amor pode ser confundido com obsessão, posse. Kindred é um livro em que você lê e para em alguns capítulos, pois não dá mais para ler, você precisa respirar, absorver tudo que tá acontecendo, você precisa entender o quão real são aquelas coisas que estão acontecendo, apesar de ser ficção cientifica.

Às vezes, eu escrevia coisas porque não conseguia dizê-las, não conseguia entender meus sentimentos em relação a elas, não conseguia mantê-las presas dentro de mim.

 

O sol é para todos

O livro é narrado pela sensível Scout, filha do Atticus, o advogado que está defendendo um negro acusado de estuprar uma mulher branca em uma cidade pequena dos estados unidos de 1930.

São 364 páginas em que você aprende muito sobre a vida. Sobre racismo e injustiças, entende sobre relações humanas e vive um pouco a nostalgia da infância, da inocência, quando vemos Jem, Scout e seu amigo brincaram nas ferias de verão.

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Desde o seu lançamento em 1960, o sol é para todos já foi estudado, pesquisado, resenhado e republicado centenas de vezes.

Ganhou o Pulitzer de ficção, o Quill Award e teve seu enredo levado ao cinema onde arrebatou três Oscar, três Globo de Ouro e mais outras 3 premiações de renome. Sem dúvidas alguma é uma obra épica, best-seller mundial traduzido para mais de 40 idiomas.

E depois de ler, ficar emocionado, arrepiado, pensativo e reflexivo por diversas vezes após ler os capitulos entendi o porque dessa obra ser tão bem sucedida.

Filho, repito que, mesmo que você não tivesse se descontrolado, eu teria pedido para você ler para ela. Queria que você a conhecesse um pouco, soubesse o que é a verdadeira coragem, em vez de pensar que coragem é um homem com uma arma na mão.

Esse é um dos melhores livros que já li na vida, realmente é uma obra que todos deveriam ler antes de morrer.

Gostaria de ter lido antes, pois Atticus tinha razão. Uma vez ele disse que a gente só conhece uma pessoa de verdade quando se coloca no lugar dela e fica lá um tempo.

Sprint

O método usado no Google para testar e aplicar ideias em apenas cinco dias

Jake Knapp usa no decorrer do livro exemplos de alguns casos que foram o que mais me interessaram no livro. Por exemplo o inesperado e tardio sucesso da saga Harry Potter, o caso da invenção do filtro de café, um hotel que usa robôs para entregar escova de dentes para os hóspedes e tantos outros.

Além de tudo, a grande sacada desse livro é ter os capítulos nomeados com os dias da semana, dessa maneira, ficam perfeitos para facilitar a consulta e nos proporcionar a visualização do projeto.

Esse livro mostra como vale a pena ser produtivo, como economizamos, tempo, dinheiro, antes mesmo de lançar a ideia para o publico.

Mas acho que para alguém utilizar essas técnicas, seja empresa ou na vida pessoal, tem que ser extremamente organizado.

Bom sei que agora (2018) há o novo Sprint 2.0, já com várias mudanças no processo para aumentar a eficiência, acredito que é uma boa dar uma lida sobre também.

Todo mundo tem um superpoder. Uma força única. Para os engenheiros de software, é programar. Para os profissionais do marketing, é planejar campanhas. Para nós, é colar notas autoadesivas em quadros brancos. Há uma habilidade em que você é especialmente bom, e é bem capaz que você se sinta mais produtivo quando a põe em prática.

Para educar crianças feministas

Um manifesto

Após ler o  Sejamos todos feministas, queria continuar lendo sobre esse tema que Chimamanda Ngozi Adichie sabe falar tão bem; a igualdade de genero. E logo nas primeiras paginas já entendi como na vida quando a igualdade não existe ressentimentos.

Chimamanda retoma esse tema que é tão recorrente em nossas vidas e que por muitas vezes deixamos passar despercebido, neste manifesto, ela nos mostra em quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista.

Lembrando que como ela disse em Sejamos todos feministas; 

Feminista é o homem ou a mulher que diz: “Sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que resolvê-lo, temos que melhorar”.

Pois todos nós, mulheres e homens, temos que melhorar.

Sabendo disso, agora posso explicar como o livro foi escrito.

Uma amiga de Chimamanda que acaba de se tornar mãe de uma menina, pede a ela conselhos para educar sua filha de maneira que ela entenda sobre igualdade de gênero.

Então no formato de uma carta a autora  traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães.

E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

 

Doentes de amor

O filme recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. e isso me surpreendeu bastante, pois afinal, quais são as chances de uma produção de comédia conseguir tamanha proeza?

A premissa do filme é basicamente que o paquistanês Kumail e sua namorada americana Emily têm que superar as expectativas sufocantes de sua família e das tradições de 1.400 anos de idade. Contra esses obstáculos, o amor parece impossível, e sua separação parece permanente. Em seguida, vem a tragédia e Emily entra em um misterioso coma.

A partir desse ponto o filme começa a se desenrolar, Kumail é um comediante stand up tentando viver sua vida medíocre, sua mãe vive tentando arrumar um casamento arranjado para ele, mas seu coração está completamente apaixonado pela Emily, que agora está em coma e ele está em um impasse com os pais dela, pois eles tinham terminado antes dela entrar em coma, mas agora ele não sai do hospital afim de ajudar da maneira que conseguir.

Uma curiosidade do filme é que o roteiro foi feito sobre a história real de Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani intitulado originalmente como The Big Sick, esse roteiro acerta ao abordar o choque de realidade entre o estilo de vida estadunidense e a estrutura tradicional de uma família paquistanesa.

Em suma, as questões culturais abordadas na obra enriquecem muito todo o conjunto final e, apesar da previsibilidade do enredo em algumas partes e seus clichês no meio do caminho, é uma história real que vale realmente assistir!

 

Sobre a Morte

Pensamentos e conclusões sobre as últimas coisas

Arthur Schopenhauer nos trás uma visão sobre esse tema que é tão recorrente aos seres humanos, pois ao contrário do animal, que só conhece a morte quando está diante dela, o homem sempre carrega consigo a certeza de seu fim.

E o fato de a vida, como todos sabem, não ser brincadeira permite concluir que a morte é coisa séria.

Arthur Schopenhauer, tem ideias bem fundamentadas e atraentes, lendo esse livro você observa uma nova forma de encarar o fim.

AFINAL O QUE É A MORTE?

Ao decorrer do livro, notamos que o mesmo é um grande compilado composto por diversos textos do autor que falam sobre a morte.

Schopenhauer faz uma analogia que a vida é a travessia de uma montanha.

Quando nascemos, estamos em sua base, então começamos a subida, sabendo que, após o cume, chegaremos à reta final. Mas, ainda não nos preocupamos com isso; é apenas depois do cume que podemos avistar a morte e, começamos a nos preocupar com ela.

A morte apazigua totalmente a inveja; a velhice já o faz pela metade.

O livro é de uma edição simples, com 112 paginas,  leitura fácil e muito agradável de ler, recomendo, pois é um tema que sempre ficaremos curiosos para saber mais a respeito.