Sobre desculpas

Uma das piores coisas que se aprende desde pequeno é “Pedir desculpas”, deviam ensinar à não fazer por onde pedir desculpas depois.

As pessoas te fodem e depois pedem desculpa, como se nada tivesse acontecido !
Como se o pedido de desculpas fosse desfazer instantaneamente tudo aquilo que ela causou.

Sabe foda-se à desculpa, se fez; ta feito. E uma desculpa não vai mudar nada. Claro demostra que você está arrependido, isso se estiver realmente né, pois falar é fácil. Pense a respeito do que você vai fazer, do que vai falar, do que quer realmente com alguém ou com uma relação, seja sincero consigo mesmo.

Errar é possível, acontece, mas tente fazer por onde isso não se torne normal e que com “Desculpas ira resolver tudo”, pois não vai. As pessoas podem perdoar, mas não esquecem do sofrimento que foram afligidas, da dor psicológica ou física que você e suas atitudes e palavras causaram nelas.

Não sabemos até aonde podemos afetar alguém, então pense mais sobre o que faz. No Brasil você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que diga será citado erroneamente, exagerada, e depois usada contra você !

 

 

Anúncios

Rick and Morty, 3º Temporada – Crítica

Rick and Morty nunca prometeu ser uma série comum com piadas leves e dramas rasos, muito pelo contrário, cada episódio é construído sobre piadas niilista, uma visão negativa/pessimista e críticas sutil ou não sobre a sociedade moderna.  No novo ano esses elementos foram mantidos, com um acréscimo de subtramas complexas para os personagens antes pouco explorados.

A terceira temporada é sem sombra de dúvidas uma das melhores e mais engenhosas, e o ponto que leva a tal colocação é simples, não existe somente Rick e Morty no roteiro. Cada personagem ganha um momento e muitos até um episódio para chamar de seu, e é nesses trechos que temos a percepção do todo, que ninguém é realmente quem diz ser, todos tem um passado que precisa ser questionado, pois são flash desses momentos que constroem a personalidade.

A série inicia sua terceira temporada com a laboriosa missão de construir uma narrativa contundente e esclarecedora o bastante para resolver o gancho deixado no ano anterior e introduzir novos mistérios a trama.  Logo nos primeiros minutos do episódio somos contextualizados sobre as consequências que as ações supostamente altruístas de Rick trouxeram para ele, e o principal, um trecho do passado do personagem é apresentado, levando a um esclarecimento maior sobre como a dinâmica entre os Rick’s funciona.

Rick-and-Morty-S3-3

(Foto: Reprodução –  The Rickshank Rickdemption).

A sinergia entre os elementos narrativos ganha peso. A relação entre a família é destacada e finalmente pudemos ver Beth brilhar, mostrando que não é a clássica filha abandonada que sofre constantemente pelo pai e aceita o relacionamento muitas vezes abusivo como normal, mas uma personagem complexa, construída em cima de uma dualidade gigantesca que a faz questionar se ser uma mãe é realmente o ponto alto de sua vida.

Relacionamentos já desgastados sofrem mais abalos e pudemos ver o submisso Morty se revoltar e questionar decisões tomadas pelo egocêntrico Rick. A jornada de aperfeiçoamento e crescimento psicológico do personagem é impecável, e evidencia que por maior ou mais genial que o opressor possa ser, a inversão é possível.

O plano de fundo da série é bem construído e questionamentos levantados na primeira temporada sobre o Evil Morty ganham peso e um desenvolvimento surpreendente, e abrem espaço para que novos elementos sejam inseridos na história.

 

maxresdefault

(Foto: Reprodução –  Ricklantis Mixup).

No sétimo episódio, The Ricklantis Mixup temos a cidadela dos Rick em processo de reconstrução e em meio a esse caos acompanhamos a eleição para novo presidente e surpreendendo a todos, um Morty concorre ao cargo. No mesmo episódio temos a percepção de que em uma sociedade em que todos são excentricamente geniais, tudo é convertido em normalidade, e muitos Rick’s acatam ordens e são subjugados a trabalhos que exigem pouco do seu intelecto, tornando suas vidas um grande desperdício de genialidade e fôlego (conseguiu se identificar).

Visualmente a série pouco evoluiu, continuou a fazer o belo trabalho de animação e construção de mundo, sem dispor de momentos visuais que mereçam destaques.

A drama não linear também brilha com episódios cheio de referências que passam por Stephen King, Mc Donalds, Mad Max e muito mais, deixando a série rica e criando um vinculo com os amantes de referencias a cultura pop.

maxresdefault (2)

(Foto: Reprodução – Rickmancing the Stone).

O terceiro ano é um prato cheio para os fãs que adoram levantar teorias e discussões sobre as decisões que os criadores pretendem tomar, afinal, vários episódios deram espaço para que subtramas ainda mais complexas sejam assimiladas pelo roteiro, e o principal, cada personagem agora tem fôlego para viver seu próprio arco narrativo.

Rick and Morty continua sendo uma das séries mais surpreendentes do adult swin, e vale a pena ser vislumbrada e discutida em uma roda de amigos que adoram uma boa teoria.

🌟🌟🌟🌟🌟 – Excelente

 

 

 

Cantina do Vale

Garrafas de vinho na mão.
Jovens e com todos os direitos do mundo em si e claro sem nenhuma novidade.

Ver a molecada se embriagando me faz lembrar da minha época na escola.

Mochilas abarrotadas de vinho cantina do vale, era barato e eramos adolescentes, já diz tudo não é ? e com poucos goles daquilo já estávamos felizes, bêbados e fazendo bate-cabeça nas ruas do bairro.

Tempo bom, a trupe se reunia na noite e andávamos pelo bairro, rindo atoa, conversando e estragando um pouco mais os nossos figados a cada gole.

Ali estavam amigos, colegas, desconhecidos que se enturmavam e dividiam as garrafas.

Naquele tempo eramos os donos do mundo, ou achávamos isso enquanto a vida ia passando embaçada em nossas visões já alteradas pelo álcool no sangue.

Bebíamos desde Campari até cantina do Vale, desde conhaque drea a uisque Black Stone ou até mesmo Velho barrero até rum montila, por um tempo vivemos de contini e sem copos, com garrafas pela metade, o liquido descia em gargalos queimando nossas gargantas e de mão e mão cada um ia esquecendo seus problemas.

Mas carregávamos os piores até suas casas, tínhamos uma parceria forte no minimo. Eramos bons como parceiros de álcool, alguns daqueles que carregavam as garrafas, e bebia conosco se tornaram até irmãos de tanta que era a consideração e outros só fizeram o que sabiam e queriam fazer: beber.

Mas do cantina do vale e toda a nossa trupe eu tirei uma lição:

As coisas que mais gosto, são as que menos duram!

Fugitivos (Fuga de Furnace #4)

Dia 14 de julho de 2014 eu terminava o terceiro livro da quintologia Fuga de Furnace, e me vi desesperado com a noticia de que talvez os dois últimos livros da saga não fossem lançados por aqui no brasil, por conta da baixa popularidade no nosso pais.
Então se passaram três anos de lá para cá, e sempre fiquei com aquela pulga atrás da orelha de que não saberia o desfecho da saga, ou só quando eu aprendesse inglês.
Até que um dia estou navegando na web e me deparei com a capa de fugitivos, a editora benvirá tinha lançado ele e o último livro eu nem tinha ficado sabendo, minha reação foi de euforia,poderia finalmente saber o que aconteceria com  Alex sayer.
E meus caros amigos, o quarto livro é foda para caralho.
Não de pode esperar que um homem que não consegue manter sua casa em ordem tenha um telhado sobre a cabeça.
Alexander Smith vem com tudo nesse quarto livro da saga e tem muita ação, muitas coisas sobre Furnace e o nectár são reveladas, o escritor mostra bem a abrangência da situação que o Alex e sua trupe se meteram, e que o mundo está prestes a sucumbir as garras do Alfredo Furnace e seus ternos-pretos.
O desfecho desse quarto volume é surpreendente, cheio de reviravoltas.
Ansioso pela leitura do quinto e último livro, recomendo à todos que gostam de um thriler bem feito e cheio de emoção, e claro Alex como sempre, se ferra cada vez mais.

Libertas!

Pelo direito de ir

E pelo de vir

Para poder me expressar

E até me calar

Porque quero ser

E sentir

E caminhar

Quando quiser

Quero sentir o vento em minhas asas

E subir o mais alto que puder

 

Para me vestir da cabeça aos pés

Para usar aquele short minúsculo

Quero ser quem sou

Da forma que sou

Quando bem entender

Porque sou livre

Tenho direito

Pois sou um ser humano

Assim como você

Jogo Perigoso, filme – Crítica

Esse é o ano do Stephen King, depois de A torre Negra, It a coisa, temos mais uma adaptação de sua obra, Jogo perigoso ou no original, Gerald’s game.

Adaptar uma obra do mestre do terror é um trabalho difícil, estamos falando de um dos autores mais cultuados e premiados da história, com uma legião de fãs que esperam que cada detalhe da narrativa original seja mantida. Em jogo perigoso podemos dizer que eles estarão felizes, pois a essência de trilher psicológico é preservada.

Uma das maiores dificuldades em adaptar uma obra do Stephen King para o cinema e a complexidade das histórias, Jogo perigoso está a um patamar acima nesse desafio. A obra é cheia de belas alegorias e críticas a maneira como a sociedade constrói e corrompe seus relacionamentos, e principalmente, a cultura do silêncio imposta sobre as pessoas. Não fale, não pense, não sinta …. Simplesmente permita.

92cf849a4b407d711956d989cc22c835ab89ac31

(Foto reprodução) 

O monstro dessa vez não é um palhaço, uma bruxa ou qualquer outro, mas nós mesmos, mais precisamente, o terror psicológico que guardamos no mais profundo de nossa mente, os cadáveres mentais que não expomos para ninguém.

Somos frutos do que passamos no decorrer de nossas vidas? No final quando nos depararmos com o escuro, sem a oportunidade de correr e sermos obrigados a encarar quem realmente nos tornamos, descobriremos que somos os nossos maiores traumas? Jogo perigoso não é um filme sobre morte, tortura ou qualquer outro medo pré-concebido que temos, mas um discurso em sua maioria silencioso, sobre quem nos tornamos.

O diretor Mike Flanagan (O Espelho, O Sono da Morte, Hush: A Morte Ouve) demonstra todo o seu domínio sobre a história e os sentimentos que os personagens devem transmitir para o espectador, essa sinergia é desenvolvida em planos próximos em movimentos, carregados de uma energia claustrofóbica e tensa.

mike-flanagan

(Foto reprodução)

 

A maneira como a câmera se movimenta nos primeiros momentos do casal no ambiente, diz muito sobre como o diretor pretende desenvolver o filme. O foco não é o meio, e muitas vezes até a situação é esquecida, o ponto da obra se desenvolve na maneira como a personagem lida com a situação, e o simples fato dela não lidar, torna-se um recurso narrativo rico.

Se o roteiro disponibiliza uma ótima construção narrativa e de personagem, a excelente Carla Gugino que interpreta Jessie Burlingame não desperdiça a oportunidade de entregar uma atuação profunda, realista e cheio de trejeitos sutis que dão camadas a personagem.

jogo-perigoso-netflix

(Foto reprodução)

Bruce Greenwood interpreta Gerald, o marido de Jessie. O ator entrega uma atuação a altura da parceira, a energia entre eles é viva. A boa atuação de Bruce é o fio condutor para que várias tramas secundárias sejam bem desenvolvidas.

Jogo perigoso é uma excelente adaptação de uma das obras favoritas dos fãs do mestre do terror. Um roteiro bem alinhado, atuações excelentes e uma direção impecável, sem sombra de dúvida merece um lugar no pódio ao lado de IT, a coisa como uma das melhores adaptações dos livros de Stephen King.

🌟🌟🌟🌟🌟 – Excelente

Súplica de suicídio! 

Sou um homem triste

psicológico ferido

a depressão que progride 

peito maltrapilho.
A alegria desanima 

o calor pelos dias definha

a força desanima 

o querer sobreviver definha.
Aos poucos existência se resumia,

trancafiado no quarto 

rejeitando comida do prato

ficando pálido 

dor de um desesperado 

cada segundo assustado

respirar angustiado 

aflição pra todo lado!

[era eu acabado]



Gente que não entende 

acha minha fragilidade 

frescura

ou 

loucura.
Preciso de uma súplica,

preciso de uma cura,

alguém me ajuda?
Um tratamento 

para findar o tormento 

que bate forte todo momento 

já não aguento

tá doendo.

[pensamento sangrento]



Não consigo gritar por socorro,

morro silencioso

enforco pescoço 

matando a dor

matando a vida que me sobrou.
Fim da mente deprimida

estou de partida, 

assinado: + 1 suicida.